Fundação Maitreya
 
Sri Aurobindo

de Ana Isabel Freitas

em 06 Nov 2020

  Mestre indiano yoguin que actualizou a Filosofia e Ciência do Yoga de uma forma tão visionária que levará muito tempo até que seja “ultrapassado” aquilo que descreveu e explicou.
Tradicionalmente, o ideal yoguin leva-nos à realização do Divino em nós mesmos com a experiência do samādhi, a iluminação gerada pela ascensão da nossa energia vital totalmente desperta e orientada para a realização espiritual suprema que liberta-nos de todo o tipo de ilusão e de amarra que nos prenda à obrigatoriedade das reencarnações como ser humano.


Sri Aurobindo – 1872-1950

Tradicionalmente, o ideal yoguin leva-nos à realização do Divino em nós mesmos com a experiência do samādhi, a iluminação gerada pela ascensão da nossa energia vital totalmente desperta e orientada para a realização espiritual suprema que liberta-nos de todo o tipo de ilusão e de amarra que nos prenda à obrigatoriedade das reencarnações como ser humano.

Sri Aurobindo considera que o caminho do yoga só se consuma quando nos atrevemos a ir além do samādhi, que nos permite a libertação do mundo, para trazermos essas riquezas do Alto à Terra, como teria dito Jesus, “Trazer o Reino de Deus à Terra”, ou seja divinizar a Terra.

Segundo o Mestre, profundo estudioso das escrituras védicas, nem estas vão tão longe, sendo este ideal sugerido apenas pontualmente e não formulado claramente e de forma completa como Sri Aurobindo o fez nas suas obras literárias (“The synthesis of Yoga”, “Savitri” “Essays in Philosophy and Yoga” e outras).

Educado, dos 7 aos 21 anos, em Inglaterra, nos melhores colégios e universidades, regressa à India onde mergulha no estudo da cultura e da espiritualidade que lhe corria no sangue. E nem a melhor tradição europeia pode desviar o curso de um yoguin de elite, um Avatāra dos tempos modernos.

Podemos dizer que Sri Aurobindo teve o privilégio de explorar os dois mundos e colher o melhor de ambos, entender um à luz do outro. E a sua mente brilhante aliada a um coração forte e puro fizeram brilhar o poder da sua palavra e da sua pena, iluminando o Mundo com a sua profunda e amadurecida sabedoria.

Foi um verdadeiro mago que se doou completamente ao ideal máximo do yoguin “divinizar a matéria”, tendo trabalhado através dos planos superiores, para a consumação do seu ideal, com impacto na política mundial, mesmo depois de “aparentemente” se ter retirado da liça política. Um ser da sua grandiosidade de nada se retira, pois já operou a fusão com o Todo.

A sua shakti (contraparte feminina) foi Mira Alfassa, conhecida pela Mãe, considerada pelo Mestre uma encarnação da Mãe Divina, Saraswati, a Deusa da Sabedoria, Patrona do Ensino e das Artes, consorte de Brahma.

A Mãe tomou a seu cargo toda a gestão do āshram e das instituições associadas, para que o Mestre pudesse retirar-se e aprofundar o seu trabalho. Partilhou ainda das suas meditações e cogitações, sendo ela que veio a fundar, em Fevereiro de 1968, Auroville, a cidade-modelo da sociedade do futuro, preconizada por estes dois Mestres.

A poderosa consciência dos grandes Mestres continua a trabalhar pela evolução da Humanidade e do Planeta, mesmo depois de deixarem o corpo físico… Bem hajam!

Integral Yoga
“It is the way of a complete God-realisation,
a complete Self-realisation,
a complete fulfillment of our being and consciousness,
a complete transformation of our nature -
and this implies a complete perfection of life here
and not only a return to an eternal perfection elsewhere.”

in “Essays Divine and Human”, pág 358
   


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Impresso em 2/12/2020 às 0:06

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