Fundação Maitreya
 
Festival de Wesak

de Teosofia

em 03 Mai 2015

  Aproxima-se a data 04 de Maio de 2015, a celebração do Festival de Wesak. Wesak em sânscrito significa mês de Maio - momento propício para uma preparação adequada, purificando o nosso subconsciente, que tem uma ligação lunar, e de nos sintonizarmos com o nosso Cristo Interno, o Eu Superior, onde as energias Solares podem ser encontradas. A Lua pertence ao nosso passado, agora o nosso Lar é a Terra, mas o nosso devir está no Sol, o corpo físico do nosso Pai Celestial. Este sagrado momento favorece a avaliação das nossas imperfeições, mergulhando nos registos do subconsciente para descobrir e transmutar, padrões rígidos e escravizantes que ainda possuímos, em Liberdade, Felicidade e Iluminação.

“Nenhum preço que nos seja exigido será demasiadamente alto para sermos útil à Hierarquia no momento da Lua Cheia de Touro, o Festival de Wesak. Nenhum preço é demasiadamente alto para obtermos a iluminação espiritual possível, particularmente neste momento.” Djwhal Khul.


Quando o Sol ilumina plenamente a Lua, existe o alinhamento entre o nosso Planeta - o Sol - e o "Logos Solar", a fonte de toda a energia da Terra. Iluminada pelo Sol, a Lua deixa de transmitir qualquer energia negativa para a Terra, tornando-se, portanto, o momento ideal para a meditação do Plenilúnio de Touro. Momento favorável para procurarmos iluminar a nossa consciência.
Nota chave de Touro " Eu vejo, e quando o olho está aberto, tudo é Luz". Extracto de um texto antigo: "O que foi um mistério não o será jamais, o que esteve velado será agora desvelado. O que foi ocultado agora emergirá para a Luz, aumentará esta Luz e todos os homens a verão, e rejubilarão".

O Festival de Wesak celebra o nascimento, a iluminação e a morte de Gautama, o Buda e é o grande Festival de Encontro Espiritual do Oriente com o Ocidente. Este Festival define, uma consciência grupal, o caminho espiritual da humanidade que inicia, colectivamente, um despertar espiritual; despertar que se caracteriza mundialmente por uma busca e aproximação, à natureza divina do Homem e a volta à Unidade de DEUS, simbolizada nas Escrituras Cristãs pela parábola do filho pródigo, de retorno à Casa do Pai. Este ano não procuraremos descrever o cerimonial em si, algo que já nos ocupámos, detalhadamente o ano passado, seguindo as orientações contidas no livro "Os Mestres e a Senda" do Senhor Leadbeater, conhecido teósofo, grande ocultista e discípulo do Mestre K.H. Iremos sim, procurar o âmago, o substrato, a essência do ensinamento para que ele se matize e perdure dentro do nosso Santuário Interno. Esta Lua Cheia ocorre durante a noite, o que, possibilitará às pessoas mais preparadas se conectarem e trazerem vivências deste cerimonial. Existem alguns testemunhos deste facto.

Pensamos que, os ocidentais ao celebrarem o Festival de Wesak, contribuíram fortemente, para um alinhamento entre o Oriente - a Luz veio do Oriente - e o Ocidente, a Sabedoria de Buda e o Amor de Cristo. Dentro de nós a união do coração espiritual, onde a nossa Alma está ancorada, com a cabeça, sede do Espírito. Do Lótus da cabeça brota a flor da bem-aventurança, do Lótus do coração brota a flor do amor.

Festa sagrada ao Senhor Buda - Lua Cheia de Touro

Vale de Wesak - Himalaias tibetanos
Esta é a Festa do Senhor Buda, o Pontífice entre Shamballa, na pessoa do Senhor do Mundo e a Hierarquia Planetária, representada pelo Senhor Maitreya. Buda é a expressão da Sabedoria de Deus, a personificação do Pai, do 1.º Raio da Vontade ou Poder, e exprime inteiramente o Plano Divino para a Era de Aquário. Nele se manifesta o Senhor Sanat Kumara, o ancião dos Dias. Chefe da Hierarquia Planetária que, emite a Sua Bênção anual recebida por Cristo que a transmite à Hierarquia dos Mestres, por sua vez irradiando-a para todos os Discípulos e para a Humanidade. Realizada durante muitos séculos, desde a passagem ao Nirvana de Sidharta Sakyamuni Gautama, no Vale de Wesak ou Maio, no Tibete. Esta celebração de alcance planetário constitui a principal festividade espiritual e religiosa do Oriente.

Uma figura gloriosa toma parte central neste festival, de natureza mundial, a qual é chamada por vários nomes: Senhor Maitreya, Bodhisattva, Cristo, Senhor da Paz e do Amor. É o Mestre de todos os Mestres, que formam a Hierarquia Planetária para levar a cabo o propósito divino deste planeta. Este é o momento mais sagrado do ano, momento em que a humanidade e a divindade, tomam contacto. No momento exacto da Lua Cheia, o Buda passa a Cristo a energia do primeiro raio – Vontade – que Cristo recebe e transforma em Vontade, Amor-Sabedoria. Estão presentes os Chohans da energia dos 7 Raios de Luz: os Mestres Morya, Koot Humi, Paulo, o Veneziano, Serapis, Hilarion, Saint Germain, Jesus, e Iniciados, discípulos e aspirantes espirituais, além de Seres Dévicos (Anjos).

O Senhor Buda possui a sua modalidade especial de energia, que Ele derrama sobre nós, ao abençoar o mundo. Esta bênção é maravilhosa e excepcional, por sua autoridade e categoria, pois Buda tem acesso a planos da natureza, que não estão ao alcance da humanidade; e portanto, pode transmutar e transferir ao nosso plano a energia de planos superiores. Sem a mediação de Buda, esta energia não seria aproveitável, pois a sua vibração é muito elevada e nos é impossível percebê-la nos planos físico, emocional e mental. Assim, a energia que Buda difunde, através da sua bênção, encontra canais por onde circular, levando alento e paz àqueles que são capazes de recebê-la.

Ano após ano, Buda regressa para distribuir a Sua bênção e a mesma cerimónia se repete. Cada ano, Ele e o Seu Irmão, o Cristo, trabalham em íntima colaboração para benefício espiritual da humanidade. Nestes dois Grandes Filhos de Deus concentraram-se dois aspectos da Vida Divina. Através do Buda, flui a Sabedoria de Deus; através do Cristo, o Amor de Deus se manifesta à humanidade, derramando-se sobre ela na Lua Cheia de Touro.
Nesse momento são possíveis grandes expansões de consciência. Os discípulos e iniciados de todas as partes podem ser ajudados e estimulados espiritualmente, a fim de que possam penetrar conscientemente nos mistérios do Reino de Deus.

Nesta data, abre-se no Deserto de Gobi um imenso Portal Inter-dimensional e, segundo a tradição, Buda se materializa para expandir a Sua Luz para todo o planeta.

Meditação da Lua Cheia
Na Lua Cheia, o corpo etérico do planeta fica mais sensível a um trabalho de LUZ – a uma mentalização, a uma visualização, a uma irradiação de Cura e de Paz. Assim, se uma pessoa, no plenilúnio, se colocar à disposição da Grande Fraternidade Branca, oferecendo-se para participar da Obra de Redenção Planetária – muito mais prontamente receberá uma resposta porque, a própria comunicação está facilitada. Através da Meditação, durante o período antes e depois da Lua Cheia, o ser humano pode entrar mais facilmente em contacto com Deus e com a Hierarquia da Luz Planetária. Trata-se de uma meditação que tem por objetivo nos colocar em contacto com a nossa própria alma, com a alma da humanidade, com a alma do mundo, com o nosso Mestre, com os Anjos Solares, com os Elohim, enfim, com todo o Espírito da Hierarquia Espiritual.

Esta é uma época de Ressurreição, de Transfiguração e Libertação, na medida em que se dá o domínio do Espírito sobre a matéria e, assim, permite ao discípulo avançar mais um passo em direcção ao Reino de Deus. Ressurreição é a passagem da morte, da auto absorção para a vida do Amor altruísta, a transição das trevas do individualismo egoísta para a Luz do Espírito Universal, do irreal da falsidade para o Real, da Verdade. Procuremos, prepararmo-nos com o mental aberto, iluminado e o coração puro e amoroso. (Ver em anexo: A Maior Bênção do Senhor Buda)
Em humilde homenagem ao Senhor Buda, lembramos aquilo que, pensamos, resumir o mais elevado e belo do seu ensinamento. As quatro Nobre Verdades, o caminho que conduz à libertação do sofrimento humano e o Caminho do Meio, a harmonização dos pares de opostos.
Quando o Senhor Buda, o mais elevado Ser nascido na nossa humanidade, recebeu a iluminação, “deixou entrar” uma onda de Luz sobre a vida humana e sobre os nossos problemas mundiais, e a inteligente compreensão das causas da angústia do mundo. Ele procurou formular as

Quatro Nobres Verdades:

1. Que a existência no universo fenomenal é inseparável do sofrimento e da tristeza.
2. Que a causa do sofrimento é o desejo de viver no mundo dos fenómenos.
3. Que o cessar do sofrimento se alcança, anulando todo o desejo da existência nesse Universo dos fenómenos.
4. Que o meio para se obter a cessação do sofrimento é percorrer o Nobre Caminho Óctuplo em que se expressa: a crença recta, o pensamento recto, a palavra recta, acção recta, os meios de subsistência rectos, a concentração recta, a meditação recta e a contemplação recta.
Homens e mulheres do mundo, guiados em uníssono pela Chama de Buda, que trouxe a Luz do Oriente, e por Cristo, que revelou a Luz ao Ocidente, podem pedir e evocar uma bênção e revelação espiritual tão intensas, que num futuro imediato poder-se-á manifestar, aquilo a que a humanidade tanto aspira, o que os Anjos cantaram em Belém: “Paz na Terra e boa vontade entre os homens”. Desta maneira, podemos introduzir uma Era de Fraternidade Universal e uma compreensão que permitirá ao homem dispor de mais tempo, para se dedicar à busca do seu Deus interior.
Ensinamentos da Antiga Sabedoria consideram Wesak o momento mais significativo do ano, quando um real evento celestial ocorre e se manifesta sobre a Terra. Considera-se que o Festival de Wesak, seja um tempo em que o próprio Deus, transmitindo através de Buda e de Cristo, envia a sua bênção para a Terra. Durante séculos tem sido celebrado na Índia e sempre ocorre na Lua Cheia de Buda. Durante esse tempo, a humanidade pode se alinhar completamente com forças espirituais, que não estão à disposição noutras ocasiões do ano. A força dessa bênção nos estimula espiritualmente e nos deixa mais preparados para servir completamente o Plano Divino.
O Buda corporificou o Princípio de Luz e, devido a esta iluminação, a humanidade foi capaz de reconhecer o Cristo, o qual corporificou o Princípio de Amor, ainda maior.

O Wesak é um momento especial, pois renova as nossas forças no sentido de acelerar a nossa própria Iluminação, e o ápice desse momento é quando a Lua Cheia de Maio surge no céu, trazendo energia adicional e luminosa a cada pessoa, que de coração puro se propõe a renascer em si mesma, como a ave FENIX renasce com novas qualidades. A Lua Cheia de Touro é considerada como um dos momentos mais importantes do ano, porque se estabelece uma relação muito especial entre a Terra, o Sistema Solar, a nossa Galáxia e o Universo. As cerimónias realizadas pelos Mestres e discípulos durante a Lua Cheia, criam um grande campo electromagnético, o que permite invocar, receber e assimilar essas energias em todos os planos.

Buda já nos está a preparar, para mais uma Bênção de Iluminação. Na Lua Cheia de Touro, também chamado o Festival da Iluminação, comemora-se a Iluminação de Buda, e diversos grupos do mundo inteiro param as suas actividades quotidianas, para se reunirem em meditação, a fim de reforçarem a aspiração de ascensão espiritual.

O Festival de Wesak é um momento poderoso de intenso serviço espiritual, feito da Humanidade a Deus, e de Deus para a Humanidade, através de Buda e de Cristo. Durante os 8 minutos dessa celebração, o universo inteiro faz uma ligação, unindo a humanidade com a Fonte da nossa criação, a que chamamos Deus. Os efeitos espirituais permanecem até ao próximo Festival de Wesak.
Disse o Buda:

"Se alguns dizem que o nirvana é aniquilação do Eu, dizei-lhes que mentem. Se alguns ensinam que o nirvana é a vida separada, dizei-lhes que se enganam. Porque ignoram a verdade, não vêem a luz que brilha das suas rotas lamparinas e não sabem que a felicidade está fora da existência e do tempo".
Texto de Manuel Cavaco Nunes
   


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Impresso em 24/8/2017 às 7:53

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