Fundação Maitreya
 
Como reconhecer os que servem à Hierarquia

de Torkom Saraydarian

em 02 Jan 2018

  Existem doze sinais fundamentais que permitem reconhecer aqueles que estão realmente ligados à Hierarquia: 1º - O primeiro sinal é a Nobreza. Quem serve à Hierarquia é nobre nos seus pensamentos, palavras e acções; é nobre em todos os seus relacionamentos. A nobreza é alcançada quando se vive segundo as regras e os princípios da Hierarquia, quando se vive na presença do "Olho Vigilante". Uma pessoa nobre é solene, serena, autocontrolada, precisa, sábia e educada. Quando se encontra uma pessoa nobre, sabe-se que está aqui na Terra, para irradiar - beleza, bondade, verdade, alegria e liberdade.

2º - O segundo sinal de quem serve à Hierarquia - que pode viver entre nós, ou ser membro de nossa família, igreja ou corporação - é o esforço na procura da perfeição. Evidencia um trabalho constante para aperfeiçoar a sua personalidade, criatividade, relacionamentos e o conhecimento. Tenta continuamente melhorar o seu estado de consciência. Ninguém que sirva à Hierarquia é preguiçoso. É tudo ritmo. Este ser é como uma corrente – está sempre ritmicamente activo.

3º - O terceiro sinal de quem serve à Hierarquia é sua atitude progressista. Pensa para o futuro; planifica para o futuro, sem ignorar as circunstâncias passadas e as presentes. A visão do futuro inspira-o para que planifique, decida e organize. Não está apegado a atitudes passadas. Não ignora os valores passados, mas procura sempre novos modos e meios para introduzir mais luz e amor e melhores relacionamentos em todos os âmbitos de actuação humana.
Vive com o pensamento na nova era. Não repete antigos hábitos, condutas e atitudes. Trata de criar algo novo que se adapte melhor à sua visão do futuro.
Pode ser encontrado em qualquer campo e aí eleva-se e projecta-se no futuro. Exerce pressão moral sobre o seu meio ambiente. Não força os demais, mas a sua presença faz com que trabalhem e tratem de avançar para o futuro.

4º - O próximo sinal de quem serve a Hierarquia é a inclusividade. Não é separatista nem divisionista. Não nos referimos somente à discriminação racial. Uma pessoa inclusiva não só respeita a existência dos demais como também está aberta a novas ideias, novas visões e novo conhecimento, e novas maneiras de fazer as coisas, que se adequem melhor às metas a atingir.
Não está cristalizada nas suas crenças e tradições. Enfoca respeitosamente todas as tradições e opiniões, o trabalho, a cultura e as tradições dos demais, e vê beleza, significado, futuro e utilidade neles. A Hierarquia defende a todos, a todas as sendas de investigação, a toda experiência genuína. Todo conhecimento, em qualquer campo, é precioso para quem serve à Hierarquia.
A Hierarquia advoga pela inclusividade. Quem serve à Hierarquia é como uma galinha que reúne os pintinhos debaixo das suas asas. Cada nação tem a sua bela cultura. Quem serve à Hierarquia respeita todas as culturas. Não somente as respeita como também tenta compreendê-las, amá-las e desfrutá-las. A inclusividade é o esforço progressista para brindar unidade e síntese.

5º - O sinal seguinte de quem serve à Hierarquia é a criatividade, criatividade em tudo: em ideias, pensamentos, palavras, atitudes, artes, negócios e no lar. Em todos esses âmbitos e em outros, quem serve à Hierarquia manifesta criatividade.
Criatividade significa construir os modos e os meios que possam satisfazer as crescentes necessidades da humanidade; que possam expandir o sentido de beleza da humanidade. Essas pessoas não se contentam com o que são e com o que podem fazer. Avançam continuamente e procuram novas ideias, visões, inspirações, impressões e revelações. Tentam concretizar essas coisas em formas, actividades e relacionamentos novos para satisfazer as crescentes necessidades da humanidade e oferecer uma visão nova para a consciência humana em expansão.

6º - O sexto sinal de quem serve à Hierarquia é a honestidade. Sem honestidade não é possível conduzir, inspirar, criar confiança ou irradiar luz. Qualquer acção que explore seres humanos através de ideias, propósitos ou atitudes cria horríveis consequências e destrói qualquer causa.
Ninguém se pode denominar servidor da Hierarquia se não se graduou em honestidade na Escola da Vida. Um servidor da Hierarquia é honesto nas influências do seu eu inferior e dos eus inferiores dos demais. Essa pessoa é honesta, não porque os outros sejam tortos ou honestos, mas sim porque sê-lo é a sua natureza.
A honestidade impõe harmonia e ritmo e faz com que a Hierarquia influencie os âmbitos nos quais as pessoas honestas se movimentam.

7º - O sétimo sinal de quem serve a Hierarquia é estar livre de preconceito. A mente de quem serve a Hierarquia não é controlada pelo que as pessoas são, fazem ou dizem. Tem a sua própria luz e funciona nela. Os pensamentos, palavras, acções e conduta dos demais não velam a sua luz. Não permite que os demais o condicionem, pois não reage segundo as expectativas deles. Manifesta beleza, bondade, alegria e liberdade sem ser condicionado pelos que lhe tentam impor as suas normas e estados de ânimo.
Em sentido mais profundo, estar livre de preconceito significa estar livre para actuar sob a luz da beleza, da bondade, da justiça, da alegria e da inclusividade. Quem está livre de preconceito não prejudica quem o tenta prejudicar, mas procura ajudar essa pessoa. Tenta encontrar algum caminho para que ela se ilumine e expanda a sua consciência e tenta ajudá-lo para que se liberte das suas limitações. Isso faz parte de seu serviço.

8º - O oitavo sinal de quem serve à Hierarquia é estar livre de vaidade e ego. Esses dois vícios andam juntos. Toda pessoa egoísta está cheia de vaidade. Em realidade, o ego é formado por imagens de vaidade.
Quem serve à Hierarquia está livre de vaidade. Conhece-se exactamente como é. Sabe exactamente o que tem ou o que não tem. Sabe exactamente o que pode fazer e o que não pode. O ego põe medidas falsas ante os nossos olhos e mente. Quem serve à Hierarquia serve aos demais e trata de ajudá-los e elevá-los. Trata de fazer com que as pessoas se voltem para as suas dimensões internas. Quem está livre da vaidade não poderá ser derrotado porque isso só pode ser feito quando existe vaidade e ego.

9º - O nono sinal de quem serve à Hierarquia é a rectidão. A rectidão é a substância-base de um servidor da Hierarquia. As pessoas pensam que a rectidão é uma virtude que se aprende na infância, mas a sua verdadeira origem provém das normas impressas na nossa Alma nos Mundos Subtis. A assimilação dos valores verdadeiros nos Mundos Subtis floresce e aflora como rectidão nas encarnações terrenas.

Não é fácil ensinar a alguém ser recto, mas quando se tem experiência dos valores verdadeiros, ser-se recto é algo de absolutamente natural e surge sem qualquer esforço. Os servidores da Hierarquia são rectos em todos os seus pensamentos, expressões e relacionamentos porque conhecem a Lei de Karma e conhecem os princípios que dominam os Mundos Subtis.
Os Grandes não se autopromovem. São reconhecidos pelos frutos. Os componentes da Hierarquia não pensam sobre eles mesmos como corpos, formas ou personalidades. Pensam sobre eles mesmos como ideias, direcções, correntes de energia, virtudes ou luzes. As pessoas denominam-nos de muitas formas e com múltiplos nomes. Mas eles não são nomes, quadros ou imagens. São princípios, fontes de beleza e guia, e visões do futuro.
Nos seus estados reais, são como sinfonias, flechas de energia, pontes entre mundos, arco-íris entre margens. Se os limitarmos em formas humanas ou os tornamos tão abstractos que a imaginação humana não possa concebê-los, trabalhamos contra a obra que tentam realizar - construir uma ponte entre o que o homem é agora e o que pode vir a ser no futuro.

10º - O décimo sinal de quem serve; Hierarquia é a fidelidade à causa humana. Um servidor da Hierarquia tenta unir a humanidade e protegê-la de falsos líderes, mestres e gurus. Cuida da sobrevivência da humanidade e da sua perfeição futura. Cuida do planeta para que ele esteja sadio para nutrir os seus filhos.
Sofre com os que sofrem nas mãos dos poderosos. Tenta inspirar neles o espírito da liberdade e a libertação. Para ele, não existe causa superior à causa da humanidade e subordina todos os seus interesses ao interesse mundial.
Tais pessoas são extraordinárias. O seu número aumenta por todo o lado, embora isso nem sempre seja perceptível.

11º - O décimo primeiro sinal de quem serve à Hierarquia é o sacrifício e o heroísmo. No trabalho mais insignificante, quem serve à Hierarquia evidencia espírito abnegado, e em época de crise irradia espírito heróico. Evidencia coragem, intrepidez e audácia. Sacrifica o seu tempo, dinheiro, propriedades e até sua vida se for necessário. Vive uma vida perigosa, mas não é imprudente, temerário ou descuidado. É cauto e extremamente cumpridor das normas. Sabe que a vida é perigosa, e também sabe que a senda mais curta e rápida é também a mais perigosa.

12º - O décimo segundo sinal de quem serve à Hierarquia é a bondade ou a boa vontade. Um servidor da Hierarquia deseja o bem para todos, até para aqueles que não sabem ou conseguem viver segundo as suas normas. Pensa bem, fala bem e actua em favor do bem, sem discriminação, porque sabe que, tendo completa boa vontade, transmite a vontade de quem governa o universo.
Todo o discípulo verdadeiro é um servidor da Hierarquia.
A Hierarquia é uma fonte de bondade. Tudo o que nos tenta ensinar é que sejamos bons, que expressemos boa-vontade e jamais quebrantemos esse princípio com nossos pensamentos, palavras e acções.
É dito que aqueles que chegaram a ser Mestres são os que, durante milhares de anos, não caíram nas armadilhas da má intenção, da difamação e da traição. A existência de tais vícios em qualquer ser humano revela de imediato que não é um trabalhador da Hierarquia, não importando com que roupagem ou posição se apresente.
A bondade é a base da vida de um trabalhador da Hierarquia. Quando encontramos tal pessoa, sentimo-nos seguros, protegidos e abençoados.
Treze sinais adicionais

Também existem treze sinais adicionais pelos quais se poderá reconhecer de imediato os "denominados" trabalhadores da Hierarquia:

1º - Um trabalhador da Hierarquia não é arrogante. Não diz que é um Mestre ou um Iniciado. Deixa simplesmente que outros descubram o que ele é.
Qualquer arrogância demonstra que essa pessoa ainda não foi admitida nas fileiras da Hierarquia ou que é um mercador da vaidade e do interesse pessoal.
Quem é arrogante tenta impor a sua imagem para dar a impressão de que é “Grande”. Tais pessoas são muito pobres nos seus corações. "Pelos frutos os reconhecereis".

2º - Um trabalhador da Hierarquia nunca fala sobre os detalhes de suas vidas passadas e não se interessa pelas vidas passadas dos demais. Estando mais perto da Hierarquia, sabe que o que interessa é o futuro, não o passado. O futuro é o que chama a Alma para que ascenda em direcção da perfeição e da beleza.
As pessoas avançadas não gostam de olhar para trás, porque não querem reestimular recordações do passado ainda que sejam inofensivas. Os trabalhadores da Hierarquia não querem ser influenciados pelo passado nem por aqueles que estiveram com eles em diferentes relacionamentos. Querem avançar para situações novas, pôr a prova a sua intuição e avançar continuamente para o triunfo.
É possível que um Mestre ou um Grande Ser nos revele uma parte de uma vida passada por algum motivo específico. Mas mesmo neste caso, ninguém tem o direito de contar as suas vidas passadas aos demais.
É dito que nem aos grandes Chohans é permitido interessar-se pelas vidas passadas das pessoas, excepto quando, por motivos especiais, estudam, com autorização, algumas dessas vidas para ver se realmente estão preparadas para assumir grandes responsabilidades ou para suportar uma alta voltagem energética.

3º - Os trabalhadores da Hierarquia não falam sobre seus relacionamentos com os Grandes Seres. Os trabalhadores avançados são modestos e não sentem qualquer necessidade de se aproveitar da sua relação com as Forças Superiores.

4º - Um trabalhador da Hierarquia nunca fala sobre as suas funções (se as tiver) em relação aos outros. Escutamos muitas pessoas dizerem coisas como estas: "Sou o comandante do povo do espaço... Sou o governante dos anjos... Acabo de receber a Quinta Iniciação... Estive no Ashram Sagrado..." Todas essas afirmações criam barreiras na senda da humanidade e as pessoas inteligentes sentem por elas uma profunda repugnância. Não esqueçam - pelos frutos se conhecerão as pessoas.

5º - Um trabalhador da Hierarquia não revela nada sobre vidas passadas, nem lê a tua aura por exibicionismo ou para ganhar influência ou dinheiro. É possível que um trabalhador da Hierarquia revele, em algumas ocasiões muito especiais, uma parte de tua vida passada para uma instrução específica, ou para assinalar um defeito em tua aura, como advertência. O trabalhador da Hierarquia interessa-se principalmente pela expansão futura da nossa consciência e não pelo nosso passado.

Os discípulos do mundo devem ter muito cuidado para não escutar os charlatões que lêem auras e falam sobre as vidas passadas das pessoas sem ter capacidade real nem razão para tal. Até que se desenvolva a clarividência superior, passando pela Iniciação da Transfiguração, essas leituras serão falsas, desviadas e misturadas com milhões de impressões que flutuam no Espaço.

6º - Um trabalhador da Hierarquia jamais impõe a sua vontade aos outros. Nunca viola o livre-arbítrio dos demais. Se o fizesse, assumiria um pesado karma. Também não dá conselhos directos nem espera qualquer tipo de obediência ou seguidismo.
Por exemplo, um trabalhador da Hierarquia não dirá a alguém que se case ou divorcie com certa pessoa ou que tenha ou não filhos. Não emprega os seus poderes psíquicos (se os tiver desenvolvidos) para dirigir as pessoas segundo a sua vontade. Pelo contrário, o trabalhador da Hierarquia tenta propiciar a independência e a liberdade das pessoas. Ajuda a tomar decisões e a resolver problemas, mas nunca decide por terceiros nem resolve os seus problemas.
Um trabalhador da Hierarquia ajuda as pessoas iluminando as suas mentes, expandindo as suas consciências e capacitando-as para que vejam os seus problemas sob diversos ângulos. Sugere livros, escolas e professores e ajuda cada um a melhorar no que lhe é próprio.
Ninguém está autorizado a interferir no karma de outra pessoa. Esse é um tema muito delicado. O trabalhador da Hierarquia está sempre disposto para ajudar, mas não força a sua vontade sobre os demais, não viola o livre-arbítrio e muito menos o seu karma.

7º - Um trabalhador da Hierarquia nunca discrimina entre as religiões. Sabe que todas as religiões são dadas pela Hierarquia para satisfazer várias necessidades de diferentes níveis de pessoas em diversas épocas. Mas honra a religião na qual nasceu sem temer antagonismo a respeito de qualquer outra. Caso se encontre com estrangeiros que não pertençam à sua religião, debate com eles e trata de lhes revelar os estratos mais profundos da sua religião, enriquecendo e expandindo a sua consciência.
Um trabalhador da Hierarquia sabe que todas as religiões são dadas às nações como sendas que conduzem à perfeição. Nenhum trabalhador da Hierarquia impõe as suas crenças a outros. Para ele, o importante é ver como vivem as pessoas, não o que elas acreditam.
Aqueles que trabalham dentro das paredes do dogma, de doutrinas e tradições cristalizadas estarão limitados pelos muros e logros dos que criaram esses dogmas. Os nossos pensamentos deverão ser livres para podermos alcançar novas alturas. O nosso horizonte deverá ser ilimitado para que possamos expandir nossa consciência. Quando forçamos sobre os demais os nossos pensamentos e crenças ou os nossos dogmas, doutrinas e tradições, não apenas os limitamos e criamos barreiras ao seu avanço, como também paralisamos a nossa própria evolução.

9º - Um trabalhador da Hierarquia nunca explora as pessoas nem abusa delas. Todas as pessoas são sagradas para ele. Não mente nem suborna para ganhar votos. É recto nos seus relacionamentos, e não quer carregar o seu karma usando os outros para seus ganhos pessoais.

10º - Um trabalhador da Hierarquia nunca exibe fenómenos psíquicos, e se emprega suas faculdades psíquicas em segredo para ajudar a uma pessoa, isso o acredita a Deus. O Trabalhador da Hierarquia jamais usa as suas faculdades psíquicas para influenciar as pessoas, criar atracção ou reconhecimento, ou impor a sua imagem aos demais. As faculdades que possui são sagradas, e só as emprega em benefício dos demais, caso o karma o permita.
No caso de empregar os seus poderes, em momentos muito especiais, fá-lo para glorificar a Fonte de todos os poderes. A sua existência entre as pessoas é uma bênção. A sua aura, o seu olhar e o seu contacto curam as pessoas, iluminam-nas e fortalecem-nas. É sabido que a presença de um trabalhador da Hierarquia pode prevenir terremotos e catástrofes naturais. Os trabalhadores da Hierarquia são enviados frequentemente a certos locais para que protejam as pessoas de fenómenos naturais mediante a sua simples presença. São enviados para restaurar a paz e a compreensão, para levar saúde e prosperidade, mas permanecem incógnitos até que as pessoas desenvolvam olhos para ver a sua influência.

11º - O trabalhador da Hierarquia é parcimonioso e contido. Nunca desbarata ou desperdiça energia, dinheiro, tempo etc., muito menos os pertencentes aos outros, porque sabe que o desperdício constrói karma e cria apego. Quando desperdiçamos dinheiro, energia, tempo e matéria, isso significa que ainda não aprendemos o valor do que temos. E se não sabemos o valor do que temos, é natural que o desperdicemos. Em ambos os casos, trabalhamos contra a lei. A Lei de Economia significa empregar adequadamente tudo o que existe com a perfeição como fim.
O desperdício é um tributo imposto à natureza e, neste caso, ela impõe um preço a quem dela abusa. Quando desperdiçamos qualquer coisa, estamos a submeter a natureza ao abuso e à exploração. Quando a exploramos com desperdício, ela responderá com densas névoas, venenos e fenómenos extremos. A economia é o equilíbrio entre a natureza e as necessidades humanas.

12º - Um trabalhador da Hierarquia nunca se associa com médiuns nem com canais psíquicos. Sabe que a fonte das suas inspirações raramente provém das esferas superiores e sim de duvidosas entidades e forças astrais. Sabe que um contacto com elas pode ser fatal, porque frequentemente criam uma linha permanente através da qual mantém a pessoa cativa das exigências das forças destrutivas.

13º -O trabalhador da Hierarquia jamais se dedica à necromancia. Deixa livres os mortos para que prossigam o seu caminho para os Mundos Superiores. Ao invés de lhes solicitar ajuda e orientação, tenta conduzi-los para a luz através dos pensamentos elevados que projecta. Um trabalhador da Luz sabe como contactar com eles mentalmente e como ajudar a sua evolução. Inclusive poderá estar com eles depois que abandone o seu corpo durante o sono. Mas nunca tentará trazê-los para a Terra, fazendo inverter sua direcção.

As pessoas talvez perguntem: se os trabalhadores da Hierarquia são assim tão belos, por que não vemos mais mudanças na vida em geral? A resposta é fácil. Em primeiro lugar, é verdade que há muitas mudanças que estão a acontecer na direcção da unidade, da beleza, da síntese e da paz. Em segundo lugar, devido a que existem cada vez mais trabalhadores da Hierarquia, afloram mais conflitos na superfície da Terra. A boa vontade faz com que as pessoas vejam melhor a má vontade existente. A liberdade faz com que as pessoas vejam onde ela é violada. A unicidade revela as brechas e o separatismo existente.

Por isso o mundo está a penetrar na "hora da meia-noite". Só nessa hora começará o amanhecer, e esta será a vitória de todas as Forças da Luz e de todos os que trabalham na luz e em favor da luz.
Todo discípulo é um heraldo da luz, uma luz que brilha na escuridão, apenas através da sua abnegação, do seu coração cálido, da penetrante luz da sua consciência, da força e a beleza da sua Alma. A sua missão é fazer brilhar a luz. A sua chama estará firme e será forte, mesmo que o vento, a chuva e a neve bramem ao seu redor durante noites escuras e dias tormentosos. Durante esses dias, ele comprovará a força da sua fusão com a Chama Divina que continuamente lhe proporcionará energia para persistir contra os caóticos elementos da natureza.
Apenas aqueles que mantêm acesa as suas chamas durante os dias de tormenta serão capazes de construir o mecanismo através do qual lhes será possível avançar e penetrar nos Mundos Superiores. Um discípulo é uma luz que avança na escuridão da noite e na escuridão do dia.

Texto extraído e adaptado da obra El discípulo: su desafío esencial, de Torkom Saraydarian,,
Cortesia de Manuel Cavaco Nunes
   


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Impresso em 21/9/2018 às 3:14

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