Fundação Maitreya
 
A ordem mundial

de Maria

em 22 Abr 2018

  A humanidade trava um combate permanente entre o bem e o mal, mas para sairmos dos estereótipos religiosos, melhor seria dizer, a luta entre o que é certo e benéfico e o que é prejudicial a si mesmo e aos outros. O grande problema reside no facto de a humanidade ser composta por vários grupos com evolução mental e espiritual de escalas diferentes entre eles, que dão aso a discrepâncias no modo de pensar e de suas consequências nas acções.


Ainda sobre a Eutanásia.
É certo que os mais adiantados levam por arrasto, influenciam naturalmente, os menos evoluídos, mas são estes mesmos os primeiros a ter dificuldade em acompanhar a mentalidade dos que vão um pouco mais à frente, pelo facto, de não haver ainda a estrutura cerebral que permita ter os mecanismos adequados a um entendimento mais abrangente, ou seja níveis de consciência desperta, pensamento abstracto e intuitivo. Contudo, estando envolvidos no progresso global, seguem a ordem natural de evolução que se vai desenvolvendo e estabelecendo para todos.

Agora que se abriram as fronteiras principalmente da Europa, todos podem circular livremente e essa interacção de grupos de todas as partes do mundo acaba por causar um certo desequilíbrio, embora ninguém tenha verdadeiramente a noção sobre o que se passa. Se uns seguem uma certa ordem de moral, social e educacional, cultural e espiritual – os mais adiantados – outros terão dificuldades em seguir estes exemplos, Os povos menos avançados são os que ainda não conseguem ter uma sociedade coordenada e organizada que abranja sistema de educação, trabalho e de saúde para todos. Não se trata de atraso mental, mas de níveis de mentalidade.

Na realidade toda a humanidade assenta na capacidade de inteligência, porém, diferem nos seus estados de consciências de acordo com o evoluir mental e dos grupos nos quais se inserem espiritualmente.

O que subjectivamente se designa por “ordem mundial” não é dirigida por algum grupo misterioso, ou um governo sombra, mas nasce das grandes instituições, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, como a ONU, a UE (União Europeia) a NATO, o FMI, a Maçonaria e ainda tantas outras instituições internacionais, especialmente criadas para controlar a economia mundial e sistemas sociais, que tem servido de alguma forma para a coordenação e coerência entre nações e entre indivíduos, com regras e acordos.

Obviamente, que aqueles estados governamentais que são mais poderosos nos seus sistemas económicos ou até bélicos tentam o controlo sobre os outros em seu benefício. É assim que agora, ao fim de décadas mais ou menos estáveis, surgem as rupturas e em alguns países emergem governos a tentar livremente funcionar nas suas próprias regras pondo em causa o estabelecido. A vida é constituída de mudança, de impermanência e de ajustamento às circunstâncias, que depende da evolução que a humanidade vai fazendo em conjunto, para haver melhores ou piores condições para viver.

É por isso que, quando se chega a certa parte do percurso humano, em certas almas mais adiantadas, se requer mais independência e liberdade para assumir conscientemente uma caminhada espiritual mais pessoal, onde na medida do possível, se faz um percurso à margem da massa humana dirigida e condicionada pela corrente mundial, que lenta e naturalmente se vai estabelecendo para todos. Mas, até essa liberdade espiritual querem controlar e damos o exemplo da Eutanásia.

A Eutanásia é mais uma das imposições para entrar no rol do controlo da “ordem mundial”. Ao assistir a um debate sobre o assunto, ficou claro sobre o que está por detrás dos defensores da Eutanásia, ou os partidos de esquerda no nosso País. A ideia é acabar com a religiosidade e crença das pessoas numa vida espiritual subjacente à material, para que ao legislar seja o Estado, portanto uma autoridade a impor a crença materialista substituindo a crença em Deus. É isto que está em causa e não a compaixão pelo sofrimento dos outros que HIPÓCRITAMENTE querem fazer crer. Também apressar a morte dos doentes fica mais económico ao sistema de saúde,
Isto vem de acordo com muitos cientistas ao nível mundial que querem impor o ateísmo e esta prática da Eutanásia é uma das formas mais autorizadas de manipular a mente das pessoas.

Naturalmente será fácil influenciar os jovens a seguir esta nova crença de uma não existência mais transcendente ou vida espiritual. O propósito é levar esta ideia comum de prática da Eutanásia, sem qualquer repulsa de consciência de quem mata ao abrigo de uma lei que o próprio Estado/Governo impõe aos cidadãos. Após a legislação, já ninguém poderá fugir e se antes era crime apressar a morte de outrem, agora passa a ser crime não o fazer. Que confusões, atropelos e abusos não serão cometidos em nome da Lei? Eis a nova regra que se inclui na “ordem mundial” e que todos têm de acatar.

A “ordem mundial” é conduzida conforme as circunstâncias e as mentalidades dos homens ou governantes, que não quer dizer que sejam os mais adiantados. Conseguem é impor regras comuns para os cidadãos no geral; tentam por um lado diminuir as desigualdades, mas por outro controlar a liberdade pessoal. Na realidade, ainda há muita insatisfação, injustiça, corrupção e manipulação na humanidade, mas cada um deve corajosamente contribuir para o esclarecimento sobre direito de liberdade que cada individuo tem de expressar-se religiosa e espiritualmente perante a sociedade.
Assim, que cada um consiga o melhor de si, para que se estabeleça o equilíbrio no viver de todos e não imposta por mentes déspotas e ambiciosas pelo poder do controlo social. Devemos lucidamente denunciar fraudes que ocultam hipócritas intenções.
   


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Impresso em 18/7/2018 às 17:31

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