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  Aproximação de Júpiter   17 Set 2010

Os observadores do céu podem observar Júpiter em qualquer noite limpa de Setembro. O planeta gigante, sempre brilhante, será especialmente difícil de não avistar à medida que alcança a sua maior aproximação da Terra até 2022.

Este mês, Júpiter estará baixo a Este ao anoitecer, movendo-se para cima a Sudeste com o decorrer da noite.

Júpiter fará a sua aproximação máxima da Terra na noite de Segunda-feira, dia 20, quando passar a 594 milhões de quilómetros. Em comparação, o Sol está a 150 milhões de quilómetros. Mas os observadores não precisam desesperar se falharem o espectáculo de dia 20: Júpiter estará praticamente tão perto e brilhante o resto do mês.

A Terra orbita o Sol a cada 365 dias. Mas Júpiter, mais longe, demora 4332 dias terrestres a fazer a mesma viagem. Por isso, a Terra "ultrapassa" Júpiter periodicamente na "pista de dentro". Quando isso acontece, os dois planetas aproximam-se muito mais do que se estivessem em lados opostos do Sol. Dado que as órbitas dos planetas não são círculos perfeitos, algumas passagens são mais próximas que outras.

O seguinte mapa de Júpiter mostra onde olhar para observar o planeta brilhante na noite de 20 de Setembro.

A passagem deste ano deverá ganhar às de outros anos ao proporcionar um espectáculo celeste, com Júpiter aproximando-se da Terra mais do que qualquer altura entre 1963 e 2022. À maior aproximação da sua última passagem pela Terra em Agosto de 2009, por exemplo, Júpiter estava 11,3 milhões de quilómetros mais longe. Isto traduz-se numa diminuição do brilho em 8%, em comparação com a do próximo dia 20.

Júpiter está também uns extra 4% mais brilhante do que o normal porque uma das suas cinturas castanhas nubladas desapareceu.

Há já quase um ano que a Cintura Equatorial Sul do planeta, normalmente fácil de avistar num pequeno telescópio, está escondida por baixo de uma camada de brilhantes e esbranquiçadas nuvens de amónia. Isto faz com que mais luz solar seja reflectida do planeta, aumentando a reflectividade global.

Há mais para ver nos céus do que Júpiter. O planeta gigante está de momento quase perfeitamente alinhado com Urano.

Urano está cinco vezes mais longe e é quase 3000 vezes menos brilhante que Júpiter, por isso é invisível a olho nu. Mas com binóculos ou um telescópio - e recorrendo a um mapa estelar - conseguirá observar Urano a menos de 1º de Júpiter até dia 24.

Do outro lado da escala de brilho, a Lua Cheia junta-se a esta cena celeste por volta da mesma altura, brilhando por cima de Júpiter na noite de dia 22 e para a sua esquerda dia 23.

Núcleo de Astronomia do Algarve



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