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  O Sol desloca-se mais lentamente  27 Mai 2012

Cientistas constatam inexistência de onda de choque.
Pesquisadores suspeitam que o Sol está se deslocando pelo espaço interestelar mais lentamente do que pensávamos, o que sugere que a gigantesca onda de choque que há muito acreditávamos precedê-lo pode não estar lá.

Essas novas descobertas podem influenciar o que sabemos sobre raios cósmicos de alta energia prejudiciais aos astronautas.

O Sol e seus planetas estão abrigados no interior de uma bolha de partículas permeada por um campo magnético conhecida como heliosfera. O limite da heliosfera, onde ela colide com o gás e a poeira interestelares, é chamado de heliopausa e marca o limite externo do Sistema Solar.

Por cerca de 25 anos os pesquisadores pensaram que o Sol estivesse se deslocando com velocidade suficiente para que nossa heliosfera gerasse uma onda de choque conhecida como choque em arco (bow shock) enquanto vaga pelo meio da matéria interestelar.

“A explosão sônica produzida por um jacto quebrando a barreira do som é um exemplo terrestre de choque em arco”, explica o autor do estudo Dave McComas, cientista espacial do Instituto de Pesquisa Southwest em San Antonio, no Texas. “Quando o jacto atinge velocidades supersônicas, o ar à frente não consegue sair do caminho rápido o bastante e, uma vez que a aeronave atinge a velocidade do som, a interacção muda instantaneamente, o que resulta em uma onda de choque”.

Astrónomos já viram esses choques de plasma no espaço, com contrapartes da heliosfera ao redor de estrelas distantes conhecidas como astrosferas.

por Charles Q. Choi e Space.com



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Impresso em 29/6/2017 às 8:26

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