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  Escrita proto-Elamita  23 Out 2012

A escrita ainda não decifrada mais antiga que se conhece, a proto-Elamita, pode ser descodificada mais rapidamente do que se pensava. Investigadores da Universidade de Oxford lideram um projecto internacional que quer envolver especialistas de todo o mundo no estudo deste sistema de escrita que pertenceu à civilização proto-elamita e foi utilizada entre 3200 a. C. E 2900 a. C. (Idade do Bronze) na região que é agora o sudoeste do Irão.“Penso que vamos, finalmente, conseguir quebrar o código”, diz Jacob Dahl, do Wolfson College, Oxford e director do Ancient World Research Cluster.
A novidade desta investigação prende-se com o facto de se conseguir agora ver os pictogramas, que estão gravados numa placa de argila, com mais clareza do que antes. No centro da investigação está um novo dispositivo que consegue captar imagens extremamente detalhadas e de alta qualidade.
A equipa de Oxford acredita que com a utilização deste dispositivo será mais fácil a descodificação desta escrita. Jacob Dahl quer que o público e outros académicos participem numa espécie de descodificação on line dos textos.As placas de argila que se encontram no Museu do Louvre, em Paris, foram postas dentro da máquina (Reflectance Transformation Imaging System), que utiliza a combinação de 76 luzes fotográficas e processamento por computador para capturar todos as ranhuras da gravura.As imagens serão disponibilizadas na Internet com a finalidade de levar a cabo uma espécie de crowdsourcing académico.
O investigador considera que decifrar um código “não é coisa de génio solitário”. O que resulta, com mais frequência “é o trabalho de equipa, a partilha de teorias e a paciência. Pôr estas imagens on line deverá acelerar o processo”.
Fonte: "Ciência Hoje"



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Impresso em 24/5/2017 às 22:47

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