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Da essência da morte

de Diogo Castelão Sousa

em 02 Mar 2022

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Literalmente, esforçando-nos por nos colocarmos, em imaginação, na posição de ‘quem regressa do além’, e detém a lucidez inata no ser humano de que a vida é demasiado breve e transitória para ser gasta e perdida em futilidades, resultando num amor e sabedoria que dignificam, desse modo, através de uma atenção alerta e consciente, tudo que fazemos e procuramos.

Assim, se nos podemos exprimir deste modo, serve apenas esta frase de lembrete ou ‘rasgão’, tal lampejo que nos reposiciona interiormente, para nos colocarmos nessa posição, que vê e compreende os muitos erros e atitudes, que na maioria dos casos são causados por mera negligência, ou ignorância das ‘coisas tal como elas são’, ou seja, transitórias na sua natureza.

De facto, quantas vezes não nos esquecemos de que cada momento é único e irrepetível, e que, as pessoas, afinal de contas, não são ‘eternas’? Quantas vezes não tratamos alguém como se ela fosse ‘durar anos’ e, por tal, nos descuidamos em oferecer aquilo que de melhor há em nós? Lembrar, então, que existe uma condição pós-morte é, assim, despertar para a vida. Um exercício de imaginação, que a muitos poderá parecer vão mas, a poucos, quem sabe, aquilo que dá ‘vida à própria vida’ …

De qualquer modo, e para terminar, de nada vale pensar na morte se isso significa apenas para nós, por um lado, o mero devaneio mental, ou, por outro, a fixação em algo que, por natureza, é ilusório, de acordo com certas escrituras orientais. Nesse sentido, e numa breve exortação, após todo estudo, pensamento e racionalização, melhor seria largar todos os conceitos, ideias e pressuposições, para nos abrirmos, de uma forma inédita, à essência do Todo, da Vida, da comunhão direta dos opostos.

Assim, transcendendo quaisquer conceitos de ‘vida’ ou de ‘morte’, abdicaríamos de uma atitude rígida e separatista, para despertar a consciência, de novo, para o Todo, sem o qual não se compreendem as partes, tal a fragância de uma rosa, que se desprende suave e silenciosamente, de cada uma de suas pétalas.
   
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