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Em Belém

de Maria

em 10 Mai 2021

   Classificado como Monumento Nacional, integra uma grande colecção de plantas e, onde esguias e assombrosas palmeiras nos acolhem em desanuviadas alamedas. Neste Jardim, onde encontramos recriação de espaços de lazer desde recantos para sentar à sombra de acolhedoras árvores, algumas muito antigas, lagos, patos, gansos e vaidosos pavões, que circulam livremente, contém, ainda vários edifícios, entre eles o Palácio da Calheta. O Jardim Botânico ocupa uma área de 7 hectares e pelas inúmeras espécies a maioria de origem tropical, serve como estudo a investigadores. Este Jardim confina com o jardim do Palácio da Presidência, que abre os portões aos visitantes quando decorre a Feira do Livro, promovida pelo actual Presidente da República. O Jardim Botânico Tropical está aberto ao público todo o ano.

O Museu Nacional dos Coches, ou o novo Museu à excepção dos outros edifícios de que vimos falando, a sua arquitectura destoa um pouco de tudo o que o rodeia pelas suas linhas nuas e geométricas. Os carros antigos ou coches, terão aqui um ambiente mais saudável de conservação e de circulação para os visitantes, contudo perdeu-se a originalidade do espaço. O seu nome inicial “Museu dos Coches Reais”, fazia parte do Picadeiro do Palácio Real, que se insere no edifício do Palácio da Presidência da República. Este Museu foi criado em 1905, por iniciativa da rainha D. Amélia de Orléans e Bragança, consorte do Rei D. Carlos, não só para resguardar as viaturas, mas também para as mostrar ao público. A partir de 2015, ano em que foi inaugurado o novo edifício, serviu para a instalação da maior parte da colecção, permanecendo no antigo espaço ainda alguns elementos do acervo. O Museu Nacional dos Coches, que acolhe esta colecção de coches e carruagens reais do século XVI ao século XIX, divide-se entre o novo edifício e o antigo.

Passando para o outro lado, ou beira-rio, que se pode atravessar pela ponte pedonal a partir do novo Museu dos Coches, termina na Estação Fluvial. Virando para a esquerda e percorrendo o cais, damos com a modernidade do MAAT, da Fundação EDP, que, no entanto, não fere a arte nem o propósito, pois por um lado é um amplo miradouro sobranceiro ao rio e à outra margem, da qual se destaca o Cristo-Rei e, por outro, é um Museu de exposições temporárias. Inaugurado em 2016, o MAAT, “Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia” enquadra-se no espaço da antiga Central Termoeléctrica (hoje Museu), edifício emblemático construído em 1908, onde jardins e caminhos foram redefinidos para o lazer dos visitantes.

Depois, caminhando junto ao rio em direcção ao Clube Naval de Belém, vamos encontrar o tão falado e famoso monumento Padrão dos Descobrimentos, que apesar de grandioso, tanto na evocação, como no tamanho, enquadra-se bem na paisagem, espelhando pelo rio a sua história. Dos espaços à volta sobressaem discretos edifícios que ajudam a manter a ideia original perpetuando-se no tempo, de onde se destaca a figura do Infante D. Henrique à frente da simbólica Caravela e, da “Escalibur” gigantesca, outrora símbolo de glória.

Embora já estivesse erguido desde 1940 sobre estrutura de ferro e cimento foi em 1960, ao comemorar os 500 anos da obra do Infante D. Henrique, que ficaria completa em betão, com 56 metros de altura e 46 de comprimento. É composto por 32 figuras relevantes desde o começo da História de Portugal. Antecedendo o Padrão dos Descobrimentos pode-se apreciar-se a colorida e engenhosa Rosa dos Ventos. Também duas Esferas Armilares compõem esta magnífica obra.

Nas imediações do Padrão dos Descobrimentos encontra-se o Museu de Arte Popular contendo um conjunto de composições murais que caracterizam diversas regiões do País retratando a faina do quotidiano, festas e romarias.

Mais à frente, a Torre de Belém, um dos símbolos mais significativos da identidade portuguesa, à semelhança do labor arquitectónico do Jerónimos ou arte manuelina, como celebração à navegação, é por si só uma magnífica obra de engenho e arte conjugados numa só peça.
   (... continua)  
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