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O Amor que eleva

de Maria Ferreira da Silva

em 10 Fev 2022

   Dentro do quadro da evolução humana, a qualidade que se requer desenvolver é o amor. Sendo o amor uma abstração é também um enigma, pois não se vê, não se apalpa, não se retém, portanto difícil de explicar e de definir. Sente-se, vive-se, sofre-se por amor, mas mesmo com sofrimento, o amor acaba por ser sempre desejado por todos, ardentemente. Contudo, não é por ser desejado que ele se manifesta, porque é inesperado e imprevisível. Nunca anuncia quando e quem vem.


Há três fases do Amor para a humanidade desenvolver.
A primeira a mais básica; instinto emocional ou amor embrionário, que se processa pela atração física entre dois seres e que dá felicidade no encontro com o outro. A relação implica, desejo, posse, exclusividade, quase a perda de individualidade, mas que por amor se envolvem numa ilusão. Quando a ilusão acaba, ou seja, começa a revelação do carácter de cada um, afinal com defeitos, destruindo o ideal de perfeição que até ali a emoção não deixou ver, começa a deterioração da relação do casal. Sobressai o ciúme, a perda da posse, onde pode acontecer a violência e tudo se desmorona. Sofre-se pela perda, pelo vazio, porque a felicidade era a posse do outro. Contudo, na primeira oportunidade, volta a magia do amor e tudo recomeça, porque a única felicidade que encontram é de facto, no outro e não em si próprio. O Amor em si mesmo e elevado, no Incondicional está ainda pouco desenvolvido ou inconsciente.

Este é o percurso de qualquer ser humano na evolução de consciência para desenvolver o amor que ainda é premiado pelo sentimento de posse e egoísmo. Neste estado está a grande maioria humana.

A segunda fase, compreende um amor mais completo, o qual protagonizado por seres já de evolução avançada ou fora da média humana, em que já há uma consciência espiritual e, se ambos já tocam o divino, então a relação a dois pode ser perfeita. Dois seres em estado de evolução no Amor Incondicional, partilham uma comunhão de valores, não só humanos, mas também espirituais, sem posses, pois cada um já se possui a si mesmo.

Ou seja, no desenvolvimento de um caminho espiritual ganharam o seu próprio amor interno, onde o coração de cada um, já abarca Amor Incondicional, podendo, então, essa partilha ser de respeito pelo carácter do outro, pela integridade do outro, pela liberdade do outro, pois esses valores são bens de ambos, onde não se espera obediência ou exige em troca algo do outro.

É uma relação deste contexto, que se aproxima da vivência do amor em exaltação no Divino, tão procurado no sistema Tantra através de práticas para despertar certos aspectos internos, tal a kundalini. Porém, esta realização acontece pela evolução espiritual interior e, não por práticas, caso contrário, pode levar ao desequilíbrio físico, psíquico e espiritual.

A terceira fase, a do Amor pleno Incondicional é a dedicação do Ser à Unidade, a Deus. Sem posses humanas ou materiais onde pode senti-lo, realizar e comungar em qualquer lugar, tempo e condição, e não depender de outro para ser feliz. Aquele que se dedica à vida espiritual, já numa fase avançada de evolução não precisa de afectos exclusivos humanos, pois a ligação divina, manifesta-se em pleno no seu coração e assim, o Amor transborda para todos incondicionalmente num abraço universal. O querer de coisas terrenas foi superado, as necessidades humanas ultrapassadas pela essência espiritual e, o amor humano sublimado pelas bênçãos divinas.

À medida que avança no propósito, na vontade consciente de realização humana e espiritual, controla através do Espírito o seu Ego, a sua personalidade inferior. Por fim, a libertação dos esforços humanos pela iluminação; a ilusão destruída pela Consciência Espiritual. A transmutação pela essência do Espírito, o Eu Sou que se fundiu N´Aquele.

Encontra-se esta definição da Auto-realização ou Integração, no sistema filosófico Advaita Vedānta, na máxima, “Eu Sou Aquele”, ou “Tu és Aquele”, que é a Consciência suprema, onde tudo o resto não passa de ficção, ou de um sonho. Sat-Chit-Ananda, o deleite do conhecimento, da Realização Espiritual, ou Iluminação.

Nota – Existe alguma confusão, actualmente, quanto ao Amor Incondicional; de que este sentir pertence ao amor filial, mas o Incondicional não tem pertença de algo ou de alguém. O amor filial não serve como modelo, pois os pais consideram sempre, que um filho lhes pertence. No Amor Incondicional ou Amor Divino, não existe posse terrena ou afecto exclusivo. Incondicional significa: não sujeito a qualquer condição ou restrição, independente de qualquer limitação.

     


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