Orquestra Metropolitana de Lisboa

Domitila

Ópera de João Guilherme Ripper

Música Erudita
Estreada em março do ano 2000, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Rio de Janeiro, Domitila nasceu da encomenda de um ciclo de canções que tratasse da temática do relacionamento entre D. Pedro I e a Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo. A obra encomendada como um ciclo de canções não foi, afinal, realizada, tendo o compositor optado por compor uma ópera, valendo-se da formação instrumental pré-estabelecida pela organização patrocinadora do projeto:
«[… ] foi uma circunstância, é o que tinha disponível. Na verdade quando foi proposto pra mim, seriam as cartas cantadas, só as cartas cantadas. Eu que decidi amarrar as cartas todas e fazer uma ópera. E o que eu tinha disponível para aquele espetáculo, marcado para o CCBB do Rio de Janeiro, era uma cantora, o violoncelista, o piano e o clarinete.» (Ripper, 2014)
Deste modo, o plano dramático foi elaborado pelo compositor, a partir da leitura das cartas trocadas entre os personagens verídicos de 1822 a 1829, compiladas no livro Cartas de Pedro I à Marquesa de Santos. A partir da escolha de cartas «chave», sem ordenação cronológica e com um texto de sua própria autoria, João Ripper criou o libreto onde narra o dia em que a Marquesa de Santos se despede do Rio de Janeiro e regressa a São Paulo, marcando o fim de um turbulento relacionamento amoroso, pondo em cena as lembranças da amante mais famosa do imperador D. Pedro I.
Agora, e a propósito das comemorações dos 200 anos da independência do Brasil, o CCB volta a esta ópera, tendo encomendado ao compositor uma versão orquestral para ser estreada em Portugal, juntando a soprano Carla Caramujo, cantora que melhor tem defendido este papel em Portugal na versão de câmara, à Orquestra Metropolitana de Lisboa, que será dirigida por um dos maestros brasileiros mais talentosos da sua geração, Tobias Volkman. – André Cunha Leal
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Carla Caramujo formou-se na Guildhall School of Music and Drama e no Royal Conservatoire of Scotland. Venceu o Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, o Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge na Alemanha, o Chevron Excellence, o Ye Cronies e os Dewar Awards no Reino Unido. Gravou para as editoras Naxos e MPMP.

Duplamente premiado no Concurso Internacional de Direção Jorma Panula 2012, Tobias Volkmann é um jovem maestro brasileiro a construir uma trajetória internacional consistente. Tobias Volkmann dirigiu importantes orquestras em concerto, entre elas a Orquestra Sinfónica do Chile, Orquestra Liatochinski de Kiev, Sinfónicas de Vaasa e de Jyväskylä (Finlândia), Orquestra Jovem da Arménia, Filarmónica de Minas Gerais, Petrobras Sinfónica, Orquestra Sinfónica Nacional – UFF e as sinfónicas de Porto Alegre e Campinas.

A Orquestra Metropolitana de Lisboa é pedra angular de um projeto que se estende além do formato habitual de uma orquestra clássica, tendo como propósito fazer confluir as missões artística, pedagógica e cívica. É constituída por 35 músicos de 10 nacionalidades diferentes. Interpreta um leque de repertório que se estende do barroco à contemporaneidade, passando pela ópera e pelas grandes sinfonias românticas.

FICHA TÉCNICA
Soprano Carla Caramujo
Maestro Tobias Volkmann
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Programa
Domitila (versão orquestral – Encomenda CCB)
Ópera de João Guilherme Ripper (n. 1959)

Local: Centro Cultural de Belém

Em: 16 Out 2022

Horário: 17h



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Impresso em 7/10/2022 às 23:49

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