Fundação Maitreya
 
Fervente aspiração espiritual

de Maria

em 07 Set 2021

  A meditação é uma ferramenta que nos conduz à fonte de luz que por si só constitui a semente e o alento da prática. Com o tempo de prática, começa também certa irradiação magnética de poderosa vibração que liberta dos obstáculos, estimulando centro de forças como o cardíaco despoletando ao amor incondicional. Uma fervente aspiração espiritual gera a vontade ígnea de superação, queimando deste modo, as impurezas que resultaram dos fracassos da obscuridade. Descer a iluminação, ou entrar no reino budhi, o plano de amor e sabedoria é das etapas mais importantes do percurso humano e espiritual.


Tentar obter pela meditação o controlo mental e alinhamento, só nos trará estabilidade e a resposta ou o reconhecimento de energias superiores tais os planos causal ou búdico. Na verdade, cada um deve capacitar-se para chegar a conclusões e julgar inteligentemente acontecimentos e propósitos que correspondam a si mesmo; porque, cada pessoa possui o seu carácter próprio, a sua natureza peculiar e respectiva energia que o impele ao cumprimento dos seus próprios objectivos ou fins. Contudo, há regras que são gerais, universais, ou prerrogativas humanas fundamentais:

Liberdade, saúde, independência e responsabilidade.
A liberdade sem freio ou domínio mental acaba numa libertinagem irresponsável, sem rumo ou objectivo. A liberdade, em primeiro lugar é um ganho interno individual, numa aprendizagem ao seu próprio domínio.

A saúde, física e mental depende de bons hábitos alimentares que se vão ajustando ao longo dos anos, pelo conhecimento do valor dos alimentos. Entretanto, o corpo físico, também sofre transformações que podem mudar o efeito dos nutrientes no organismo. O que era suportado pelo organismo até aos quarenta anos, por exemplo, aos sessenta pode ser intolerável.

Independência, implica a sobrevivência económica, mas também psíquica. A primeira será o fruto de trabalho profissional, ou de outros recursos imprescindíveis para se ter liberdade de acção, em que a financeira é o suporte à independência. Segunda, a psíquica ou emocional requer a libertação de laços mais limitadores dos afectos mórbidos que prendem os seres uns aos outros, bloqueando as suas capacidades de decisão e de acção.

A responsabilidade, curiosamente é o que nos dá maior liberdade para agir tanto ao nível pessoal como grupal. A responsabilidade é o pilar da nossa estrutura humana no rumo cada vez mais necessário da autoconsciência.

Assim, só mediante um desenvolvimento evolutivo do Ser, individualmente, se pode usar a vontade do Ego (Eu Superior) porque estabeleceu a conexão entre os corpos etéricos, mentais e búdicos e os três centros da cabeças tornando-se, de facto, mais desperto. Nos seres pouco desenvolvidos, os seus propósitos emanam dos níveis astrais e mentais inferiores e não de uma vontade do Espírito, o qual comanda o Eu Superior.

Portanto, só já numa fase de evolução mental e espiritual se compreende a diferença entre vontade e desejo, e entre seu corpo mental e o seu corpo físico e, deste modo transferir com maior rapidez e consciência, a baixa vibração dos corpos mais densos para vibrações de qualidade superior.
O Ser evoluído submete a personalidade ou o seu Eu Superior ou Ego, através do alinhamento dos centros da cabeça onde a glândula pineal tem papel importante a desenvolver para sair do seu aspecto letárgico - para o despertar mais consciente, tomando maior controlo sobre si mesmo, ou da sua própria vida.

A importante compreensão do livre arbítrio,

As três etapas:
1º - Quando o ser humano é ainda pouco consciente, não sabe decidir entre o bem e o mal, actua debaixo da ignorância ou confusão, baseando-se nos instintos primários de satisfação pessoal, que a responsabilidade dos seus actos pertence mais ao karma colectivo ou consciência grupal, do que ao seu poder individual de livre arbítrio.

2º - Quando, ao longo de uma série de encarnações e evoluindo em inteligência, razão e consciência, a responsabilidade já pesa nas decisões entre o bem e o mal, pode, então, aplicar-se aqui o livre arbítrio. Nesta fase, as escolhas são cada vez mais no sentido da ponderação das decisões nas acções, embora o egoísmo encontre motivos de luta interna, no uso desse poder ou livre arbítrio.

3º- Quando ao fim de tantas vidas, as lições foram concretizadas numa consciência mais alargada, onde o bem é a única vivência, já não precisa da escolha ou livre arbítrio; não faz sentido para quem flui com a vida no rumo certo, num progresso espiritual. Só nesta meta, ele não existe.
   


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Impresso em 19/9/2021 às 8:47

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