Fundação Maitreya
 
Ser incapaz de ferir

de Ismael de Almeida

em 29 Set 2022

  Por que os Mestres vivem afastados dos aglomerados, nos distantes retiros Trans Himalaicos, isolados, onde não se percebe os avanços da civilização? É verdade, os Mestres vivem distantes do dinheiro e do prazer, porque prescindem das paixões humanas, e usam o seu poder em favor do mundo, não necessitam do bulício do barulhento mundo civilizado, artificial e desagregador dos valores superiores. Muito poucos Mestres, vivem nos grandes centros, a serviço da Hierarquia, sempre no anonimato, sustentando em seus ombros as rédeas do serviço mundial. Não obstante, o Mestre serve a humanidade e o seu poder atinge o mundo todo.

Pintura ‘Os Dias da Criação’ com o quarto anjo restaurado - Edward Burne-Jones
Antes que a voz possa falar na presença dos Mestres, deve ter perdido a possibilidade de ferir. LUZ NO CAMINHO
Por que os Mestres vivem afastados dos aglomerados, nos distantes retiros Trans Himalaicos, isolados, onde não se percebe os avanços da civilização?
É verdade, os Mestres vivem distantes do dinheiro e do prazer, porque prescindem das paixões humanas, e usam o seu poder em favor do mundo, não necessitam do bulício do barulhento mundo civilizado, artificial e desagregador dos valores superiores.
Muito poucos Mestres, vivem nos grandes centros, a serviço da Hierarquia, sempre no anonimato, sustentando em seus ombros as rédeas do serviço mundial.
Não obstante, o Mestre serve a humanidade e o seu poder atinge o mundo todo.

Ele é a flor da humanidade, o tesouro da Natureza Universal, e só em determinados períodos do mundo Ele anda com o rebanho humano como seu redentor. Mas, sempre está pronto a se mostrar àqueles que aceitam o chamado dos mundos superiores.
Quando o homem ouve o chamado do coração e perde o poder de ferir, o Mestre aparece não em corpo físico, mas no mundo interno do discípulo.
E assim, o neófito, também, se afasta do mundo, permanecendo no mundo, não mais atraído pelas ilusões da matéria, e em quietude e silêncio, dentro do santuário interno serve à humanidade. Quando isto acontece, o homem deixa de lutar para adquirir bens materiais, e buscando o tesouro dos mundos de luz, o distribui aos necessitados do mundo.
Imagem: A Roda da Fortuna. Burne-Jones, Edward 1833–1898 - “The Wheel of Fortune”, 1877–1883. Óleo sobre tela. Museu Orsay, Paris.]
BRUNE JONES, demonstrou num maravilhoso quadro a RODA DA VIDA, dando muitas voltas, e nela a humanidade atada, pobres e ricos, pequenos e grandes, felizes e infelizes.
Quando a roda está no alto o Rei governa e no baixo o Rei aparece como escravo. À medida que a roda gira o ditoso é abandonado, o que ria pode chorar, e assim há alternância de situações, por que na matéria tudo é mutável e passageiro, e o carma governa.
E o servidor da Vida sorri ante as circunstâncias, não se permitindo enredar nas engrenagens do destino.
O discípulo reconhece que até ter direitos é expressão da venenosa hidra que nele habita, e precisa ser esmagada.
Já não mais crítica, nem censura, nem condena!...
Nem ao menos se defende como fez Jesus ante os seus acusadores...
Entrega tudo nas mãos de Deus!
Começou a nascer de novo no plano superior!
Não mais se sente separado do resto da humanidade...
Enfim, a serpente do Eu Inferior foi morta...
As forças negras da sua natureza inferior foram derrotadas para sempre...

Magazine de Filosofia Esotérica - nª 13 - Setembro, 2022

Por cortesia de Lubélia Travassos

   


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