Fundação Maitreya
 
Evangelho Humanista de Jesus Cristo

de Lubélia Travassos

em 22 Mai 2023

  Este livro “Evangelho Humanista de Jesus Cristo para a Salvação do Mundo”, com o subtítulo “Original do Verdadeiro Novo Testamento - Manuscritos Descobertos num Mosteiro do Tibete” da autoria dos Essénios, tem como objectivo descrever, de maneira racional e consensual, uma matéria sagrada importante, que foi desvirtuada, pela grave mutilação que sofreu, aquando da Edição da Bíblia Sagrada, versão do “King James”, em especial no que se refere ao Novo Testamento, e que nos foi ocultada por quase dois mil anos. Relaciona-se com os manuscritos que foram escondidos num Mosteiro do Tibete, pelos Essénios, e que é, afinal, o original do verdadeiro Novo Testamento. Além destes, houve, também, muitos outros manuscritos, que foram descobertos, em época mais recente, em diversas partes do mundo, em especial no Oriente, que são todos corroborantes, e destrinçam a origem, vida e ensinamentos de Jesus, em especial, nos anos desconhecidos da sua vida, que foram omissos na Bíblia. Relativamente aos Manuscritos que foram descobertos, no Oriente, especialmente, no último quarto do Século XX, apraz-me mencionar, “Os Manuscritos do Mar Morto”, que foi o primeiro livro que publiquei, em 1997, sendo produto de uma humilde investigação sobre essa matéria, que começou a fascinar-me, assim que tive conhecimento desses manuscritos, uma vez que o Novo Testamento, pela omissão de vários textos, nunca me convenceu da sua autenticidade.

Introdução geral

O interesse pelos Manuscritos levou-me a viajar para Israel, em 1995, para investigar e visitar pessoalmente o Museu de Israel, onde estão depositados, num departamento especial “The Shrine of The Book” (O Santuário do Livro), situado no Nordeste de Jerusalém. Também, tive a oportunidade de visitar, de passagem, o lugar das grutas de Qumran e as grutas adjacentes, no Mar Morto, e as Grutas de Bar Kochba, no deserto da Judeia, assim como uma visita guiada às ruínas no topo de MASADA, e paragem e visita na estância de Ein-Gedi, no Mar Morto. Portanto, procurei transpor para a escrita tudo o que li e vi e, também, o que retive, resultado de experiências inesquecíveis que tive o gosto de partilhar com quantos se interessavam pela matéria e pelo conhecimento da sabedoria antiga.

Além do tema principal deste livro “Evangelho Humanista de Jesus Cristo para a Salvação do Mundo”, extraído do “Evangelho dos Doze Consagrados”, Manuscritos que foram descobertos num Mosteiro do Tibete, cuja descrição será feita na Parte II, é importante, também referir, e descrever, embora, resumidamente, outros manuscritos, que foram até agora descobertos em diversas partes do mundo, em especial no Oriente, em épocas diferentes, e que são todos corroborantes. A não ser os Manuscritos do Mar Morto, que foram descritos antes, mais detalhadamente, em livro, são, porém, agora, tal como os outros, mais ou menos da mesma época de descobertas, referidos de forma mais resumida. Todos eles são de grande importância, uma vez que fazem parte do Legado deixado pelos Essénios desde o Mar Morto até ao Tibete. Os Essénios foram a mais importante das três seitas do Judaísmo, os grandes espiritualistas do seu tempo, que adoptaram uma forma de vida asceta, vivendo em comunidades e, que procuraram agir sempre na retaguarda, afastados da sociedade Judaica. Foram considerados os verdadeiros religiosos, que actuaram não só numa época anterior a Jesus, mas também na altura de Jesus, e continuaram a propagar a sua fé e doutrina muito depois de Jesus, disfarçados de várias entidades, sendo, então, mais conhecidos por cristãos, visto terem sido absorvidos pela Igreja Antiga.

É preciso salientar que, conforme a época, o lugar e as circunstâncias em que actuaram e devido, sobretudo, às inúmeras perseguições de que foram alvo, tiveram de adoptar diversos nomes. Contudo, o seu carácter não mudou, nem os seus dogmas, nem as crenças espirituais, visto terem mantido sempre a visão oculta e a sua dedicação ao serviço do Senhor da Luz.
No tempo de Jesus predominavam três seitas do Judaísmo: Os Essénios, os Fariseus e os Saduceus. Os Essénios foram os “verdadeiros religiosos da nova Fé”, e principais zeladores dos Ensinamentos Secretos antigos. Formaram uma sociedade estritamente esotérica, e foram os precursores de Cristo, assim como os mensageiros iluminados de um Novo Evangelho. Os Saduceus eram a classe sacerdotal que perdeu a iluminação interna, por se terem deixado absorver pelos interesses materialistas, tendo sido, por isso, denominados “religiosos materialistas”. Quanto aos Fariseus, foram recrutados entre os escribas, advogados e interpretadores de leis, mas como estavam demasiado ligados à sua erudição, perderam de vista as coisas espirituais. Daí serem conhecidos por tradicionalistas. Tanto os Saduceus como os Fariseus conheceram as leis e os profetas e, inclusive, ensinaram a vinda de um Redentor do mundo, mas depois, foram incapazes de reconhecer a preparação feita pelos Essénios para receber o Messias. Ainda que fossem os chefes oficiais de Israel, não tiveram qualquer percepção espiritual, pois não só falharam em reconhecê-lo, como também se tornaram seus inimigos, ao ponto de o julgarem e crucificarem.

Felizmente existiam, na retaguarda, espíritos iluminados que sempre conservaram a sua fé na Sabedoria Oculta, pois o plano redentor não poderia ser frustrado pelo fracasso dos homens. Esses iluminados foram os Essénios, que se prepararam com disciplinas espirituais, a fim de abrirem o caminho certo Àquele que viria. Para melhor se conservarem puros do mundo, afastaram-se das cidades e vilas e foram viver para o deserto, onde formaram uma comunidade fechada, dedicada apenas ao desenvolvimento da vida espiritual. Fizeram-no por altruísmo e não para fugirem às responsabilidades para com a comunidade nacional. Os Essénios autodenominaram-se a Nova Israel, assim como se consideraram o povo do Novo Testamento, que deu lugar às Novas Revelações, e foram os autores da transição das Velhas Revelações do Velho para o Novo Testamento.

A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto veio contribuir de modo significativo para o conhecimento daquela notável seita judaica, assim como para destrinçar mistérios que subsistiam com o Cânon e o Texto das Escrituras do Antigo Testamento. Embora já se tenham descoberto centenas de manuscritos, e escrito muito sobre eles, muitos ainda não foram traduzidos e publicados. E, ainda, outros não foram dados ao conhecimento público, visto conterem matéria muito complexa, que à Igreja Católica não interessa divulgar, pois iria revolucionar e desacreditar o conteúdo dos textos aceites, assim como os responsáveis da Igreja.

Verificamos que os Manuscritos do Mar Morto revelam a existência, entre os Essénios, de conceitos, crenças, práticas e escritos que, em muitos casos, antecipam os dos Cristãos Primitivos, assim como contêm informações que ajudam a provar e a completar os pontos de vista prevalecentes, tanto dos estudiosos da religião, como dos Cristãos ortodoxos. Esses Manuscritos estão de tal maneira relacionados com as escrituras Cristãs do Velho e Novo Testamento, que parece sempre fizeram parte da própria Bíblia. Esses documentos Essénios de inestimável valor, tanto sagrado como secular, revelam directa e indirectamente, o desenvolvimento na história através de instrumentos humanos do Plano Divino, assim como do seu propósito.

Excerto da Introdução.
   


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