Fundação Maitreya
 
A Última Ceia de Jesus Cristo

de Lubélia Travassos

em 02 Abr 2007

  «Se seguirem o Caminho, então encontrarão a Deus. Procurem a Verdade, e a Verdade dar-vos-á a liberdade. Se viverem esta Vida de rectidão, nunca verão a morte. Todas as criaturas estão cheias de energia Divina, e o Espírito de Deus abunda em todas as criaturas».


Foram descobertos, num Mosteiro Tibetano, em 1870, manuscritos, escritos em Aramaico e depois traduzidos para Inglês, que corroboram junto com os Manuscritos do Mar Morto, assim como outros manuscritos, descobertos posteriormente, em diversos lugares, a autenticidade dos verdadeiros Ensinamentos de Jesus. Esses ensinamentos foram omitidos na Bíblia aquando da estruturação e estabelecimento da Religião Cristã, no ano 325 A.D., no Concílio de Niceia, por convocação dos clérigos e presidido pelo Imperador Romano Constantino e outros Chefes Romanos. Considerados, na verdade, os Evangelhos originais desaparecidos há muito, foram escritos, colectivamente, pelos Doze Apóstolos de Cristo, logo a seguir à sua morte. Como algumas das mensagens principais destes Evangelhos, que consistiam na compaixão pelos homens e animais e a rigorosa defesa do vegetarianismo, não interessava, por diversas razões, ao Imperador Romano, ele decidiu abolir aqueles textos e, em vez dos Ensinamentos Humanistas de Cristo, mandou os seus revisores substituírem-nos pelo Novo Testamento, ou seja, os Quatro Evangelhos.

Esses Evangelhos foram escondidos por elementos da Comunidade Essénica, num Mosteiro do Tibete, a fim de permanecerem em segurança e longe das mãos dos corruptos, tal como foram os do Mar Morto, nas Grutas de Qumran, no deserto da Judeia, em Israel, para que mais tarde, e no devido tempo, fossem encontrados. Denominados, agora, por «O Evangelho dos Doze Consagrados» ou «Evangelho da Vida Perfeita», que é, ao fim e ao cabo, o verdadeiro Novo Testamento Esséneo, originalmente denominava-se “Evangelho dos Nazarenos”. Além destes foram, ainda, encontrados «O Evangelho Esséneo da Paz» e «O Livro Esséneo da Revelação».
Num dos ensinamentos de Jesus, inseridos nestes Evangelhos, há uma passagem relativa à Última Ceia de Cristo, que irá ser relatada a seguir, de maneira sucinta.

Nesta passagem, Jesus começa com o seguinte Prólogo: «Na verdade vos digo, foi para este fim que vim a este mundo, para além de outras coisas, acabar com todas as práticas sangrentas e ofertas em sacrifício de animais, assim como a ingestão da carne de animais e aves que são mortos pelos homens».
Depois segue-se o texto semelhante ao que está na Bíblia, mas com as passagens que foram omitidas:
«E ao anoitecer o Mestre apareceu na casa onde se deveriam todos reunir, Ele e os Doze discípulos: Pedro, Jacob, João, Simão, Mateus, André, Natanael ou Bartolomeu, Tiago, Judas Tadeu, Judas Isacariotes, Filipe, Tomás ou Tomé, que eram seus companheiros.
Encontravam-se todos vestidos com roupas limpas de puro linho branco, por que o linho correspondia à dignidade dos santos, e cada um representava a insígnia da sua tribo. E o Mestre estava vestido com a sua túnica branca e pura até aos pés, sem bainhas nem costuras.
Surgiu, entretanto, uma discussão entre os discípulos, sobre qual deles deveria ser considerado o mais importante, pelo que Jesus disse-lhes: «Aquele que for o mais importante entre vós, proceda como se fosse o mais pequeno, tal como aquele que o serve».

E Jesus declarou: «Desejei ardentemente partilhar esta Ceia pascal convosco antes de ser condenado à morte, e estabelecer a Comemoração da minha Oblação pelo serviço e salvação de todos. Pois, observai que chegará a hora em que o Filho do homem será traído às mãos dos pecadores».
Então um dos doze perguntou-lhe: «Senhor, porventura serei eu?» Ao que Ele respondeu: «Aquele a quem eu der o pão ensopado será ele mesmo».
Então Iscariotes virou-se para Ele e disse: «Mestre, olhai o pão ázimo, o vinho misturado com água, o óleo e as ervas, mas onde está o cordeiro que Moisés ordenou?», (Judas tinha levado o cordeiro para cearem, mas Jesus tinha proibido de matá-lo).
Então, João falando em Espírito, proferiu: «Eis o Cordeiro de Deus, o bom Pastor que dará a vida pelo seu rebanho». E Judas ficou perturbado com estas palavras, pois ele sabia que o tinha traído. Mas, novamente Judas voltou a falar: «Mestre, não está escrito na lei que o cordeiro deverá ser sacrificado para a ceia pascal dentro das portas da cidade?»

Jesus respondeu: «Quando Eu for exaltado na cruz, então, serei, na verdade, o cordeiro que deverá ser sacrificado; mas, deverás afligir-te mais com aquele que o entregou nas mãos dos assassinos, pois seria melhor para ele que não tivesse nascido».
«Em verdade vos digo, foi para este fim que vim a este mundo, para acabar, além de outras coisas, com todas as práticas sangrentas de ofertas em sacrifício de animais, assim como a ingestão da carne de animais e aves que são mortos pelos homens».
«No princípio de tudo, Deus deu todos os frutos das árvores, as sementes e as ervas, para vos alimentar; mas aqueles que se adoraram a si próprio mais do que a Deus, ou ao seu próximo, corromperam o seu modo de vida, trazendo, desta forma, doenças aos seus corpos, e espalharam na terra a luxúria e a violência».
«Não é pelo derramamento de sangue inocente, mas sim pela vivência de uma vida correcta, que se poderá encontrar a paz de Deus. Vós que me chamais Cristo, o Filho de Deus, dizei-lo muito bem, porque eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida».

«Se seguirem o Caminho, então encontrarão a Deus. Procurem a Verdade, e a Verdade dar-vos-á a liberdade. Se viverem esta Vida de rectidão, nunca verão a morte. Todas as criaturas estão cheias de energia Divina, e o Espírito de Deus abunda em todas as criaturas».
«Cumpram com os mandamentos. Amai a Deus com todo o vosso coração, e amai o vosso próximo como a vós mesmos. Nestes residem todas as leis e os profetas. E a essência da lei consiste em – Não façais aos outros o que não quereis que vos façam. Fazei, sim, aos outros aquilo que gostariam que vos fizessem».
«Bem-aventurados os que guardarem esta lei, pois Deus manifestar-se-á em todas as criaturas. Todas as criaturas vivem em Deus, e Deus encontra-se dentro de todas elas».
Depois de dizer todas estas coisas, Jesus molhou o pão na sopa e deu-o a Judas Iscariotes, dizendo: «o que tens a fazer, fá-lo depressa». Então, Judas depois de ter recebido o pão ensopado, saiu imediatamente, e tudo ficou claro.

Logo após Judas Iscariotes ter saído, Jesus disse: «Eis o Filho do homem glorificado entre os seus doze, e Deus está glorificado nele. Na verdade vos digo, aqueles que vos receberem, recebem-me a mim, e aqueles que me receberem, receberão o Pai-Mãe que me enviou, e aqueles de vós que têm sido fiéis à verdade, deverão sentar-se sobre doze tronos, para julgarem as doze tribos de Israel».
E um deles retorquiu: «Senhor, será então nesta altura que será restaurado o reino de Israel?» E Jesus disse-lhe: «O Meu Reino não é deste mundo, nem tampouco são todos filhos de Israel os que são chamados de Israel».
«Aqueles que em todas as nações não se profanam a si próprios, com a crueldade, que agem com rectidão, amor e compaixão, e reverenciam todas as obras de Deus, que prestam ajuda a todos os fracos e oprimidos – esses mesmos são o Israel de Deus».
Assim foi uma parte resumida da passagem sobre a Última Ceia, um pouco diferente dos Textos aceites na Bíblia. No entanto, há mais passagens anteriores e posteriores a esta que também falam e se relacionam com Jesus, os Apóstolos e a época Pascal.

Uma Santa e Pura Páscoa Para Todos.
   


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