Fundação Maitreya
 
A Evolução Espiritual em Portugal

de Maria

em 02 Jan 2016

  "Maitreya vem com a Ordem Espiritual, Ordem de Mariz" foi a primeira obra a ser publicada em Portugal (em 1989), escrita por uma portuguesa sobre a auto-realização espiritual. Foram narradas vivências de cariz místico, que tocaram os leitores mais sensíveis e preparados espiritualmente numa empática identificação. Esta obra devolveu a muitas pessoas a auto-confiança no caminho, espelhando a realização espiritual como uma realidade interna e externa da vida humana. Foram expressas experiências, sem medos nem vergonha, abertamente assumindo Deus. Tive então, o privilégio da identificação de milhares de seres e abri o caminho para maior responsabilidade, principalmente, a de cada um para consigo mesmo e para com Portugal. O que sensibiliza neste livro (tal como no “O Avatāra”) é o fogo invisível que contém, que estimula e acende os corações mais latentes espiritualmente. Na sua leitura, há uma atmosfera especial vibratória que convoca à elevação e, pode catalisar para uma imediata comunhão com o Divino. É uma centelha de fogo que se aviva e ilumina. Muitas outras contribuições foram sendo dadas, por tantos outros seres, com impulsos notáveis; este espaço de tempo (vinte anos) é suficiente para se notar já a mudança de mentalidade do que comportava um ambiente fechado, baseado em conceitos mais materialistas ou em certo fanatismo religioso, para uma maior abertura a novas ideias e à liberdade espiritual. Afinal, estas duas realidades, material e espiritual, quando intrinsecamente ligadas e bem integradas, permitem assumir com maior consciência a própria vida, mais de acordo com a própria natureza humana e com a Natureza que nos rodeia.

Registam-se melhorias em muitos campos, especialmente na área da saúde, já baseadas nos cuidados alimentares, tanto para a conservação do equilíbrio físico, como para a prevenção de doenças. Muitos são os que têm feito opção vegetariana. Também são notórios os cuidados na área da educação e na preservação ambiental e ecológica do planeta.
Mas, sem dúvida, muito se deve ao florescimento e divulgação de movimentos espiritualistas, principalmente, baseados nas filosofias e religiões orientais, como o Hinduísmo e o Budismo, que se têm espalhado no ocidente e dado um grande contributo, nomeadamente, na prática da meditação, tornando a vida mais saudável, mais equilibrada e mais espiritual.

O Yoga, proveniente das filosofias da Índia, tem sido de fácil aceitação para os ocidentais, pela diversidade de práticas de auto-suficiência e de bem-estar, pela concentração e meditação. O Budismo, disseminado por toda a Ásia, além de conter a prática fundamental, a meditação, enfatiza a auto-investigação para se encontrar a atitude mental correcta e descobrir não só as causas que levam ao desequilíbrio, ao sofrimento, mas principalmente as que levam à harmonia.
Ao longo destes últimos vinte anos, que marcam a sua publicação, até hoje, a minha vida “levou muitas voltas”, como costumo dizer, algumas de 360 graus, mas sempre com a seta apontado na direcção de Deus. Neste percurso espiritual, de auto-realização, sofri muitas “mortes”, mas em cada uma delas, renascia a força para a vida, aceitando sempre mais uma tarefa para cumprir, designada pelos Mestres. Até para estar aqui, hoje, “sou sobrevivente” de mais uma, para aceitar e assumir novos passos no cumprimento de Portugal e da Ordem de Mariz.

Mas, muitos perguntarão o que é a auto realização?
É o resultado da busca de Deus de forma individual e livre, pelo esforço pessoal.
Porque só será feita esta realização com o percurso espiritual?
Primeiro, porque é necessária a devoção e a aspiração a Deus, dados registadas no próprio cérebro do homem, como explicarei mais adiante e, sem estes valores, o caminho, não só é árido como inútil. Segundo, porque é preciso ser consciente! Se assim não for não há mérito próprio, porque o mote que impulsiona a inteligência – consciência é o esforço pessoal consciente. A Consciência representa um estado de alerta da mente, enquanto à inteligência cabe ser eficiente no uso da mente. Despertar a Consciência espiritual de forma consciente, implica o uso da Vontade.
Naturalmente, que uma nova consciência exige mudança de hábitos e contribui para uma nova atitude de vida. A pureza, a sublimação, a fé, a aspiração, a devoção são valores adquiridos e assimilados, tanto noutras vidas como nesta, e constituem a realização espiritual que leva, cada vez mais, à integração em Deus, para chegar então, um dia, à identificação total. Na realidade, quanto mais conhecemos Deus, mais inteligentes somos, porque penetramos cada vez mais na Sua Inteligência.

Geralmente, há julgamento da parte dos que não conhecem Deus, sobre aqueles que expressam a sua veneração, como uma pessoa pouco esclarecida ou desequilibrada, ou que se agarram a algo para viver, pensando que falar em Deus é preencher tempo ocioso, para outros é tabu. Mas Deus é tão natural e científico nas nossas existências como o respirar. Quando o ser humano desenvolver mais a inteligência superior, adquirirá o conhecimento directo de Deus, não só com a mente-inteligência como com o coração. Chegar a esta certeza de Deus, só é possível pela ligação directa de experiência espiritual numa união com Ele e isso é científico e portanto explicável. Não há mistério. O cérebro humano contém todos os códigos da nossa ligação a Deus, aguardando apenas a sua descoberta para serem comprovados cientificamente. Contudo, é em cada ser, individualmente, no seu íntimo, que Deus se desvenda. Um dia Ele estará tão integrado nos seres, que falar em espiritualidade será já inútil.
Dentro do campo científico, já alguns “intuitivamente” suspeitam que todo o pensamento é consequência de uma programação inteligente. Obviamente! A vida manifestada é inteligência (ver o artigo “O Átomo” em Folhas de Luz), estando no destino do homem abarcar cada vez mais essa inteligência superior, disponível a todos e, cuja representação máxima se personifica em Deus.

Naturalmente, quando se empreende certas investigações mais espirituais ou religiosas, quando há o “despertar”, o cérebro dá um salto quântico, pois é-lhe fornecida matéria para impulsionar novas ligações neuronais ou até aumento de neurónios, (ver livro “O Silêncio”) resultando numa mente mais clara e com novas compreensões, donde sobressai desse complemento, um bem-estar ou mesmo felicidade. Consiste em dar espaço a novas funções cerebrais que vão aparecer, preenchendo o “tempo ocioso” de alguma parte preexistente no cérebro.
O que desenvolve a capacidade do cérebro é o elemento novidade; enfrentar um novo problema e procurar a solução leva à improvisação, consequentemente, ao esforço mental. A procura de uma solução, envolve um tecer de suposições, que impulsionam e obrigam o cérebro a encontrar a forma mais adequada e, assim, a manter a atenção desperta. Improvisar usando a reserva intelectual, chama-se criar, recriar e regenerar o cérebro.
Há etapas de inteligência que o ser humano deve atingir, que representam integrações numa inteligência superior, onde Deus se vai revelando. Também poderemos dizer, que integrar em Deus é conhecer ou realizar uma inteligência superior.

Profetizei, na base da compreensão obtida pela minha inteligência e com a inspiração superior, muitos dados, até científicos referentes ao cérebro, já descritos pelas minhas diversas obras, que foram depois descobertas da ciência.
Citar algumas, comparando…
No livro “O Silêncio”, falo da melatonina que se produz diariamente de forma natural no cérebro (glândula pineal) e como a meditação aumenta o fluxo dessa hormona. Hoje, este assunto, já está a ser investigado na área da neurologia (testes em yogīs e em monges budistas em meditação), havendo já algumas certezas, quanto ao efeito da meditação nos mecanismos cerebrais; detectaram áreas, sobre cujo impulso, advém bem-estar ou mesmo felicidade. Concluem, os estudiosos, que aqueles que fazem certas práticas de cariz interno, espirituais ou religiosas, são pessoas muito mais positivas na sua forma de viver.

Alertei, também nessa obra, para os problemas cerebrais que os jovens vêm a sofrer, quando começam muito cedo com a actividade sexual. Em parte, a responsável, por uma percentagem da decadência da humanidade, nos últimos 30 a 40 anos. A actividade sexual precoce e exagerada inibe e, pode mesmo destruir, áreas do cérebro que afectam a memória e a inteligência em formação, ligações neuronais, cuja recuperação será muito difícil ou mais grave ainda, não ser mesmo possível, nunca mais. Daqui, resulta maior propensão para a mente entrar em confusão, com menor força de vontade e, portanto, menor força intelectual para os estudos. Por exemplo, fala-se na dificuldade que os jovens têm na aprendizagem da matemática, mas ela não é mais difícil hoje do que no passado, contudo, a força intelectual diminui pela exteriorização e actividades forçadas, tal a sexual e, rapidamente, avançam para as compensações de energia, que é o álcool e as drogas e, assim, vão matando o cérebro. É um ciclo vicioso.
É urgente proteger os jovens! Como? Esclarecendo.

Transcrevo a notícia de 5 de Julho de 2007, da revista Sábado:
«Os jovens que iniciam a actividade sexual numa idade muito precoce (até aos quinze anos) correm mais riscos de virem a sofrer de uma qualquer perturbação mental, pelo menos na opinião dos especialistas que debateram o tema no Congresso da Sociedade Espanhola de Pediatria, que decorreu na semana passada em Madrid. Em casos mais radicais, a sexualidade precoce pode mesmo contribuir para o consumo de drogas pesadas e para a prática de actos de delinquência. O principal motivo para estes riscos apontado pelos cientistas, será a falta de maturidade que os adolescentes têm nesta fase da vida. Isso impossibilitá-los-ia de gozar a sexualidade de forma saudável».
Eu acrescentaria, não só nessa idade, mas futuramente para o resto da vida. Torna-se cada vez mais urgente, que a classe médica complete os seus saberes a par com a espiritualidade, para compreender certas exigências da Consciência, intrinsecamente ligada à evolução do cérebro, para que haja uma visão mais profunda e precisa no estudo psicossomático do homem. A complementaridade entre a medicina e espiritualidade, carece do compromisso entre o material e o espiritual, pois corpo-mente-espírito não é uma descoberta de hoje, dos espiritualistas, mas é a base da manifestação do homem no seu habitat, que é o universo, desde os primórdios da evolução humana.

Se a liberdade sexual, ou o amor livre, por um lado, tende a desinibir psicologicamente, por outro, afecta intelectual e espiritualmente. Assim, se perdem os objectivos pessoais, sociais e universais, deixando os seres à deriva, sem um propósito e, mais grave, sem possibilidade de cumprir o seu próprio plano divino ou espiritual. Os que se perdem no materialismo e na negligência pessoal, perdem também a possibilidade nesta vida, de activarem a célula que se lembra de Deus. Tenho artigos, no livro “Folhas de Luz”, no qual desenvolvo este tema; o cérebro vir preparado com células “cunhadas” da lembrança de Deus ou da nossa filiação divina. Elas serão activadas e, portanto, dando maior consciência de Deus, desde que se faça uso da vontade na sublimação espiritual, que implica maior atenção nas atitudes e pensamentos. São etapas na evolução espiritual, que culminam na activação de áreas do cérebro, onde inteligentemente se conhece Deus e, nesse percurso, foi-se adquirindo, gradualmente, uma inteligência superior. Hoje, nos meios científicos, já se fala, que a humanidade pode atingir certa dimensão de consciência-inteligência, desconhecida ainda da maior parte dos seres, incluindo os próprios cientistas...

Aqueles que já fazem o seu percurso espiritual com consciência, principalmente quem pratica meditação, já sabe ou vive essa integração numa inteligência diferente do normal. Percebe, como gradualmente, vai adquirindo uma mente clara, criativa e altamente objectiva, que faz, que uma acção ou ideia-pensamento seja dirigida pela concentração e, portanto, com maior probabilidade de êxito. A verdadeira inteligência, não é a esperteza, pois são coisas um pouco diferentes; a inteligência contém a precisão de pensamento e da acção, bem como da previsão e da criatividade, a esperteza, procura solucionar os efeitos sem conhecer as causas.
Preparemo-nos, pois, para o grande acontecimento das nossas vidas que é a União com Deus e nesse percurso, estamos também, a preparar o Caminho para Maitreya.
Quem é Maitreya?
Segundo a tradição dos Avatares do panteão religioso e filosófico da Índia, será o 10º de uma longa série de reencarnações de Viṣṇu, um dos deuses da Trindade hindu. Consta a profecia, que Kalki Avatāra virá montado sobre um cavalo branco empunhando uma espada flamejante.

Um Avatāra é um ser avançado espiritualmente que se sacrifica em prol da humanidade, para trazer à manifestação o Poder de Deus.

No processo dos ciclos cósmicos Viṣṇu dorme no oceano primordial, repousando e resguardando a sua cabeça sob a cobra de mil cabeças, Ananta o Infinito. Enquanto dorme, um lótus cresce do seu umbigo do qual nasce Brahma, o deus criador deste mundo. Este dura milhões de anos e, no final, Brahma, funde-se novamente em Viṣṇu. Este processo de criação, destruição e fusão tem lugar eternamente, em grandes ciclos. De entre eles, há quatro especiais, denominados Yugas: Kṛta, Treta, Dvāpara e Kali. Kali, corresponde à época actual e, é suposto ser o último Yuga, chamado de Era do Erro, em que só há um quarto de virtudes na humanidade.

Maitreya virá devolver a dignidade à humanidade e restaurar a ordem.

Os Avatares para além de se distribuírem segundo as épocas, estão também ligados a certos símbolos. Por exemplo, a cor simbólica de Maitreya é o laranja. Em certas representações tem a flor de nagakesara na mão. (Flor, cujas folhas são usadas na medicina Āyurvedica).
Outros Avatares como manifestação divina ou de Viṣṇu foram Rāma e Kṛṣṇa, dentro da lista “clássica” dos dez Avatares da tradição hindu, onde se insere também o Buddha Śākyamuni e o próximo que será Kalki Avatāra ou Maitreya; aquele que aparecerá na terrível época da destruição do mundo (subjectivamente) e trará consigo o início de uma nova era.
A doutrina do Avatāra é puramente hindu e não budista, estando referido já nos últimos Purānas a natureza humana do Avatāra. Sem dúvida, o Budismo tem raízes profundas no Hinduísmo, transportando naturalmente muitas influências, tanto religiosas como artísticas. Na arte de pintura, de gravura e de escultura fundem-se as duas tradições.

Todavia, é no Budismo, tanto na tradição Mahāyāna como na Theravada que se encontra mencionado o nome Maitreya, numa profecia sobre o futuro Buddha, o Buddha da compaixão. Também é o único Bodhisattva venerado pelas duas escolas. O Budismo Mahāyāna ou Tibetano postula um sem número de Bodhisattvas e de Buddhas, tanto no passado, com Avalokiteśvara, Mānjuśrī, Amithāba e muitos outros e, no futuro, com Maitreya. O Theravada mantém sobretudo a figura do Buddha Śākyamuni, como a principal, embora reconheça ter havido outros Buddhas, bem como futuros, incluindo, Maitreya. No Budismo Theravada, também o termo Bodhisattva está ligado geralmente ao Buddha Śākyamuni e aos seus prévios nascimento até ao momento da iluminação e a um sem número de Buddhas similares que hão-de vir. Desta forma, tanto no sistema Hindu como no Budismo há uma esperança escatológica, uma característica comum na crença dos Avatares, Buddhas e Bodhisattvas, com uma finalidade real, num interminável ciclo de vida no Universo.
A sucessão de Buddhas mencionado pelo próprio Buddha Śākyamuni, encontra-se no Sutta Pitaka do Canôn Pāli (escrituras).

O Rugido do Leão ao Girar a Roda
1. Em certa ocasião estando o Abençoado entre os Magadhas em Matula, dirigiu-se aos monges desta forma: “Bhikkhus”. – “Venerável Senhor”, eles responderam. O Abençoado disse o seguinte:
25. “E na época das pessoas com um tempo de vida de oitenta mil anos, irá surgir no mundo um Abençoado chamado Metteyya [17], um arahant, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um líder insuperável de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime. Ele irá declarar - tendo realizado por si próprio com o conhecimento directo - este mundo com os seus devas, māras e brahmas, esta população com seus contemplativos e Brâmanes, seus príncipes e povo. Ele irá ensinar o Dhamma, com o significado e fraseado correctos, que é admirável no início, admirável no meio, admirável no final; e ele irá revelar uma vida santa que é completamente perfeita e imaculada. Ele será acompanhado por milhares de bhikkhus tal como eu sou acompanhado por centenas».
Dīgha Nikāya 26
Cakkavatti-Sihanada Sutta

Também Mestre Morya, através de Helena Roerich, nos livros do Agni Yoga menciona frequentemente Maitreya.

«Cada Senhor tem a sua nota-chave. A Época de Maitreya afirma a Mulher. A manifestação de Maitreya está ligada à confirmação da Mãe do Mundo, no passado, no presente e no futuro. O “Livro da Vida” é tão belo!».
Livro, Hierarquia.

«Ao lerdes (estes) os livros oferecidos, encontrareis centelhas. Colocai num receptáculo os fragmentos do respeito a Maitreya. Assim, Eu Mesmo, coloquei sobre a face da Terra os fragmentos da Única Pedra. Um novo milagre unirá os povos. Nosso Raio expulsará a dúvida».
Livro, Folhas do Jardim de Morya.

«Uma vez, uma mulher parou entre as imagens do Abençoado Buddha e Maitreya, não sabendo a Quem oferecer sua reverência. E a imagem do Abençoado Buddha proferiu estas palavras: “de acordo com a Minha Promessa, reverenciai o futuro. Permanecendo em defesa do passado, dirigi vossa contemplação para a aurora».
Livro, Comunidade.

Maitreya, marcará, naturalmente, uma época. Há ciclos ou períodos na manifestação planetária marcados por impulsos avatáricos, contributos necessários à evolução da humanidade. Deste modo, há tradições religiosas e filosóficas que contêm nas suas escrituras sagradas, relatos de seres especiais, embora, alguns com tais exageros de transcendência ou mesmo sobrenaturais, que se transformaram em mitos, tais os Tīrthankaras do Jainismo, os Buddhas e Bodhisattvas do Budismo, os longínquos Ṛṣis védicos do Hinduísmo e no ocidente as personagens proféticas e lendária da Bíblia.
Devido à força, à determinação e ao propósito que revelam, demonstrando Poder Divino, estigmatizam épocas e até as suas próprias vidas, tal como aconteceu com Cristo, com Buddha e com Mahāvira, estes os mais marcantes.
Contudo, muitos outros seres especiais delinearam épocas no campo científico, alguns extraordinariamente evoluídos, como Leonardo da Vinci, Galileu, ou Giordano Bruno, que emergindo neles a centelha divina, os impulsionou à descoberta do todo, do finito no Infinito.
Especialmente, os Avatares vêm mostrar que só através de esforços e méritos individuais se pode alcançar aquele estado incondicionado do Absoluto. Vêm acordar os homens da letargia, da negligência, em guarda contra a passividade dos maus costumes. Na realidade, representa um grande sacrifício descer à matéria para redimir karmas colectivos.

Se atendermos a interpretações à letra, ainda veremos os velhos conceitos sobre Buddhas, Bodhisattvas e até de Messias transportados para o presente, em que alguns pensam que eles nos vêm resgatar dos pecados e salvar a humanidade levando-a direita aos céus; outros que a iluminação está aí, à disposição na próxima esquina ou num botão do computador. Não, não será nos velhos moldes, nem nas facilidades iluminativas (tão em moda) que Maitreya se apresentará e, sem dúvida, se adaptará à civilização actual. Cabe entender, por outro lado, que de tempos a tempos é necessária uma regeneração na humanidade, cabendo a certos Seres a tarefa de a iniciar. Um Avatāra é um garante da restauração divina.
Apesar de todos os mitos, um Avatāra é uma encarnação autêntica, não uma simples aparição que opera maravilhas sobrenaturais. Ele vem mostrar com o seu nascimento humano as limitações e dificuldades e, que por meio do trabalho e do esforço se chega ao Divino.
Também não há superstição ou idolatria e muitos perguntarão se será verdadeira a existência de Avatares e necessária a sua vinda, mas, está demonstrado que são seres humanos encarnados de forma natural na Terra, apenas com evolução espiritual fora do comum e, na realidade, a história comprova-os tal o caso do Buddha ou de Jesus; eles existiram e ainda hoje subsistem os rastos das suas luminosas presenças, tais cometas iluminando a humanidade. Maitreya será mais um.

Durante estes anos, desde 1989 até hoje, publiquei muitos outros livros, sempre na senda e sob o estandarte de Maitreya, e na obra “O Avatāra”, está, sem dúvida, expressa a minha maior submissão ao caminho espiritual de auto-realização e ao trabalho nacional e universal, que é a preparação do ambiente espiritual para acolher a Sua presença.
Esta preparação consiste em magnetizar o ambiente físico e astral com acções correctas, pensamentos objectivos num propósito consciente, que terão efeitos profundos e de grande alcance. Estabelecer, conscientemente, um vínculo ao Senhor Maitreya e ao trabalho que se desenvolve, criando centros de força magnética, a qual, expressando-se em luz, se repercutirá por longo tempo e com vários resultados, até que outros, com novas forças, retomem o fio desse esforço já feito por nós. A força gerada na aspiração e transmutação de energias produz resultados em vários planos superiores, inclusive no próprio planeta Terra, bem como nos seres que habitam esses planos, tais mestres, guias, anjos e devas, revertendo os seus efeitos, obviamente, nos corpos espirituais dos emissores.
Maitreya trará uma nova força evolutiva, que dará um grande impulso espiritual à humanidade, quer nos planos visíveis, quer invisíveis. Assim, toda a manifestação sofrerá uma transmutação ou regeneração.

Na realidade, o livro “Maitreya vem com a Ordem Espiritual de Portugal, Ordem de Mariz” foi o arauto da Ordem de Mariz, convocando todos à participação consciente de uma nova época, a presente. Se bem construída e cimentada, as futuras gerações colherão os frutos e darão um passo mais adiante, e nós ficamos de consciência tranquila, na certeza do dever cumprido. Há ainda muito para fazer e a todos convido ao Serviço de Maitreya.
Mas, e a Ordem de Mariz…?
Relato neste mesmo livro (“Maitreya vem com…”) a primeira experiência com a Ordem de Mariz e o dever que me foi imposto. Contudo, essa mensagem telepática, só venho a revelá-la no livro “O Avatāra”. A missiva era: «Vais fazer a reorganização da Ordem de Mariz». Não me perguntaram se queria, tão pouco se aceitava, mas era dito, como se tratasse de um acto predeterminado pelo destino. Sinceramente vos digo, que, se por um lado achei isso uma pretensão, talvez o meu ego interferisse ainda com ambições (razão porque me inibi de a escrever na 1ª edição), por outro, a ser verdade, seria um desgaste e uma responsabilidade tal, que duvidei estar preparada. Mas, felizmente, não foi assim tão difícil quanto supunha, aconteceu… Conforme fui fazendo o meu percurso espiritual retratando-me na escrita e divulgando o meu pensamento, a mensagem foi penetrando nos corações de muitos portugueses, que não só, se foram identificando, como encetaram novos passos no caminho com novas atitudes.

Hoje, reconheco esta tarefa:
A Reorganização da Ordem de Mariz consiste, de facto, na Expansão Espiritual dos Portugueses, o que vem sendo feito de forma mais consciente, nos últimos vinte anos.
Actualmente, a Ordem de Mariz, tal como escrevi em “Maitreya vem…” está manifestada em moldes diferentes, onde não se batalha mais por posses de territórios, luta entre religiões ou conversões, mas na conquista de cada um em si mesmo, e na responsabilidade acima de tudo, do cumprimento do Plano Divino ou espiritual.
Já muito foi escrito e até com exageros sobre a Ordem de Mariz, pelo que não vou alongar-me em explicações sobre as suas origens, nem do seu nome, já o fiz em “Folhas de Luz” com o artigo “Portugal e o Presente”, onde na verdade, de forma subtil indico o seu começo e propósito.
De facto, conclui-se que a missão mais importante dos portugueses é a sua realização espiritual consciente. Estando assim, desta forma, em curso a tarefa da reorganização da Ordem de Mariz, inicia-se outra, que é a materialização no plano físico da Ordem de Mariz com a Fundação Maitreya.
Tenho divulgado o propósito de instituir uma Fundação, a Fundação Maitreya, que consiste num projecto de divulgação cultural e espiritual.

A Fundação Maitreya será visivelmente o suporte físico da Ordem de Mariz (actualmente reorganizada), tal no passado o foram noutros moldes as ordens guerreiras e iniciáticas, nomeadamente os Templários, hoje historicamente tão maltratados ou exageradas as razões da sua existência e das acções necessárias àquela época.
A Fundação Maitreya, pertence a Portugal, não é só de alguns, é de todos. Naturalmente que no seu funcionamento, terá pessoas qualificadas para o cumprimento das regras implícitas numa instituição, mas, irá obviamente, ao encontro dos anseios espirituais de todos os portugueses, onde se podem rever, tal como até aqui, já o fizeram milhares de seres (incluindo os presentes), que se identificaram com a minha obra.
É assim, que dentro deste contexto, cabe também o estabelecimento de um mosteiro, neste caso, por razões de Serviço, Dharma (meu Dever), ser da linha Budista Theravada da Tradição da Floresta, ligado a Ajahn Sumedho, de quem tenho o aval para tal empreendimento. Não será por acaso que o Mosteiro se inserirá na Fundação Maitreya, como a entidade responsável, nem será por acaso, que a Fundação Maitreya representa a Ordem de Mariz e, também, não foi por acaso, que em tempos (1989) o Senhor Maitreya me enviou para Inglaterra para o Mosteiro Amarāvatī, onde por algum tempo, pertenci ao Sangha (comunidade).
Tudo se encadeia ou encaixa, naturalmente, com propósito e finalidade, embora por vezes, nem eu saiba como, surpreendendo-me até com as evidências e circunstâncias que levam a certos acontecimentos.

Também as Publicações Maitreya fazem parte do Projecto Fundação Maitreya, desde o início, com as edições da autora. Hoje é uma entidade independente no seu funcionamento, em colaboração com a Fundação e do seu ideal espiritual.
O curso normal para a instituição de uma fundação, decorre do facto, de haver património, quer bens em imóveis quer monetários, que permita independência e salvaguarda dos direitos privados, condição essencial ao cumprimento do objectivo pretendido. Acontece, que este projecto, parte de uma situação inversa: a Fundação começa, sem nada materialmente. Isto inverte todas as regras: não há património.
Partindo então desta base, proponho-me angariar fundos, para este projecto se realize no ideal de todo o trabalho espiritual que me tem guiado e é de todos os portugueses e, que sirva cada vez mais, para a reestruturação da Ordem de Mariz, na concretização espiritual de todos.
Concluindo, e não querendo profetizar, pois é previsível um futuro promissor da humanidade, com um avanço tanto mental, quanto espiritual, nomeadamente em Portugal, que transporta a responsabilidade, por um direito espiritual que lhe assiste, de irradiar a luz que ilumine o Caminho pelo qual o Senhor Maitreya haverá de chegar, desejo a todos as maiores realizações espirituais, para que se possa também cumprir Portugal. De facto, estamos na Hora!

Breve explicação sobre o visível e o invisível

Não há mistérios ou fórmulas especiais naquilo que vos apresento. Sou a simplicidade. Não tenho pêndulos ou varinhas mágicas, elixires ou cabalas para comunicar com os planos invisíveis – sempre apresentei a via iniciática como a forma de chegar ao Divino. Ela representa esforço próprio, despertar espiritual, determinação, devoção e fé. Isto implica, despojamento, renúncia, entrega e um objectivo muito preciso, que é a união com Deus ou o seu conhecimento de forma consciente e inteligente.
Isto vai desenvolvendo natural e gradualmente certas sensibilidades que permite entrar em horizontes mais subtis, escondidos até aí, pela falta dessa consciência, onde se encontram novas formas de vida e de comunicação com os diversos mundos em que vivemos. A comunicação telepática é uma delas e, foi através deste método, que implica desenvolvimento mental e espiritual, que trabalhei com os Mestres: Morya, Jesus, Maitreya. Foram Eles que me deram a conhecer a Ordem Espiritual que actua em Portugal a qual, já era então chamada de Ordem de Mariz. Eles sempre me guiaram e me fizeram entender que para além do que vemos, palpável na matéria onde vivemos em determinada dimensão, existem também outros mundos em paralelo, que não vemos, por se encontrarem noutras dimensões, mas, pelo facto de não serem visíveis, não quer dizer que não existam. Pelo contrário, sem essa inter-relação dos dois planos não existiríamos. Tudo o que se passa no plano físico é uma materialização do plano subtil ou espiritual e, isto é a base da vida manifestada. (Para melhor compreensão recomendam-se os clássicos como Alan Kardec, Edgar Cayce, Blavastky, Leadebeater e Alice Baley).

Hoje, com tanto esclarecimento disponível sobre o assunto só não querem entender os que se aferram a cega obstinação. De facto, o mundo é regido por mundos paralelos, não estamos sós e há uma Hierarquia de Seres que supervisiona acontecimentos na Terra, embora a interferência, não viole a vontade individual do homem, que está por sua vez, “atado” ao seu karma pessoal, familiar, social e colectivo.
Quando uma região geográfica é palco de impulso evolutivo para a humanidade, são designadas entidades que formam um grupo de trabalho para actuar, tanto no plano físico, como no invisível ou espiritual, em conformidade com o objectivo pretendido. Assim sendo, Portugal desde sempre, por razões magnéticas, situação demográfica, karma e necessidade de evolução colectiva tem um grupo de acção com propósito definido. A Europa desde sempre esteve com um grupo especial e Portugal com um grupo específico. Também, outras regiões, como o Médio Oriente, nomeadamente Israel, tem sido palco de dramas devido aos impulsos colectivos. Portugal dentro da Europa tem um papel importante a desempenhar.

Deste modo, não há de facto, mistérios quanto à Ordem de Mariz e seus desígnios e muito menos estranheza, quanto a haver seres que conheçam a sua própria filiação. Eles são conhecedores do Plano do qual fazem parte e da tarefa que lhes cabe, neste puzzle civilizacional que impulsiona a evolução de consciência da humanidade. Ao longo da minha caminhada fui conhecendo o Plano – hoje, ainda mais claro e desenha-se o objectivo num mapa de contornos bem delineados, ao qual não me é possível fugir.
Também é importante referir, que pelo facto de alguém morrer não acaba a sua tarefa de ligação com o trabalho que fez na sua vida física, ou seja, neste caso, com a Ordem de Mariz. Os seus membros vão e vêem entre estes dois mundos, e por vezes, os seres renascem várias vezes numa época ou civilização, para levar a efeito tarefas, que não foram possíveis de concretizar numa só vida.

A Via da Ordem de Mariz

A manifestação física da Ordem de Mariz, como grupo organizado e com fim específico, aconteceu na fundação de Portugal com D. Afonso Henriques sob a égide dos Templários. A Ordem de Mariz, como Ordem Espiritual, invisível, já existia e, já vários seres e acontecimentos a tinham representado, mas é com a fundação do reino, que surge essa força espiritual e ao mesmo tempo guerreira, amplamente visível num desígnio absolutamente pré-marcado. É a partir daqui que se pode falar e encontrar a sua poderosa força.
A Hierarquia espiritual para impulsionar a humanidade existe desde sempre e, perde-se a memória da sua intervenção na bruma dos tempos. Todavia, ciclicamente surgem marcos que fazem história. Deste modo, uma grande parte do karma colectivo do ocidente foi engendrado a partir do drama da Palestina e, que, designamos como a civilização ocidental moderna. Então, este ciclo actual parte desta base: da fundação do Cristianismo.

A Ordem de Mariz, vem então, de um desígnio específico ligada à vida de Jesus, quando Ele diz aos discípulos para pregarem a “boa nova” a outras terras e, coube também a Maria Madalena, transportar essa responsabilidade de impulsionar a evolução espiritual no ocidente. Mais tarde, a Ordem Templária foi criada por S. Bernardo para proteger os peregrinos do ocidente que se dirigem à Terra Santa.
Para além de Jesus, Maria sua Mãe é o grande ícone, que inspira a evolução espiritual de muitos seres, principalmente os místicos e os religiosos.
Naturalmente, o nome de Mariz vem de Maria, neste caso referente à mãe de Jesus. Maria a imaculada porta a flor de Liz, símbolo da pureza.

Se há outras simbologias a esconder a verdade, no que se refere a Maria Madalena, como “Portadora do Graal”, segredo partilhado pelos Templários, pertence já ao campo mais esotérico e portanto mais subtil para o qual são necessárias explicações mais profundas e transcendentes, correndo, mesmo assim, o risco de entrar na especulação.

Palestra proferida no Porto a 2 de Setembro de 2007
   


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