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Nicholas Roerich

de Spiritus Site

em 20 Nov 2012

  Vinte e uma nações assinaram um tratado garantindo a protecção dos museu, universidades, catedrais e livrarias que tremularam sob a bandeira da Paz que Nicholas desenhou. Teve o apoio veemente de Albert Einstein, H.G. Wells e Bernard Shaw. Este maravilhoso Guerreiro da Luz cresceu para se tornar um artista, explorador, autor, cientista, filósofo e pacifista mundialmente conhecido. Depois de estudar na Rússia, prosseguiu os seus estudos em Paris, e viajou através da Europa. Possuía uma memória fora do comum. Casou-se com Helena e tiveram 2 filhos: Yuri e Svetoslav, pintor como o seu pai. A obra de Nicholas consta de seis mil pinturas, frescos em Igrejas e Edifícios Públicos, desenhos para mosaicos e motivos arquitectónicos. Realizou a pintura de cenários e figurinos de várias óperas: de Wagner, Moussorgsky, Borodin, Rimsky-Korsakov. Ibanez e Maeterlinck. Trabalhou com Igor Stravinsky na “Sagração da Primavera” que teve a coreografia de Vaslav Nijinsky e música e argumento de Roerich, também criador do cenário e figurinos, onde a sua criação foi baseada no leitmotiv.

Nikolai Konstantinovich Roerich como é pronunciado em russo, ou como o conhecemos no ocidente, na grafia inglesa. Nicholas K. Roerich nasceu em S. Petersburgo, Leninegrado, Rússia, em 09 de Outubro de 1874 e fez a sua passagem em 13 de Dezembro de 1947. Seu pai, Konstantin Roerich, casou-se e, 1860 com Maria Vasilievna Kalashnikova, com quem teve Lídia, Nicholas, Boris e Vladimir. Foi baptizado na Igreja Ortodoxa Russa com as vantagens de manter contacto com escritores, artistas e cientistas que sempre visitaram a sua família.

Nicholas foi um pintor, escritor, historiador, poeta e professor espiritual, líder intelectual e mensageiro dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca. Educado no seio de uma família apologista da paz, interessava-se por literatura filosofia, arqueologia e, especialmente, por arte. A família de seu pai era de origem escandinava, e o seu sobrenome que significa “rico em glória” remonta aos Vikings. Um dos primeiros Roerich foi cavaleiro templário do séc. XIII, outros foram líderes políticos e militares, incluindo o oficial sueco que lutou na campanha russo sueca contra “Pedro o Grande”. Os seus descendentes, guardando a fé luterana, estabeleceram-se no noroeste da Rússia.

Já na juventude, Nicholas mostrou ter muito interesse e talento para várias actividades. Quando tinha 9 anos de idade, um famoso arqueólogo veio para conduzir uma exploração na região e levou o jovem Roerich para as escavações do túmulo local. A aventura de desvendar mistérios de esquecidas eras com as suas próprias mãos, acenderam-lhe um interesse pela arqueologia que duraria para a vida inteira. Através de outros contactos, ele desenvolveu interesse em coleccionar artefactos pré-históricos, moedas e minerais, e construiu o seu próprio herbário para estudos de plantas e árvores.

Ainda muito jovem, Roerich mostrou uma particular aptidão para o desenho, e quando atingiu a idade de 16 anos, começou a pensar entrar para a Academia de Arte e seguir a carreira de artista.
O seu pai não considerava a pintura como sendo a vocação ideal para um responsável membro da sociedade, portanto, insistiu que o seu filho seguisse os seus passos nos estudos da lei. O compromisso foi atingido e, em 1893, Nicholas registou-se simultaneamente na escola de Direito da Universidade de S. Petersburgo, na faculdade de História e Filologia, na Academia de Artes e no Instituto de Arqueologia.

Quando menino, Nicholas ficou cativado pela história de um viajante sobre Rigden Djapo, soberano de um rei místico, em Shambāla nos Himālayas. Estas lendas antigas contam sobre um tempo de problemas no futuro, quando Rigden Djapo reunisse os seus guerreiros de Luz e lutasse a vitoriosa batalha sobre o mal. Então uma nova era de paz começaria. Durante a sua vida completou cerca de sete mil trabalhos de arte. Não só Nicholas Roerich era um corajoso explorador e um talentoso artista, como também um líder mundial em muitas profissões. Ele era um cientista que escreveu cerca de 30 livros e foi nomeado duas vezes para o prémio Novel da Paz pela Universidade de Paris, pelo seu trabalho de preservação cultural de instituições e monumentos históricos durante o tempo da guerra.

A Bandeira da Paz
Vinte e uma nações assinaram um tratado garantindo a protecção dos museu, universidades, catedrais e livrarias que tremularam sob a bandeira da Paz que Nicholas desenhou. Teve o apoio veemente de Albert Einstein, H.G. Wells e Bernard Shaw. Este maravilhoso Guerreiro da Luz cresceu para se tornar um artista, explorador, autor, cientista, filósofo e pacifista mundialmente conhecido. Depois de estudar na Rússia, prosseguiu os seus estudos em Paris, e viajou através da Europa. Possuía uma memória fora do comum. Casou-se com Helena e tiveram 2 filhos: Yuri e Svetoslav, pintor como o seu pai. A obra de Nicholas consta de seis mil pinturas, frescos em Igrejas e Edifícios Públicos, desenhos para mosaicos e motivos arquitectónicos. Realizou a pintura de cenários e figurinos de várias óperas: de Wagner, Moussorgsky, Borodin, Rimsky-Korsakov. Ibanez e Maeterlinck.

Trabalhou com Igor Stravinsky na “Sagração da Primavera” que teve a coreografia de Vaslav Nijinsky e música e argumento de Roerich, também criador do cenário e figurinos, onde a sua criação foi baseada no leitmotiv. Como autor e erudito escreveu livros de Arte, Culturas, Filosofia e Humanismo. Publicou perto de 30 volumes, além de muitos ensaios e artigos. Escreveu livros como “No Coração da Ásia” e “Shambhāla”, entre outras obras, que incluem poemas. Como explorador e cientista, realizou pesquisa arqueológica e escavações na Rússia. Organizou e conduziu uma expedição de 5 anos à Ásia Central (1924-1928). Em 1935, outra expedição, desta vez para a china, incluindo a Mongólia.

Helena Roerich
Na década de 20, a família Roerich mudou-se para Nova Iorque, nos EUA, onde, Nicholas e Helena fundaram várias instituições artísticas, culturais e teosóficas. Foi nesta cidade que o Mestre Ascenso El Morya trabalhou com Nicholas e a sua chama gémea Helena, na publicação de diversas obras. Helena Ivanovna Roerich, nascida na Rússia em 1879, fazendo a sua transição em 1955, era cultora de sinceridade e simplicidade, omitindo o quanto pôde, os dados referentes à sua biografia. Entretanto, como foi ensinado, pelas obras os discípulos poderão identificar o Mestre. Helena recebeu de El Morya as mensagens que hoje constituem a Série Agni Ioga.

Uma das consequências das publicações da Série foi a imensa correspondência que passou a receber, a qual respondia com a maior atenção. Nela continuaram ausentes as referências estritamente pessoais mas ficaram registados muitos Ensinamentos e comentários esclarecedores sobre Agni Ioga, a tal ponto que as cartas se tornaram uma referência muito especial para os estudantes da matéria. Diz Helena “(Itálico) a sinceridade e a simplicidade são dois poderosos imãs. A grande arte do relacionamento humano baseia-se nelas. Poucos se dão conta da importância dessa arte, que é a base de toda a contributividade e evolução. Esta arte esquecida, que requer tanta sensibilidade, atenção e síntese do espírito, deve ser introduzida na vida sem demora. É a realização mais essencial. Como podemos, sem ela, construir o Novo Mundo de Beleza a Cooperação?” (fim do itálico).

Também escreveu: (itálico) “Sem aplicação à vida, o conhecimento não tem valor e não trará os resultados esperados” e mais “O discípulo deve com os seus pés e mãos construir o seu caminho”. Imagens lindas de homens e mulheres, verdadeiros criadores da cultura, passam diante de nós, e seria desejável reconhecê-las imediatamente, em vez de adiá-las incompreensível e desnecessariamente. Por que escondê-la nos arquivos até que se transforme numa fantasia da imaginação popular? Aqui encontramos na figura contemporânea notável, uma destacável mulher russa. Revelando qualidades incomuns já da infância, ela é vista como uma garotinha carregando um pesado volume da Bíblia de Doré.

Curvando-se ao seu peso, escondendo-a dos adultos, levou a tesoura para observar as ilustrações e, finalmente (quando ela aprende a ler sozinha), estudar os testamentos. Muito cedo também tirou livros de filosofia da estante de seu pai. Em ambiente aparentemente barulhento e perturbador, ela conseguiu desenvolver uma profunda contemplação da vida, como se já a possuísse há muito tempo. A honestidade, a justiça, uma constante busca da verdade e amor ao trabalho criativo - tudo isto transformou realmente a vida ao redor do jovem e forte espírito. E toda a casa, toda a família passou a a comportar-se de acordo com os mesmos princípios benevolentes. Todas as dificuldades e perigos eram suportados sob a mesma liderança estóica. O conhecimento acumulado e a aspiração à perfeição davam uma solução vitoriosa aos problemas, o que levou as pessoas á sua volta na direcção do caminho único e luminoso.

Desenvolvia-se a mais ampla correspondência, eram escritos livros, traduzidos trabalhos de muitos volumes e tudo isto era feito com espírito surpreendentemente infatigável. O Movimento das Mulheres, as pesquisas cosmológicas, o serviço à Ética Viva. Tudo isto pode-se encontrar em cartas suas aos amigos. Helena opôs-se à publicação das suas cartas, mas nós, sue numerosos amigos, temos trocado cópias que foram indicações valiosas. Através da gradual publicação dessas cartas, será revelada a amplidão do pensamento desta notável mulher russa. Tanto na Rússia como no exterior, durante as suas viagens pelo mundo, ela sempre se entregou a ambos os serviços tanto ao seu próprio país quanto à humanidade. Helena Roerich sempre sonhou publicar um livro valioso, trabalho bibliográfico dedicado à mulher. Mais do que tudo, ela nunca teve em mente um afastamento do mundo, pelo contrário ela sempre pensou na mais ampla e próxima cooperação, que removeria de vez as limitações convencionais da ignorância.

Numa das cartas, Helena Roerich responde às inquietações de alguns leitores quanto à proveniência desses ensinamentos e ao modo como foram escritos. Esclarece que esses dados estão incluídos no texto, e que tais preocupações demonstravam a superficialidade com que a obra estava sendo lida. É que o valor de uma inscrição está na verdade transmitida e é reconhecida por si, pela vibração dela emanada. Pelo impulso emitido ao interior de quem a contacta. Em muitos casos, o canal de captação, mero intermediário, deve permanecer temporária ou definitivamente anónimo, para não atrair sobre si a atenção a ser devotada ao ensinamento. Sobre os livros da série Agni Ioga, Helena declarou que os livros chegariam às mãos certas, pois muitas almas esperam por luz e por novos valores diante da actual divulgação, confusa, de conceitos ditos esotéricos. Helena Roerich também orientou: “Temer os lobos significa privar-se de ir à floresta, deixar de colher seus frutos”. Nas suas cartas Helena Roerich esclareceu que as maiores calamidades não são as epidemias, mas sim as perversões psíquicas, condições em que as pessoas perdem a autoconfiança, excitam a mente no exercício de injúrias, odeiam o que está além da sua própria compreensão e, por fim, caem em estado de irresponsabilidade e depravação. Mas, segundo ela, as forças involutivas sempre acabam sendo canalizadas para o Bem pela Hierarquia espiritual, verdadeiro governo do mundo. Helena Roerich também era mensageira dos Mestres Ascensos. Uma das suas missões foi traduzir parte da obra de Helena Blavatsky.
Fundaram a Sociedade Agni Yoga, que expôs a “ética viva”, compreendendo e sintetizando as filosofias e ensinamentos religiosos de todos os tempos.

A Sociedade Agni Ioga é uma instituição de ensino sem fins lucrativos, incorporada em 1946 sob as leis do Estado de Nova Iorque, é á totalmente suportada por contribuições voluntárias e taxas de adesão. Os objectivos da sociedade Agni Yoga estão incorporados na filosofia que lhe dá o nome – Agni Yoga. Assim, como consta dos livros da série com o mesmo nome publicados pela sociedade, neles se encontra uma síntese das antigas crenças orientais e pensamento ocidental moderno e uma ponte entre o espiritual e o científico. Ao contrário de muitas escolas de yoga criadas anteriormente, a Agni Yoga não é uma caminho de disciplinas físicas, meditação ou o ascetismo, mas sim de prática na vida quotidiana. É o yoga da energia ígnea, da consciência, da responsabilidade, do pensamento dirigido, do foco. Ele ensina que a evolução da consciência planetária é uma necessidade premente e que, através da luta individual, é uma aspiração atingível para a humanidade. Afirma a existência de uma Hierarquia de Luz, actuando na terra, e o centro do coração como sendo o elo de contacto com esta Hierarquia e inclusive com outros mundos distantes no cosmos.

Apesar de não se sistematizada num sentido comum, a Agni Yoga é um ensinamento que ajuda o aluno a descobrir um ideal moral e espiritual mais elevado, pelo que possa aprender a governar a sua vida, e assim contribuir para o bem comum de todos. Por esta razão, a Agni Yoga tem sido chamada de “ética viva”. Falando sobe o papel do indivíduo na evolução espiritual humana, Helena Roerich escreveu: ”O maior benefício que se pode dar consiste na ampliação da consciência e da melhoria e enriquecimento do nosso pensamento que, juntamente com a purificação do coração, fortalece as nossas emanações. E assim, aumentando as nossas vibrações, podemos restaurar a saúde de todos os que nos rodeiam”. Apesar de não oferecer cursos ou estudos organizados, a Sociedade Agni Yoga publica muitos livros. No Brasil foram publicados pela Editora Avatar: Shambāla; em Busca da Nova Era; Aum; Coração; Cartas de H. Roerich vol. I e II; Folhas do Jardim de Morya I e II; Fraternidade; Hierarquia; Crianças, Educação e Ética Viva; Infinito I e II; Mundo Ardente I, II e III; Nova Era Comunidade.

Os Roerich também fundaram em Nova Iorque um novo Instituto das Artes Unidas. Esse Instituto, que unia todas as artes, foi ideia de Roerich em 1910. Ele concretizou a ideia como director da Escola em São Petersburgo, na Rússia, quando trouxe para esta instituição cerca de 2.000 estudantes, com a reputação de ter o mais adiantado sistema de educação de artística. Muitas artes numa só escola, algo inovado para época. O Instituto de Unidas criado por ele na América cresceu rapidamente. Abriram-se várias secções de diferentes especialidades: artesanato, pintura, escultura, música, dança, arte lírica e drama. Foi criada uma secção de educação estética para crianças. Estes ideais de unir as artes, desde então se propagaram pelo mundo inteiro. Vejam que algo que hoje é comum nas nossas vidas, veio através deste mestre, mensageiro dos Mestres Ascensos.
Nicholas Roerich
A terceira importante Instituição fundada por Roerich na América foi a “Corona Mundi” (A coroa do Mundo). Esta Instituição foi idealizada como um Centro Internacional, cuja tarefa deveria ser a de estabelecer a comunhão entre os povos por meio da cooperação cultural, isto é, ampliar a apreciação da arte, beleza e cultura entre os povo e estabelecê-la em toda a corrente da vida contemporânea. Também para encorajar a compreensão mútua entre as Américas através das artes. A primeira exposição gral do Brasil foi aberta neste centro Internacional durante do período de 11 a 30 de Outubro de 1930, assim introduzindo nos estados Unidos a primeira grande mostra de todos os aspectos da arte brasileira. Esta exposição era composta por de noventa e três pinturas que abrangiam várias tendências de trabalhos de cinquenta e dois artistas contemporâneos do Brasil tais como: Di Cavalcanti, Cícero Dias, Guignard, Edson Motta, Teruz, Anita Malfatti e outros.

As obras de Nicholas Roerich
Em 17 de Novembro de 1923, em Nova Iorque, as pessoas que homenagearam o talento de Roerich, fundaram o museu Roerich. Desde os primeiros dias, o Museu começou um grande trabalho educacional: palestras, concertos e exposições. Ele possui uma belíssima colecção dos trabalhos de Roerich. As instituições fundadas por Roerich nos estados Unidos tornaram-se grandes centros de cultura e uniram-se muitos trabalhadores da arte e da cultura.

Por cinco anos a expedição Roerich viajou por toda a Índia, Tibete, Sikkim, Mongólia, Turkestão Chinês, Altai, etc. Muitos dos quadros que se vê no museu resultaram daquela expedição. Depois da sua passagem pela América em 1928, Nicholas Roerich estabeleceu-se na Índia. Ali fundou o Instituto Himalaico de Arqueologia. Faleceu em Punjab, na Índia. Foi cremado e as suas cinzas espalhadas diante das montanhas que tanto amava, e retratou em quase sete mil trabalhos. A maioria das suas obras, conservam-se hoje em museus europeus como o Museu Nacional de Artes da Letónia e o Museu Nicholas Roerich em Nova Iorque. Hoje este maravilhoso personagem terreno encontra-se nos planos da Luz etérea. N. Oerich ascendeu à posição de Mestre Ascenso da Grande Fraternidade Branca onde continua a actuar pela Paz Mundial.
Texto do site www.eusouluz.com.br
   


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