Fundação Maitreya
 
Agni Yoga - 4

de Helena Roerich

em 22 Jun 2013

  121 – Eu afirmo que aquilo que não é possível hoje, amanhã será perfeitamente possível; compreendei isto. O Mestre também manifesta Sua força para salvaguardar a beleza da vossa realização espiritual. A infelicidade das pessoas jaz na incompreensão das incarnações e na complexidade das condições da realização espiritual. A solidão é a melhor amiga da realização espiritual, mas, às vezes, testemunhas são necessárias, e as leis do karma neste caso são particularmente complexas.

121 – Eu afirmo que aquilo que não é possível hoje, amanhã será perfeitamente possível; compreendei isto. O Mestre também manifesta Sua força para salvaguardar a beleza da vossa realização espiritual. A infelicidade das pessoas jaz na incompreensão das incarnações e na complexidade das condições da realização espiritual. A solidão é a melhor amiga da realização espiritual, mas, às vezes, testemunhas são necessárias, e as leis do karma neste caso são particularmente complexas.
O Mestre pode indicar o canal principal da acção. O Mestre pode proteger até certo ponto, mas a dança das sombras continuará o seu círculo. É necessário afirmar o pensamento sobre como se aproximar dos demónios com conhecimento. Quando vedes um porteiro, não vos preocupais demasiadamente com sua psicologia. Também, quando encontrais um condenado, não discutis cosmogonia com ele. Na terra, temos que limpar os tesouros, e até no caminho os demónios não são raros. É possível, de Nossas vidas anteriores recordar uma série de encontros com imagens terríveis. Os elementos participam directamente da conquista terrestre. Eles são como guardas para ambos os lados. Quando o fogo combate a terra, pode-se notar certos fenómenos da natureza. É possível esperar manifestações de certa maneira prematuras. A terra é a protectora do pensamento caduco, mas o fogo é a revolta da evolução.
Que batalha sem precedentes dirigimos Nós em meio à cintilação dos elementos! A indestrutibilidade da substância primária dá constância à batalha, assim como o conhecimento da ininterrupção das existências dá asas à conquista. Dizei: “Irmãs e irmãos, é possível trabalhar de maneira ininterrupta; e as asas crescem durante o decorrer dos dias e das noites”. Para aqueles que têm pouca fé, dizei: “Aquecei-vos e tornai-vos dóceis na consciência do Mestre, mas não jogueis pedras no caminho”. Na batalha dos elementos, cada pensamento velho é como uma barreira para a luz. Dizei: “Não compliqueis o tecido!”

122 – A situação parece sem saída para aqueles que pretendem apoiar-se nas pessoas, em vez de apoiar-se no poder do pensamento. As amarguras resultantes da condição das pessoas fluem como as ondas de um rio. Mas as imagens da Verdade, que chamais de ideias, governam o karma do mundo. É surpreendente como as imagens da Verdade combatem no espaço. Enquanto grande número de pessoas se decompõe na fúria da ignorância e da traição, os pensamentos da Verdade constroem seus ninhos celestiais, os quais, para a evolução verdadeira, são muito mais urgentes que a admiração de povos inteiros.
Vós compreendeis a obra da realidade e a obra de Maya. A realidade é o pensamento do espaço, mas Maya é a atenção das pessoas. Tende em vista que cada um de Nós pode estar amargurado com a baixa condição dos encarnados. Mas isto não tem nada em comum com o plano geral da evolução, pois são os pensamentos que criam. O crescimento ou a decomposição de um corpo isolado e as imagens da Verdade criam a possibilidade de voo para novas esferas. Cada mestre da vida podia basear sua força somente nas imagens da Verdade, e criava o futuro pelo pensamento, mas não pela consciência da multidão.
Ainda que as cinzas das antigas fogueiras obscureçam a visão, os fogos das novas imagens brilham no Infinito. Quando estamos fora dos limites dos povos e dos países, não importa qual planeta é alimentado pelo pensamento espacial! É importante que ele seja permeado com a consciência do Bem Comum. Neste caso, a corrente dos povos não pode distrair o olho dirigido à evolução irrevogável.
A veneração pelo lugar onde viveu o Mestre não é uma veneração pelo solo, nem pelas convenções de um templo, mas um acender do fogo da justiça no espaço.
Nós frequentemente ficamos cansados das condições da humanidade, mas não lamentamos nenhum pensamento evolutivo. Estes pensamentos crescem como um jardim químico encantado e, de maneira mágica, os seus cooperadores são invisíveis. Sabei apenas como pensar sobre o Bem Comum e Nós estaremos sempre convosco.
Terminemos com uma lenda: “Observemos as estrelas. Disseram-nos que o vaso da Sabedoria foi esvaziado de Tushita, e as gotas da maravilhosa bebida tornaram a brilhar as pontas das flechas dos pensamentos, pois o pensamento crava-se na substância luminosa e cria os mundos”.
Oh pensamento criativo, não cesses de adornar o espaço com as flores da luz.

123 – Salomão disse: “Eu te porei na encruzilhada e te tornarei silencioso e imóvel, e os signos dos acontecimentos passarão diante de ti. Assim restringirás tua curiosidade humana, assim lançarás uma vista no curso predestinado da torrente, pois acima daquilo que é humano, voa o pensamento do mundo”.
Deste modo, observai o curso dos acontecimentos como se, do alto da torre, contássemos os rebanhos de ovelhas.

124 – Quando um discípulo perde o seu Mestre, ele deve devolver o anel que Dele recebeu. Não se deve considerar isto como algo excepcional. Por causa do karma de obsessão ou por fraqueza de espírito, facilmente se cria um obstáculo que separa o discípulo de seu Mestre. A auto-correcção do discípulo expulso pode levá-lo novamente ao ponto onde o caminho foi interrompido. O discípulo deve compreender a necessidade da pressa e voltar-se para o trabalho.
125 – Aberto, pronto a tirar os farrapos do velho mundo, aspirando à nova consciência, desejando o conhecimento, intrépido, veraz, dedicado, perspicaz na vigilância, trabalhador, conhecendo o ajustamento ao objectivo, sensível – assim aproxima-se o discípulo do Mestre. Ele achou a senda da confiança. Maya não mais o seduz. Mara não o amedronta. No seio da terra, foi encontrada a Pedra dos mundos distantes. A vida é adornada, afirmada é a habilidade, e as palavras supérfluas são eliminadas.
“Mestre, eu consegui suportar a flecha do calor forte e o terror do frio. Minhas forças terrestres me deixaram, mas meu ouvido está aberto. E o corpo de luz está pronto a vibrar ao Teu Chamado. E minhas mãos estão prontas a trazer as mais pesadas pedras para o templo. Três Nomes eu conheço. Conheço o Nome Daquela Que escondeu sua face. Minhas forças estão aumentando”.
Assim dirigiu-se o discípulo ao Mestre.

126 – Os infortúnios da humanidade resultam da inabilidade de distinguir entre o significado dos fios do bem e o dos fios do mal. O homem, antes de tudo, aplica os sinais para o seu futuro; ele, antes de tudo, pensa através de si, e delimita o mundo com o seu próprio eu. Será que é possível, com estas medidas, ter-se uma concepção certa? O principal e terrível resultado desta limitação é que muito do que é bom e útil é colocado no mesmo nível que o nocivo. São inúmeros os exemplos de quando uma indicação recebida para o futuro, é aplicada no momento imediato, e perde a sua útil predestinação. Às vezes o destino de povos inteiros pode ser abrangido por uma simples fórmula, mas o homem deseja engolir, de maneira pessoal, o sentido destinado a toda a colectividade, e a fórmula pronta será despedaçada como uma escultura sob mão bruta. Esta brutalidade da auto-limitação será o mais pernicioso contribuinte para a dissolução de preciosas possibilidades.
Os fios da luz dos mundos distantes são aplicados para remendos caseiros, enquanto as combinações das tarefas mundiais são formadas muito raramente. Por isso, com tremor reverente a abrangência, aproximai-vos das tarefas mundiais. Através das fendas dos cataclismos, senti o estremecimento da terra. Mas, pela mesma rocha, ascendei na esfera da compreensão mundial.
Ai daquele que espalhou as sementes do mundo em seu próprio jardim, mas alegria para aquele que deu cada semente da compreensão para o Bem Comum. Esta é a ordem para aqueles que se chegaram às tarefas mundiais.
   


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