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Da consciência e do caminho espiritual

de Pedro Teixeira da Mota

em 16 Out 2011

  Certamente que o estado da nossa aura e do nosso corpo espiritual melhora, clarifica-se, recebendo forças e correntes luminosas dos mundos e seres espirituais e da Divindade quando agimos correctamente ou fazemos tais práticas. E por consequência vamos abrindo-nos mais a Ele, seja enquanto Espírito Absoluto Original, seja enquanto Logos ou Inteligência-Amor coesivo omnipresente, seja enquanto Presença interna ou ainda como Espírito que está em nós, centelha, chispa, sol de amor, confiança, força, alegria...
É com este nível que devemos trabalhar e identificar-nos mais. E assim conseguirmos sentir ou mesmo afirmar convictamente: Eu sou um Espírito divino.


Quando tentamos aprofundar a consciência em si mesma apercebemo-nos que no nosso interior cognizável há vários tipos de consciência, que poderemos dizer sobreponíveis ou complementares:

Em 1º lugar podemos consciencializar-nos da nossa situação corporal, e temos a consciência postural, corporal, orgânica e vertebral: se está mais ou menos alinhada, direita, tensa ou descontraída, com problemas ou dores aqui ou acolá.

Em 2º lugar temos a consciência respiratória: ou seja, sobre a respiração pomos ou deixamos cair a nossa consciência ou consciencialização (num ver e sentir interior): observamos, concentramo-nos nela, e desfrutamos dos seus efeitos benéficos mais acentuadamente, que desembocam rapidamente numa energetização global.

Em 3º lugar passamos então para a consciencialização energética e vibratória: sentimos o nosso corpo a vibrar, sentimo-nos num corpo subtil vibratório e posicionar braços e dedos, esfregar as mãos, invocar ou transmitir com elas energias é natural e apropriado.

Em 4º lugar começamos a sentir ou a ver as imagens vivas que estão em nós e à nossa volta, mais ou menos ligados a pensamentos, emoções, desejos, caminhos, nossos e dos outros. São de certo modo os níveis subconscientes e inconscientes, os planos astrais e psíquicos, evanescentes, mutáveis, e nos quais não nos devemos deter demasiado, se não para conhecer as raízes e potências, desanuviar as ilusões e os receios e dissolver os bloqueios ou desequilíbrios, e assim podermos prosseguir, pondo mais a nossa intencionalidade e forças da alma no mundo espiritual e divino que nos espera ao fundo, ao alto, ao centro, na expansão da consciência…

Em 5º lugar começamos a ter mais presente ou a exercer a consciência da auto-consciência, ou seja, que estamos conscientes de nós próprios, num corpo físico, utilizando um cérebro e uma alma, com os seus órgãos de percepção que estão mais ou menos harmonizados, sobrepondo assim ao nosso eu relacional normal e do pensamento automático, a consciência sobre ele vinda do Eu superior e fazendo assim um alinhamento vertical axial...
E tal como sabemos que as redes neuronais se desenvolvem com o exercício mental a que as submetemos, assim também os órgãos de percepção e irradiação da nossa entidade espiritual, chamados chakras (§) em sânscrito, ou rodas de energia, se desenvolvem ou harmonizam pela prática meditativa, devocional e pela auto-consciência...
Quais as melhores vivências e práticas que desenvolvem estes nossos níveis e órgãos espirituais, tanto mais que os vamos utilizar ou depender deles com a saída do corpo físico na morte, é então uma questão muito importante e numa proporção grande as próprias religiões deviam assentar nisto cada vez mais claramente...

Em 6º lugar, como resultado da consciencialização interior e da abertura e alinhamento das nossas capacidades anímicas começamos a ter a consciência da presença do espírito e dos seus sinais ou atributos em nós, nomeadamente a luz, o silêncio, a paz, o amor. São níveis e realidades em geral só vivenciáveis pela ou durante a inspiração, o amor, a generosidade e compaixão, a concentração, a meditação, a oração, o canto, a contemplação...

Em 7º lugar podemos avançar para o mistério do divino e em especial de Deus em nós. Quando fechamos os olhos e meditamos ou oramos, por vezes conseguimos sentir a sua Graça, isto é, a sua presença no nosso peito, e eis o coração, um dos órgãos espirituais a trabalhar e a desabrochar com esta abertura, invocação, adoração, amor ou mesmo unificação e irradiação divina...
Donde vem a presença de Deus, ou de onde emanam os seus eflúvios? Do Cosmos infinito, do centro do Sol, do centro do Cosmos, do mais íntimo de nós?
Da sua omnipresença, e da sua intimidade mestres, místicos e poetas têm dado testemunho…

Como podemos aumentar a receptividade a Deus, para além de levarmos um modo de viva harmonioso, justo, puro, elevado?
  (... continua) 
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