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Apresentação do projecto de criação do Mosteiro Budista Theravada da Tradição da Floresta da Tailândia em Portugal.

pág. 1 de 1
Dhammapada - 2

de Acharya Buddharakkhita

em 13 Ago 2013

  O Dhammapada é o texto mais conhecido e o mais respeitado do Tipitaka Pāli, as Sagradas Escrituras do Budismo Theravada. A obra está incluída no Khuddaka Nikaya (“Colecção Menor”) do Sutta Pitaka, mas a popularidade que ganhou elevou-a para as fileiras de um clássico do mundo religioso, muito acima do simples lugar que ocupa nas escrituras. Composta em antigo idioma pāli, esta sucinta antologia de versos constitui um compêndio perfeito de ensinamentos do Buddha, compreendendo em sua dissertação todos os princípios essenciais elaborados ao longo dos quarenta e tantos volumes do Cânone Pāli. De acordo com a Tradição Budista Theravada, cada verso do Dhammapada foi originalmente proferido pelo Buddha como respostas a episódios específicos. Relatos destes, juntamente com a exegese dos versos são preservados no comentário clássico da obra, compilados pelo grande erudito Bhadantacariya Buddhaghosa no século V a.C., assente em textos que remontam a tempos muito antigos. O conteúdo dos versos, no entanto, transcende as circunstâncias limitadas e particulares da sua origem, alcançando através dos tempos, vários tipos de pessoas em diversas situações da vida.

Appamādavagga: A Diligência

21. A diligência é o caminho para a imortalidade(c). A negligência é o caminho para a morte. Os atentos não morrem. Os desatentos são como se já estivessem mortos.

22. O sábio, entendendo claramente a excelência da diligência, exulta e compraz-se na companhia dos Nobres(d).

23. Os sábios, sempre meditativos e firmemente perseverantes, experimentam sozinhos o Nibbāna, a incomparável liberdade da escravidão.

24. A glória cresce sempre naquele que é enérgico, consciente e puro em conduta, com discernimento e auto-domínio, justo e diligente.

25. Com esforço e diligência, disciplina e auto-domínio, deixai o sábio criar para si uma ilha que dilúvio nenhum possa invadir.

26. Os tolos e ignorantes entregam-se à negligência, mas o sábio mantém a diligência como seu melhor tesouro.

27. Não dês azo à negligência. Não te entregues aos prazeres sensuais. Só quem é diligente e medita é que alcança grande felicidade.

28. Tal como alguém que observa do topo de uma montanha os pequenos humanos em baixo, na terra, assim também sempre que o sábio troca a negligência por diligência e sobe a alta torre da sabedoria, este sábio, liberto da tristeza contempla a multidão tola e sofredora.

29. Atento entre os desatentos, bem desperto entre os sonolentos, o homem sábio, avança tal como um cavalo veloz ultrapassa os que são lentos.

30. Foi por diligência que Indra(e) se tornou o soberano dos deuses. A diligência sempre é elogiada, e a negligência sempre desprezada.

31. O monge que se compraz na diligência e olha com medo para a negligência, avança como o fogo, queimando todos os grilhões, pequenos e grandes.

32. O monge que se compraz na diligência e olha com medo para a negligência, não vai cair. Está próximo do Nibbāna.

Cittavagga: A Mente

33. Assim como um arqueiro endireita a haste da flecha, também o homem firme endireita a sua mente - volúvel e instável, tão difícil de domar.

34. Tal como um peixe que retirado da água, salta e estrebucha, também assim é esta mente agitada. Por isso mesmo se deve abandonar o reino de Mara.

35. Maravilhoso é na realidade, domar a mente, tão difícil de subjugar, sempre veloz e apossando-se de tudo o que deseja. Uma mente controlada traz a felicidade.

36. Deixai que o homem sensato vigie a sua mente, tão difícil de detectar e extremamente subtil, apossando-se de tudo o que deseja. Uma mente vigiada traz a felicidade.

37. Permanecendo na gruta (do coração), a mente, sem forma, deambula longe e sozinha. Aqueles que subjugam esta mente ficam libertos das cadeias de Mara.

38. A sabedoria nunca será perfeita na mente sem determinação, que não conhece o Bom Ensinamento e cuja fé oscila.

39. Não existe medo para aquele que despertou, cuja mente não está embriagada (pela luxúria) nem aflita (pelo ódio), e que superou tanto o mérito(f) como o demérito.

40. Percebendo que este corpo é tão frágil como um vaso de barro, e fortalecendo esta mente como uma cidade bem fortificada, combate Mara com a espada da sabedoria. Depois preservando a conquista, mantém-te em desapego.

41. Cautela! Em breve este corpo se deitará sobre a terra, ignorado e sem vida, como um tronco inútil.

42. Seja qual for o dano que possa causar entre dois inimigos, uma mente mal dirigida inflige a si mesma um dano ainda maior.

43. Nem mãe (§), nem pai, nem qualquer outro parente, ninguém pode fazer um bem maior do que cada um a si próprio, com a sua mente bem orientada.

Tradução de Dhammiko Bhikkhu
   


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