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Dhammapada - O Buddha

de Acharya Buddharakkhita

em 28 Dez 2014

  O ensinamento do Buddha pode apenas dar-nos uma compreensão inicial do Dhamma, mas não pode fazer com que o Dhamma fique nos nossos corações. E porque não? Porque ainda não praticámos, ainda não ensinámos a nós mesmos. O Dhamma emerge com a prática. Conhecem-no através da prática. Se duvidarem do Dhamma, duvidam da prática. Os ensinamentos dos mestres podem ser verdade, mas somente ouvir o Dhamma não é, por si só, suficiente para sermos capazes de o realizar. O ensinamento apenas indica qual o caminho. Para realizar o Dhamma temos de agarrar no ensinamento e trazê-lo para os nossos corações. A parte que é para o corpo, aplicamos ao corpo, a parte que é para a fala aplicamos à fala e a parte que é para a mente, aplicamos à mente. Isto significa que depois de ouvirmos o ensinamento devemos ensinar a nós mesmos a reconhecer o Dhamma como tal.

Buddhavagga: O Buddha (§)

179. Por que caminho poderás detectar aquele Buddha de alcance infinito que não deixa rasto, cuja vitória jamais pode ser desfeita, a quem nenhuma impureza vencida jamais pode perseguir?

180. Por que caminho poderás detectar aquele Buddha de alcance infinito que não deixa rasto, em quem jamais existe o desejo que perpetua o vir a ser?

181. Os sábios que se dedicam à meditação e que se deliciam na calma da renúncia – tais seres conscientes, Buddhas Supremos, até os deuses os estimam.

182. Difícil é nascer humano, dura é a vida dos mortais. Difícil é ganhar a oportunidade de ouvir a Verdade Sublime, e difícil é de se encontrar o despontar dos Buddhas.

183. Evitar todo o mal, cultivar o bem e purificar a mente - Este é o ensinamento dos Buddhas.

184. Permanecer paciente é a maior austeridade. “Nibbāna é supremo”, dizem os Buddhas. Não se é um verdadeiro monge quando se prejudica outra pessoa, nem um verdadeiro renunciante quando se oprime os outros.

185. Não desprezar, não prejudicar, conter-se de acordo com o código da disciplina monástica, moderar-se na comida, viver solitário, devotar-se à meditação - este é o ensinamento dos Buddhas.

186-187. Não há desejos sensuais satisfatórios, mesmo que chovam moedas de ouro. Porque os prazeres sensuais dão pouca satisfação e muita dor. Tendo entendido isso, o homem sábio nem mesmo nos prazeres celestiais encontra deleite. O discípulo do Buddha Supremo deleita-se na destruição do desejo.

188. Exclusivamente levados pelo medo, os homens procuram refúgio em muitos lugares - montes, florestas, árvores sagradas e santuários.

189. Esse de facto não é o refúgio seguro; não é o refúgio supremo. Não é recorrendo a tal refúgio que se livra de todo o sofrimento.

190-191. Aquele que se refugiou no Buddha, no Ensinamento e no Sangha(p), penetra com sabedoria transcendental as Quatro Nobres Verdades - o sofrimento, a causa do sofrimento, a cessação do sofrimento e o Nobre Caminho Óctuplo que conduz à cessação de sofrimento.

192. Isto é na realidade o refúgio seguro, este é o supremo
refúgio. Tendo ido para tal refúgio, é livre de todo o sofrimento.

193. Difícil de encontrar é o homem desperto (o Buddha), ele não nasce em qualquer lugar. No lugar onde nasce homem tão sábio, essa comunidade prospera feliz.

194. Bendito é o nascimento dos Buddhas; bendito é a enunciação da doutrina sagrada: bendita é a harmonia no Sangha, e bendita é a busca espiritual daquele que busca a verdade em harmonia.

195-196. Aquele que reverencia os dignos de reverência, os Buddhas e seus discípulos que transcenderam todos os obstáculos e passaram além do alcance da tristeza e lamentação – aquele que reverencia tais seres pacíficos e destemidos, o seu mérito não é mensurável.

Tradução de Bhikkhu Dhammiko
   


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