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Dhammapada 16 - O Elefante

de Acharya Buddharakkhita

em 22 Jun 2017

  O ensinamento do Buddha pode apenas dar-nos uma compreensão inicial do Dhamma, mas não pode fazer com que o Dhamma fique nos nossos corações. E porque não? Porque ainda não praticámos, ainda não ensinámos a nós mesmos. O Dhamma emerge com a prática. Conhecem-no através da prática. Se duvidarem do Dhamma, duvidam da prática. Os ensinamentos dos mestres podem ser verdade, mas somente ouvir o Dhamma não é, por si só, suficiente para sermos capazes de o realizar. O ensinamento apenas indica qual o caminho. Para realizar o Dhamma temos de agarrar no ensinamento e trazê-lo para os nossos corações. A parte que é para o corpo, aplicamos ao corpo, a parte que é para a fala aplicamos à fala e a parte que é para a mente, aplicamos à mente. Isto significa que depois de ouvirmos o ensinamento devemos ensinar a nós mesmos.

Nāgavagga: O Elefante

320. Tal como um elefante no campo de batalha resiste ao
tiro de flechas disparadas de arcos em volta, assim também devo
eu suportar o abuso. Há muitas pessoas a quem de facto, falta a
virtude.

321. Um elefante treinado é conduzido à multidão, e o rei
monta um elefante treinado. O melhor dos homens é aquele que
se dominou e que suporta o abuso pacificamente.

322. Excelentes são as mulas bem treinadas, os cavalos puro-
sangue Sindhu e os elefantes adultos fortes. Mas melhor ainda
é o homem que se disciplina a si próprio.

323. No entanto, não é usando as montadas que alguém chega
à Terra Inexplorada (Nibbāna), mas com auto-domínio, com
a mente bem disciplinada.

324. Com o cio o elefante adulto chamado dhanapālaka é
incontrolável. Mantido em cativeiro, o elefante não toca num
pedaço de comida, mas unicamente se lembra com saudade da
floresta.

325. Quando um homem é preguiçoso e glutão, dormindo
e rolando na cama como um porco doméstico, esse preguiçoso
está sujeito ao constante renascer.
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326. Anteriormente esta mente vagueou como quis, aonde
bem desejava e de acordo com o seu prazer, mas agora está aperfeiçoada
naturalmente com sabedoria, tal como o tratador de elefante
o controla com seu aguilhão na altura do cio.

327. Delicia-te na diligência! Guarda bem os teus pensamentos!
Sai para fora deste lodaçal do mal, tal como um elefante
sai da lama.

328. Se, como companhia encontras um amigo sábio e prudente,
levando uma vida boa, deves, superando todos os obstáculos,
manter essa companhia com alegria e consciência.

329. Se como companhia não encontras um amigo sábio e
prudente que leva uma vida boa, então, como um rei que deixa
para trás um reino conquistado, ou como um elefante solitário na
floresta, segue o teu caminho sozinho.

330. Melhor é viver sozinho; não há camaradagem com um
tolo. Vive sozinho e não faças mal algum; sê despreocupado
como um elefante na floresta.

331. Bons são aqueles amigos, quando precisamos de ajuda;
bom é estar contente com o que se tem; bom é ter mérito quando
a vida chega ao fim, e bom é abandonar todo o sofrimento (pelo
caminho do Arahant).

332. Neste mundo, bom é servir a mãe (§), bom é servir ao pai,
bom é servir os monges, e bom é servir os homens santos.

333. Bom é ter virtude até ao final da vida, bom é ter fé que se
mantém firme, bom é a aquisição de sabedoria, e bom é evitar o mal.

Tradução de Ajahn Dhammiko
   


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