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A finalidade de “Sugestões de Leitura” é colocar em destaque obras, cujo valor espiritual merecem um olhar atento, mais profundo, em consonância com a temática da secção em que se insere.

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Livro - Bhagavad-Gītā

de Rājarāma Quelecar

em 18 Mar 2021

  Bhagavad-Gītā, que, literalmente, significa «cântico divino» é um episódio do Mahābhārata - a grande epopeia indiana obra monumental de Vyāsa – publicado em separata, quinhentos anos antes da era cristã e traduzido em quase todas as línguas literárias da Índia, desde os Himālayas até ao cabo Camorim e em várias outras do mundo. É uma das obras primas da literatura mundial e a melhor joia da literatura indiana. A Gītā ensina-nos que a finalidade do homem é a sua espiritualidade, e que todo o homem deve trabalhar sem esmorecer para alcançá-la, utilizando para esse fim, todas as suas possibilidades, esclarecendo-nos mais as verdades superiores da filosofia e da religião, a conduta do homem na sociedade e a da sociedade humana no mundo cósmico. Quando deixarmos de nos limitar neste centro estreito que é o nosso corpo realizaremos então, Deus, em nós que é o nosso Eu. São estes e outros ensinamentos que tornam o poema maravilhoso. Kuru é o nome dum importante «clã» ariano. Os ārias depois de se estabelecerem na Índia trouxeram à cultura uma grande região da terra que, mais tarde, se chamou Kurukśetra (campo de Kuru) e fundaram o reino de Hastināpura (hoje Delhi). Sendo esse campo a primeira obra geo-económica dos ārias, os seus descendentes consideraram-no como sagrado e fizeram dele o lugar para todos os dias, celebrarem os seus sacrifícios religiosos e praticarem austeridades.

Apresentação de Maria Ferreira da Silva

Constituirá sempre uma honra para qualquer editora publicar o nobre ensinamento da Bhagavad-Gītā, um dos clássicos da literatura filosófica ou religiosa da India, um verdadeiro saber universal. Pela minha parte é gratificante participar nesta obra elaborando a sua edição a convite da editora, pois transporta-me de novo à excelência da literatura indiana. Desde que conheci esta versão do Cântico Divino, num livro de folhas amareladas pelo tempo, que a elegi, tal relíquia sagrada, como a melhor leitura da Bhagavad-Gītā. Na realidade esta obra-prima é por si só uma inspiração, com a qual nos congratulamos, agradecendo e prestando sincera homenagem ao autor desta tradução, Rajarama Quelecar. Agradeço também às Publicações Maitreya esta edição, e por ter aceitado esta minha preferência. Desta forma vemos a Colecção “Luz do Oriente” preenchida com um dos textos mais enriquecedores de uma cultura espiritual e atemporal.

A boa leitura deste livro, resulta do modo simples de apresentação dos sūtras(1), livre de explicações intermédias, evitando pausas mentais, que torna deste modo o texto “corrido” sem interrupções no fluxo de leitura, captando-se assim a influência catalisadora do momento, ou de maior absorção espiritual; naturalmente o propósito deste tipo de ensinamento.
O que se sabe sobre Rajarama Quelecar, a quem se deve esta obra da Bhagavad-Gītā é que era natural de Goa, e que fez parte de uma elite cultural, que se desenvolveu principalmente na literatura durante o século XX, traduzindo-a do sânscrito para português e sendo publicada em 1956. Que era médico e, portanto, estaria familiarizado com o conhecimento do sânscrito, já que a medicina convencional indiana assenta, naturalmente, no milenário saber do Ayurveda, o que exige o conhecimento desta língua védica. Não foi possível obter mais referências sobre Rajarama Quelecar e apenas temos conhecimento da publicação do livro numa editora no Brasil, em 2013, a qual fez diligências em Goa sobre o autor, infrutiferamente, tornando-se, assim, esta obra de domínio público.

Quanto à narrativa da Gītā, a introdução do autor, já é elucidativa sobre os motivos e anseios dos protagonistas principais e de onde provém este Cântico Divino; ele faz parte de uma das mais excelentes obras épicas, o Mahābhārata(2), a grande compilação, que inclui normas e leis(3) da Índia, assentes no Veda. A Bhagavad-Gītā, pode considerar-se a pedra preciosa de rara pureza, extraída desta magnífica obra, a qual se funda numa fascinante escatologia, num cadinho de poesia, religião e metafísica, que emociona pela narrativa das acções heroicas dos guerreiros, mas não só, pois ela catalisa e eleva espiritualmente. De facto, a riqueza deste ensinamento engloba também deveres éticos, familiares, sociais e universais e, especialmente, considerações sobre o Divino, primorosamente naturais, numa linguagem perene, fluida, simples e directa. No Mahābhārata encontra-se condensado, de certa forma, tudo o que respeita ao Hinduísmo, abrangendo religião e cultura de uma grande parte da História da Índia.

Quase como um dogma, diz a sabedoria indiana; «Se não está no Mahābhārata não está em nenhum lugar». Ouvi esta frase em diversas ocasiões pronunciada pela Dra. Margarida Corrêa de Lacerda, professora de sânscrito, e que acompanhou esta minha transcrição do texto para o computador; trabalho que realizei há já alguns anos, quando residia em Cascais. Preparei esta obra - a Bhagavad-Gītā, de Rajarama Quelecar - para inserir no Spiritus-Site(4) (forma digital) tendo, então, a Professora aconselhado sobre as palavras em sânscrito, contudo, a tradução do autor foi respeitada na íntegra, sem alterações.
  (... continua) 
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