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A finalidade de “Sugestões de Leitura” é colocar em destaque obras, cujo valor espiritual merecem um olhar atento, mais profundo, em consonância com a temática da secção em que se insere.

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A Meditação e os Benefícios na Saúde

de Maria

em 11 Fev 2011

  Todas as religiões reconhecem um valor supremo, a que chamam Deus. Para os cristãos, islâmicos e certas correntes hindus mais devocionais, a oração funciona como uma comunicação com Deus e é o meio pelo qual se pode obter a perfeição ou iluminação. Outras religiões, que não falam abertamente em Deus, a oração evolui para meditação, que pode ser definida como um estado intenso em atingir o mais alto da perfeição, a realização espiritual, a libertação ou iluminação, seja chamando-lhe, Nirvāṇa no caso do Budismo, seja Kaivalya no Jainismo, ou o Samādhi no Sāṃkhya - Yoga, contudo, será sempre para atingir algo que transcenda o humano.Vemos que todos os sistemas religiosos ou filosóficos do Oriente se servem da Meditação para alcançar a Transcendência. Desde tempos milenares, o Yoga, por exemplo, que tem como base a prática da Meditação foi considerado uma ciência, pois permite gradualmente, através do conhecimento e da prática (observar e conhecer), o despertar consciente para uma via segura de auto-conhecimento, auto-suficiência e transformação interior para a conquista da realização humana e espiritual.


É a forma que permite acompanhar conscientemente as transformações que se vão operando interiormente, e poder identificar e definir com clareza mental essas mutações.
De facto, não temos uma tradição de Meditação no Ocidente que se compare à tradição do Oriente. Meditar no Ocidente é reflectir sobre um problema e através da maturação do pensar chegar a conclusões (por vezes sem sucesso) ou recolher a mente ao silêncio, apenas à espera de uma ideia. Meditar na tradição Oriental é exactamente o contrário: retirar as ideias. Isto requer práticas e métodos com objectivos específicos pelos quais se vem a conhecer os próprios mecanismos da mente. Assim, para que se obtenha a paz mental, envolve primeiro, um dinamismo para o conhecimento que leva a essa paz. É um trabalho de vigilância, de alerta, que de forma natural se fortalece e educa a mente e se desenvolve a inteligência.

Assim, o que leva à serenidade da mente é o efeito, o resultado do trabalho consciente da prática. A Meditação desenvolve a percepção desses movimentos da mente, tornando-nos conhecedores da forma como a mente funciona, que o mesmo é dizer, conhecemos o que realmente somos, porque nós somos a mente. Portanto, se a prática da Meditação interfere na mente, automaticamente também interfere, e de imediato, no funcionamento do cérebro ajustando naturalmente os seus mecanismos – tornando a Meditação essencialmente numa prática de desenvolvimento inteligente sobre nós mesmos, sendo que é através deste conhecimento, que se obtém a auto-realização. A via da Meditação, não é portanto, uma fuga à vida, mas o viver de forma consciente, presente, perene, que capacita o praticante a enfrentar com maior domínio, os desafios inerentes à sua própria vida.

Ao contrário do que se divulga actualmente no Ocidente sobre a utilização da palavra Meditação para fins de relaxamento, deturpando e denegrindo todo o valor da essência da Meditação, ela é uma prática espiritual que implica a sublimação humana para alcançar a Transcendência ou o religar à Fonte, através de elevados estados de Consciência, conseguidos pela mente desperta e pelo conhecimento consciente. Na realidade, a expansão de Consciência só pode resultar de uma prática honesta e determinada de Meditação.

Um dos graves problemas dos meditadores é a impaciência quanto aos resultados da Meditação.
Não há Meditação (serenidade) instantânea. A Meditação requer um “esforço” contínuo, e é para a vida inteira. Não é uma senda de pesar, mas de alegria, e deve haver uma séria determinação, veemência e entusiasmo. O alento vai-se adquirindo com a prática, porque a Meditação é algo de muito vivo e pleno de energia, que interfere interiormente, sendo que é da própria prática da Meditação que vem a motivação, pois há uma inter-acção entre o Espírito e a prática. Passa-se de uma mente entorpecida, para uma mente activa, no sentido de a levar ao objectivo correcto ou motivação superior, que leva paradoxalmente a mente ao poder de concentração.

A prática (sādhana)(1) é um instrumento eficaz e preciso. Com a prática chega-se à experiência do silêncio profundo, sereno, e passo a passo leva à transformação total da mente. Desta forma, a mente recebe estímulos constantes, ora de esclarecimento e compreensão, ora de acalmia, que leva a encontrar nos resquícios do subconsciente, os obstáculos à evolução e à claridade. Porém, não se deve querer repetir as sensações e experiências, senão tornar-se-ia monótono. A Meditação é exactamente, algo dinâmico dentro de nós que nos oferece contínuos espaços mentais e vastos horizontes, e cada Meditação é única, pois o que vivenciamos ontem como experiência, representa apenas uma aprendizagem e que jamais será repetida.
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