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Os Estoicos e os Jainas

de Maria

em 06 Jul 2011

  A finalidade dos Estóicos, tal como os Jainas, consiste também, na indiferença perante a adversidade e no fluir com a própria natureza interior, nada se desejando. E perante aquilo que não se pode mudar, ficar firme e tranquilo interiormente, mesmo que seja perante a morte, pois ela é encarada como uma lei natural e, a sabedoria reside em saber aceitá-la ou enfrentá-la com serenidade.
Os Estóicos também exigiam pureza, desprezo pelos bens terrenos, meditação sobre a morte e, faziam uma exortação à humildade e às virtudes mais nobres.
Assim, para a morte, os Estóicos e os Jainas caminham de mãos dadas pela via do jejum. Cleanto (um estóico) foi disso um exemplo, tal como o fazem muitos jainas, que quando sentem chegada a hora de deixar o seu revestimento físico, entram na morte pelo jejum e, enfrentam-na com consciência.


Estoico de RafaelOs Estóicos, cuja escola filosófica tinha por nome o Guardião do Pórtico foi fundada na Grécia em 300 a.C., por Zen (§)ão de Cítio e manteve-se activa com vários filósofos, verdadeiros sábios, que foram, não só aprofundando a doutrina, como a reformaram ao longo dos séculos. Mantinham uma severa disciplina para o desapego e indiferença aos bens inerentes à vida.
Para os Estóicos “a virtude é o único bem”. A dialéctica e a física são meramente curiosidades. Para quê preocuparmo-nos em realizar a justiça no mundo, se ela existe na natureza para quem a sabe descobrir? A felicidade existe na ausência de paixões, pois elas constituem a verdadeira servidão. Contudo, podem ser dominadas, já que procedem e dependem de nós. A doença, o sofrimento e a morte são consequências que já não dominamos, mas através duma compreensão elevada tornamo-nos indiferentes. Apenas a rectidão da vontade merece a nossa atenção, pois é o que combate o mal, e o maior mal é o vício. Esta era a base essencial da prática estóica.

O que é a filosofia para os Estóicos? É a ciência das coisas divinas e humanas.
A Filosofia não era unicamente um prazer de argumentar, nem era uma teoria dissociada da prática, mas era sim uma ciência por si mesma, baseada no conhecimento de acções virtuosas, no desenvolver a virtude pelo exercício e pelo esforço.
A doutrina Estóica assenta na aceitação dos acontecimentos independentes da vontade do homem, sem sofrimento, ou seja suportados pelo desapego. É também uma doutrina naturalista pois exige, que se viva segundo a natureza para chegar-se àquela “ataraxia” (serenidade), sem a qual não será possível obter a sabedoria.
Marco Aurélio, imperador romano marcado profundamente pela filosofia Estóica, diz-nos:

«Não há senão uma arte conveniente, uma arte suprema, é a virtude. E a filosofia é este saber, graças ao qual daremos unidade às nossas ideias e aos nossos actos, vivendo de acordo com a vontade de Deus, de acordo com a razão».
Para os Estóicos, Natureza, Deus e Fogo são termos sinónimos; divinizar a natureza, ou antes naturalizar Deus, significa facilitar ao homem o contacto directo com Ele e perante a realidade que o rodeia, ser capaz de dar à vida uma elevada expressão. Viver conforme a natureza é o ideal do autêntico sábio. A felicidade baseia-se na libertação das paixões, no sossego da alma, na indiferença. Na vida tudo está pré-determinado pelo destino. A quem assim o aceita, o destino conduzi-lo-á à sua frente, aos que resistem, o destino arrasta-os à força. Os Estóicos eram materialistas no que se refere à concepção da natureza. No mundo há apenas corpos de diferentes densidades. Porém, é necessário distinguir o verdadeiro e a verdade. Na verdade, apenas existem corpos. O verdadeiro, por seu lado, é incorpóreo e não existe. O verdadeiro é apenas enunciação. Os sentidos percebem a realidade como algo singular. A ciência tende a conhecer o geral, mas no mundo, o geral como tal não existe.

Os Estóicos admitiam quatro categorias.
I – Substrato (o que existe)
II – Qualidade.
III – Estado (por exemplo, encontrar-se).
IV – Estado relativo (encontrar-se à direita de alguma coisa).

O mundo engloba o céu, a terra e todos os seres vivos, homens e deuses e, sendo o mundo um ser vivo, com razão e inteligência, não só é divino, como é o próprio Deus.
Esta integração, a de Deus e do mundo é um dos pontos importantes da doutrina. Deus é Tudo, porque é o Todo. Os Estóicos falam naturalmente dos deuses e ao mesmo tempo de Deus, o que poderia considerar-se como monismo e pluralismo simultaneamente. Assim, Deus é comparado ao Éter que circula através do Universo e portanto tem muitos nomes. Deus é um sopro, uma força subtil, que se expande através da totalidade do mundo. Deus é a Razão e o Fogo, o autor do Universo, o Senhor do destino, Ele é a necessidade suprema.
Deus é um corpo, o mais puro dos corpos: o Universo Inteiro.
«Deus é um corpo, o mais puro dos corpos».
  (... continua) 


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