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Sistemas, tem a finalidade de contribuir para a divulgação das linhas de pensamento dentro das várias Religiões e Filosofias de todo o mundo, na compreensão de que todas partilham afinal uma linguagem comum.

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Filosofia Científica

de Samir Bhattacharya

em 16 Mai 2014

  Permitam-me começar com uma questão: o que significa religião da ciência? E como é que esta religião da ciência, existindo desde um período recuado (300-200 anos A.C.) até hoje, tem progredido de uma tal forma que actualmente parece estar parcialmente em consonância com a religião? É sobre isso que eu passo a desenvolver. Um aspecto interessante deste conceito é que a ciência tem progredido com o contributo de algumas pessoas excepcionais, com as suas vidas e com as perspectivas da sua missão. Tudo isto tornou a ciência no que ela hoje é. O objectivo primordial da ciência é buscar a verdade e alcançá-la. Quer a filosofia, quer a religião, ambas pretendem alcançar a verdade. Se me perguntarem qual a diferença entre as verdades investigadas pela ciência, por um lado, e da religião e filosofia por outro, devo dizer que a ciência não é incompatível com aquelas no que respeita aos seus aspectos superiores. Refiro-me à ciência basicamente enquanto busca da verdade fundamentada em evidências ou provas

Uma importante dimensão da religião

(Tradução de Helena Gallis)

Assim, provar a verdade é um aspecto que tem uma dimensão especial na ciência. De facto, a ciência parece estar restringida a certas metodologias e técnicas, a uma certa forma de pensar. Sem dúvida que é um domínio interessante onde existe a tendência para se questionar. Como resultado, a mente torna-se analítica. A mente pensa – qual a pergunta, qual a resposta? Esta forma de lidar na ciência é um tanto ou quanto diferente porque, por vezes, os cientistas têm uma missão específica. A par disto, os cientistas excepcionais pretendem desenvolver uma espécie de filosofia, porque quando já alcançaram um determinado patamar da verdade, também já entendem um pouco de filosofia. O que eu pretendo sublinhar é: primeiro, os grandes cientistas que já contribuíram, e que continuam a contribuir actualmente, de uma forma extraordinária para o desenvolvimento da ciência, são, de alguma forma, indivíduos isolados. Desligam-se do trabalho mundano, o que em si é um dos aspectos da filosofia. O segundo ponto importante, na compreensão da filosofia da ciência e da exegese moderna da religião, é a unidade. Esta “unidade” foi bem sublinhada na filosofia Vedānta, razão pela qual o Swami Vivekananda foi um grande admirador do Vedānta.

Há uma pessoa, cuja vida é, em si, uma surpresa no campo da ciência. O seu nome é Philip Showalter Hench (1896-1965). Hench tornou-se um filósofo na última parte da sua vida. Começou a sua carreira doutorado em medicina em 1920 pela Universidade de Filadélfia. Escolheu como tema de estudo um assunto muito interessante – as doenças reumáticas, em particular a artrite reumatóide. E porquê? Explicou mais tarde que tinha escolhido aquela área por ser a mais obscura na ciência da saúde. Trabalhou continuamente durante onze anos, mas não encontrou resposta. Em 1942, durante a Segunda Grande Guerra, foi requisitado para trabalhar nas Forças Armadas. Foi enviado para os campos de batalha para tratar dos soldados feridos durante quatro anos. Aí presenciou as brutalidades da guerra, e não era possível pensar nessa altura. Mas o Dr Hench, em si, já era uma pessoa diferente. Assim, continuou a pensar no problema do reumatismo. Depois de regressar da frente de guerra em 1947, integrou a Clínica Mayo e concluiu a sua pesquisa em artrite. Passados três anos descobriu o único remédio alopático para a artrite, a cortisona. Esta descoberta tornou-o famoso e partilhou o Prémio Nobel de Medicina com Kendall e Reichstein em 1950. Um dos amigos perguntou-lhe como tinha alcançado este feito, tendo-se afastado do laboratório durante o período da guerra, ao que Hench replicou, que tinha sido muito significativo, pois embora estivesse no campo de batalha, a sua mente estava completamente desligada do teatro da guerra e permaneceu focada no problema por resolver do reumatismo. Porém, durante o período da guerra, de tempos a tempos, surgiam flashes momentâneos, acrescentou Hench.

Estas expressões são algo, creio, com que outros grandes cientistas também concordarão- que, em determinadas alturas, a mente recebe certos flashes. Contudo, só algumas mentes prontas e bem preparadas poderão beneficiar de tais flashes, como Luis Pasteur costumava dizer, e que é bem verdade. Foi esta espécie de intuição que Hench obteve no campo de batalha, e que depois usou no laboratório. A esta espécie de intuição eu chamo “religião da ciência”. Este é um dos exemplos que pretendo citar no contexto da palestra que pretendo dar.
Sri Ramakrishna costumava dizer que se devia viver neste mundo como enfermeira, ou como ama. Deu especialmente, como exemplo, a ama que trabalhava para um patrão rico que tinha um filho chamado Hari. Todo o dia tomava conta de Hari, respondendo às suas necessidades e demonstrando afecto maternal, chamando-o de “O meu Hari, meu filho”, etc.
  (... continua) 
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