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Textos Sagrados são os registos que evocam o divino. Neste espaço eles irão testemunhar a reverência espiritual da humanidade, porque asseguraram e continuarão a assegurar, a herança que dirige o rumo da contínua evolução dos seres. A Sabedoria perene e a força espiritual irradiam através dos tempos, sob a égide de Escrituras Sagradas.


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Yoga Vāsiṣṭha 7ª palestra

de Alejandro Corniero

em 10 Jan 2013

  Quem deprecia as fátuas distracções e as medíocres actividades dos homens, quem se entrega a actos meritórios em vez de insistir nos defeitos e imperfeições alheios, quem compromete sua alma em actividades úteis sem causar prejuízo a ninguém e se mostra indiferente ante todo o prazer e gozo corporal, quem mantém conversas amistosas e compassivas e pronuncia palavras oportunas no local certo, de uma pessoa assim, diz-se que alcançou o primeiro estádio de Yoga. Para essa pessoa, é um dever procurar a sociedade dos bons e moldar-lhe pensamentos, palavras e actos. Rodeia-se de livros de filosofia divina e estuda-os com diligência; medita no seu conteúdo e retém as doutrinas que têm o poder de salvá-lo do mundo depravado. Chega, então, ao segundo estádio de Yoga, chamado estádio de busca.


Disse o príncipe Rāma:
«Diz-me agora, Senhor, como é que um ignorante ou um preguiçoso, um fraco que nunca tenha frequentado yogīs, nem tenha recebido nenhuma instrução espiritual pode alcançar a libertação?»
Vasiṣṭha respondeu:
«O ignorante, Rāma, que nunca alcançou nenhum dos graus de Yoga (§) é arrastado pela corrente da reencarnação ao longo de centenas de nascimentos, até que num nascimento, ou outro, tem a ocasião de adquirir a luz espiritual. Pode ocorrer também que, com o acordo de santos, chegue a sentir-se insatisfeito no mundo, e que isso o conduza a um grau de Yoga.

O desejo é a nossa principal escravidão, e a sua ausência, a nossa total libertação. Quem possuir um tenaz sentido de egoísmo, jamais se libertará dos sofrimentos da vida; é a negação desse sentimento o que proporciona a libertação.
Os que estão apegados aos prazeres pensam que a beatitude do nirvāna 1, não é nada; preferem o mundano à felicidade definitiva que outros realizaram, e quem se comporta assim é considerado pessoa activa e energética. Semelhante pessoa parece-se com uma tartaruga, que, recolhendo a cabeça para dentro da sua carapaça, a expõe, às vezes, para beber a água do mar em que habita; permanece na mesma condição até conseguir, após muitos nascimentos, uma vida melhor, orientada para a salvação.

Mas quem reflecte sobre o nada do mundo e sobre a miserável posição que nele ocupa, não permite que a corrente das actividades, que, dia após dia exerceu, o arraste agora.
Quando alguém começa a pensar como se poderia subtrair às paixões e atravessar o tumultuoso oceano do mundo, é como se recuperasse os sentidos.

Quem deprecia as fátuas distracções e as medíocres actividades dos homens, quem se entrega a actos meritórios em vez de insistir nos defeitos e imperfeições alheios, quem compromete sua alma em actividades úteis sem causar prejuízo a ninguém e se mostra indiferente ante todo o prazer e gozo corporal, quem mantém conversas amistosas e compassivas e pronuncia palavras oportunas no local certo, de uma pessoa assim, diz-se que alcançou o primeiro estádio de Yoga. Para essa pessoa, é um dever procurar a sociedade dos bons e moldar-lhe pensamentos, palavras e actos.

Rodeia-se de livros de filosofia divina e estuda-os com diligência; medita no seu conteúdo e retém as doutrinas que têm o poder de salvá-lo do mundo depravado.
Chega, então, ao segundo estádio de Yoga, chamado estádio de busca.
Escuta dos lábios dos pandits 2 tradicionais a explicação dos Śrutis e dos Smṛtis 2, as regras da boa conduta e os métodos de meditação e de prática de Yoga.

Despoja-se do seu porte exterior de orgulho e vaidade, assim como da inveja e da cupidez, como se despoja a serpente da sua velha pele. Tendo purificado, assim, a sua alma, dedica-se com devoção ao serviço dos instrutores espirituais e dos santos que lhe revelam os mistérios da filosofia do Yoga. Acede, então, ao terceiro estádio.
Aprende a estabelecer sua alma na perseverança, conforme com os ensinamentos do Yoga, e consagra o seu tempo a conversas sobre temas espirituais e boas acções para com os demais.

O homem de sabedoria que chegou a este terceiro estádio, permanece num estado de consciência independente, tanto de objectividade, como de subjectividade. Libertou-se 3 do sentimento de ser, quer como sujeito quer como objecto de seus actos.
Sabe que toda a união termina em desunião, e toda a ganância terrena, em perda; graças a essa convicção de não ser “eu”, senão Deus, quem faz todo o mundo. Tendo renunciado ao sentido de individualidade 4, alguém assim já não está apegado a nada do mundo.

O contentamento é um agradável perfume na alma e os actos virtuosos são tão belos como pétalas de rosa.
  (... continua) 
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