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O Natal e a Árvore da Vida

de Manuel Cavaco Nunes

em 19 Dez 2015

  O Paraíso da tradição judaico-cristã é um bosque. Ali, segundo Gênesis, II, “Deus fez crescer do solo toda espécie de árvores formosas e boas de comer”. Porém, há duas árvores que se destacam nesse local sagrado. Uma delas é a árvore da sabedoria, que dá o conhecimento do bem e do mal. A outra é a árvore da vida, que simboliza a imortalidade. Mas, além das suas funções vitais e práticas, a árvore tem uma forte natureza mágica. Ela é universalmente considerada um símbolo do relacionamento entre céu e terra. Com sua estrutura vertical – o tronco – a árvore estabelece um eixo simbólico de ligação entre o mundo físico e o mundo divino. Por outro lado, seus galhos, ramos, folhas e frutos reúnem toda uma comunidade de aves, insectos, répteis e pequenos mamíferos, o que é um símbolo da infinita diversidade da vida. Aquele que medita pode aprender com as árvores uma sábia e serena imobilidade. Na antiga Índia, conta a lenda que Gautama Buda alcançou a iluminação ao pé de uma grande árvore chamada Bodhi, símbolo da sabedoria universal. Sentou-se ali em um entardecer, foi saudado amorosamente pelos seres da floresta, e travou sua batalha final. No momento da aurora, venceu definitivamente a ilusão e a ignorância.

ANUNCIAÇÃO - PINTURA DE SANDRO BOTTICELLI (§)
"Para o Ocultista oriental, A Árvore do Conhecimento, no Paraíso do coração do homem, torna-se a Árvore da Vida Eterna e nada tem a ver com os sentidos animais do homem. É um mistério absoluto que se revela somente através do esforços do Manas aprisionado, o Ego, para libertar-se da escravidão da perceção sensória, e ver à luz da única e eterna Realidade presente". D.S.

SOLSTÍCIO DE INVERNO
"O tempo, como o espaço, tem quatro pontos cardeais, que são os dois equinócios e solstícios dois do ano. O solstício de inverno ocorre no dia 21 de Dezembro e é presidida pelo Arcanjo Gabriel. E em 25 de Dezembro, a festa de Natal comemora um nascimento, em outras palavras, uma concretização, uma descida na matéria. O Arcanjo Gabriel dirige forças cuja tarefa específica é a condensação da matéria. É por isso que, na árvore Sefirótica, Gabriel é o Arcanjo de Yesod, a região da Lua. Ao contrário do Sol, que dilata, dispersa e distribui, a Lua comprime, contratai e condensa. Se não foram verificadas outras influências, seria petrificar toda a vida em plantas, animais e seres humanos. Iniciados, que são instruídos nesta ciência, tentam usar o período do solstício de inverno para realizar as suas ideias e planos concretos, pois este é o momento em que um nascimento acontece na terra. As outras festas cardeais correspondem a outros processos. Páscoa, a ressurreição, o dia de São João, com os gravetos de fogo; São Miguel, a um despojamento. A festa de Natal está ligada a uma encarnação, e é por isso que o nascimento de Cristo, na pessoa de Jesus, tem tradicionalmente ocorrido no inverno Omraam Mikhaël Aïvanhov

A MAGIA DAS ÁRVORES
O Paraíso da tradição judaico-cristã é um bosque. Ali, segundo Gênesis, II, “Deus fez crescer do solo toda espécie de árvores formosas e boas de comer”. Porém, há duas árvores que se destacam nesse local sagrado. Uma delas é a árvore da sabedoria, que dá o conhecimento do bem e do mal. A outra é a árvore da vida, que simboliza a imortalidade. Mas, além das suas funções vitais e práticas, a árvore tem uma forte natureza mágica. Ela é universalmente considerada um símbolo do relacionamento entre céu e terra. Com sua estrutura vertical – o tronco – a árvore estabelece um eixo simbólico de ligação entre o mundo físico e o mundo divino. Por outro lado, seus galhos, ramos, folhas e frutos reúnem toda uma comunidade de aves, insetos, répteis e pequenos mamíferos, o que é um símbolo da infinita diversidade da vida. Aquele que medita pode aprender com as árvores uma sábia e serena imobilidade. Na antiga Índia, conta a lenda que Gautama Buda alcançou a iluminação ao pé de uma grande árvore chamada Bodhi, símbolo da sabedoria universal. Sentou-se ali em um entardecer, foi saudado amorosamente pelos seres da floresta, e travou sua batalha final. No momento da aurora, venceu definitivamente a ilusão e a ignorância.
No Bhagavad Gita hindu (Cap. XV), o Universo é uma árvore invertida que tem suas raízes no céu e suas folhas e frutos na Terra. Seu nome é Asvartha, e sua imagem simboliza a manifestação concreta da vida cósmica.

Do ponto de vista microcósmico, essa árvore mitológica representa cada alma humana, cujas origens e raízes estão na eternidade, mas cujas folhas e frutos são as atividades práticas do mundo concreto..Cada ser humano, como cada árvore, é uma miniatura e um resumo do universo.
Mas, macrocosmicamente, esta árvore simboliza o universo material como um todo, que surge periodicamente do mistério e do mundo oculto para florescer em uma vida física e espiritual infinitamente variada. Cada ser humano, como cada árvore, é uma miniatura e um resumo do universo. Esse é um dos motivos pelos quais temos tanto a ganhar convivendo com as árvores.
O humilde e silencioso crescimento de cada árvore é um símbolo cósmico da transformação do que é pequeno no que é grande, do que é potencial no que é real.
  (... continua) 
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