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A Sabedoria de Deus - 2

de Swāmi Prabhavānanda

em 10 Abr 2017

  A seguir aos Upanishads e ao Bhagavadgīta, o Śrimad Bhāgavatam é a Escritura indiana com mais autoridade. Através de histórias da vida de Avatāras, sábios, devotos e reis, populariza as verdades contidas nos Vedas. Neste momento, mais de duzentos milhões de hindus encontram nela, suas mais queridas expressões de fé religiosa e exemplos mais queridos. Estudá-la é a melhor de todas as formas para se familiarizar com a religião viva da Índia. Sua excelência peculiar está em que reconcilia o coração com a cabeça, a devoção com a aprendizagem. "É cozinhado na manteiga do Conhecimento", diz Śrī Ramakriṣṇa, um dos últimos profetas indianos, "e mergulhado no mel do Amor". Somente as partes mais genericamente interessantes do Śrimad Bhāgavatam - que correspondem a algo menos de metade do todo - estão incluídas na presente versão. Desta versão, por sua vez, cerca de metade é resumo e paráfrase, mais do que tradução; o restante, contudo, consistindo de ensinamentos de Śri Kriṣṇa a seu discípulo Uddhava (Livro XI), foi traduzido sem omissões e quase literalmente. Em todo o trabalho, teve-se como objectivo principal, interpretar em inglês o espírito íntimo do texto Sânscrito.Tanto quanto sei, até ao momento, o Bhāgavatam não foi ainda disponibilizado para o público de língua inglesa. Na revisão da minha tradução para a imprensa, tenho o prazer de mencionar que tive a assistência de meus amigos Jane Manchester e Frederick Manchester.

Śrimad Bhāgavatam

Livro Primeiro - O ARGUMENTO

Uma COMPANHIA de sábios perguntou a um Sūta bem conhecido, para lhes ensinar verdades espirituais e para lhes contar acerca da encarnação divina de Śri Kriṣṇa. Depois de falar por um tempo de sua própria sabedoria, o Sūta fala sobre o Bhāgavatam - de como Vyāsa acabou por compor este livro sagrado, de como ele o ensinou a seu filho Śuka, e de como Śuka por sua vez, quando o rei Parīkṣit estava prestes a morrer, o relatou ao santo monarca. O Sūta estava presente quando Śuka apareceu diante do Rei Parīkṣit, e assim é capaz de narrar tudo o que aconteceu naquela ocasião abençoada. Isto, começa ele aqui a fazer, descrevendo a reverência com que Śuka foi recebido e o pedido que o rei lhe fez.

CAPÍTULO I

SŪTA VEM À FLORESTA DE NAIMIṢA
Em tempos muito antigos viviam vários grandes sábios na floresta de Naimiṣa. Um dia, enquanto estavam juntos sentados, depois de suas abluções matinais, orações e meditações, chegou até eles um Sūta bem conhecido, Ugraśravas de nome. Os sábios ficaram muito satisfeitos em vê-lo. Receberam-no com o devido respeito e reverentemente dirigiram-se a ele assim:
"Ó imaculado, vós sois na realidade uma alma livre. Vós conheceis o espírito de todas as Escrituras pela Graça de vosso Guru; por isso, que seja de vosso agrado revelar-nos os ensinamentos que seriam um benefício para toda a humanidade. Dizei-nos também, vos rogamos, o que sabeis da vida sagrada da encarnação divina de Śri Kriṣṇa. Sabemos que o Senhor do universo, por seu prazer e recreação, e pela salvação da humanidade, assume diferentes formas em diferentes eras. Os homens tornam-se santos ao cantarem os louvores do Senhor e contando suas divinas acções e passatempos.

"Mesmo só ao pronunciar seu nome sagrado, alcança-se a liberdade do lamaçal profundo da ignorância e se torna destemido. A tal pessoa o medo não ousa aproximar-se.
"Ao se entregarem aos Pés do Senhor, os Munis possuídos de auto-domínio, tornam-se tão perfeitos que até aqueles que simplesmente se associam com eles crescem puros e santos.
"O sagrado rio Ganges santifica a todos, porque ele brota dos Pés do Senhor.
"De facto, é purificador ouvir simplesmente os relatos de sua obra divina e acção. Tudo isso nós sabemos: mas gostaríamos de ouvir mais".

Assentindo a seu pedido, o santo e eminente Sūta respondeu:
"Ó reverenciados sábios, não existe nada maior ou mais purificante do que conversar sobre Deus e sua recreação divina. A religião mais elevada do homem é o amor altruísta de Deus. Se alguém tiver este amor, atinge a verdadeira sabedoria divina. Infrutífero é aquele conhecimento que não é amor. Infrutífera é a própria religião, se não tem amor. Na verdade, toda a luta pela vida espiritual é vã, se no coração não houver amor.
"A religião não tem por finalidade assegurar um lugar no Céu. É uma investigação da Verdade, e seu ideal é o conhecimento e a realização da Verdade.
"Os conhecedores da Verdade chamam a Verdade de conhecimento infinito e eterno. Os seguidores dos Vedas chamam-na de Brahman, os adoradores de Hiranyagarbha chamam-na de Espírito Universal, e os devotos chamam-na de Deus.
"Os Munis possuídos de auto-domínio, com fé e reverência nos seus corações, tendo realizado o verdadeiro amor, encontram aquela Essência universal dentro de si mesmos. E acontece, Ó grandes sábios, que seja qual for a religião ou caminho seguido, abençoado é aquele que agrada o Senhor interior, e que tem amor por ele.

"Deus é o refúgio e a força de todos. Devia-se portanto, ouvir sobre Ele, cantar Seus louvores, adorá-Lo, e meditar sobre Ele. Para os sábios, a meditação é como uma espada para cortar os nós de todo o Karma maléfico.
"Um homem de boas acções, que vive em associação com homens santos, gradualmente adquire fé na religião.
  (... continua) 
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