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Heranças kármicas

de Maria

em 24 Mar 2021

   Se há parâmetros que podem referenciar a vida dos seres humanos no reconhecimento de si mesmo, sem dúvida que é a História. A História da humanidade é o passado (cujo começo é desconhecido) até ao presente. Portanto a memória do antes e do agora, marca a evolução do homem em meio às civilizações com os elos da continuidade, que serve para nos situarmos e reconhecer os nossos antecedentes. Se a presença dos pais de qualquer pessoa, garante a sobrevivência, a segurança e a protecção para o reconhecimento de quem somos, a História contada através dos séculos situa-nos no passado da família humana, para compreendermos o agora.

Admitindo a lei da reincarnação da filosofia indiana, na qual acredito, leva-nos ao aperfeiçoamento, através de uma lei evolutiva de vidas sucessivas, pelo qual, o karma se aplica a cada um e é, o que individualmente nos responsabiliza nessa contagem da história das civilizações. Todos na humanidade fazem parte dessa memória do tempo a que chamamos História e que ajudamos a construir. O bem ou o mal dessa construção, depende da mentalidade da época, onde se situaram esses acontecimentos, principalmente, se pela luta de territórios ou de ideias, onde os vencidos se envergonham de registar os seus “feitos” e os vencedores exageram nas suas façanhas.

Querer julgar hoje, o que se fez no passado é bizarro, porque pode estar a condenar-se a si próprio. Invocando, então, a lei da reincarnação, muitos dos que querem apagar, o que conceituam de más memórias do passado - já não se lembram do que fizeram – é porque, para que essa memória venha à superfície mental e não cause estragos psíquicos é necessária certa evolução espiritual e conhecimento da lei do karma, onde a reincarnação é um factor dominante. Mesmo que afluam essas recordações, se não há conhecimento sobre outras vidas, elas são relegadas como imaginação. De certo modo, analisando os factos do passado sob perspectivas diferentes do comum e invocando a lei do karma sobre as acções de homens destemidos que na História ficaram designados de “descobridores”, e que, ao valerem-se do direito de posse e autoridade cometeram violências ou suprimiram liberdades, temos que possam ser, por ironia do destino, os mesmos*, que hoje condenam a História derrubando estátuas e monumentos, ou seja, julgam-se a si mesmos. É o paradoxo da lei do karma! Alguém poderá hoje estar a derrubar a sua própria estátua…dos feitos gloriosos do passado.

Algures, em tempos idos, qualquer um pode ter contribuído para pôr ou depor impérios, impulsionando o progresso evolutivo de algum país ou continente para desgraça ou glória desses mesmos povos.

A ligação entre os povos faz-se naturalmente pelos laços kármicos sendo importantes os elos e sem desprestígio de ninguém, pois a forma como a evolução tem de progredir para que se cumpram os karmas ultrapassa a mesquinha ignorância do homem, que emite conceitos limitadores sob os seus próprios valores morais, desconhecendo as razões principais das suas acções e das dos outros. Isto para referir que nada é por acaso, e que já havia ligações kármicas anteriores entre os portugueses e outros povos. Infelizmente, o homem comum não compreende nem alcança o verdadeiro motivo dos acontecimentos.

Por outro lado, chamar o povo português de racista é não conhecer a História e falar leviana e ignorantemente. Na época em que foi por esse mundo fora, foi o povo europeu que mais se cruzou com outros, sem questões de raça, religião ou grau social, contribuindo exponencialmente para a miscigenação de hoje, não só de Portugal, como do mundo. Paradoxalmente, os que têm ou desenvolvem este preconceito de que todo o branco é racista, são por vezes aqueles que constituem estes novos elos da cadeia humana. Pura ignorância!

As civilizações encadeiam-se e há grupos de seres humanos, de qualquer raça, que por razões de destemor, fé religiosa, ou pelas forças das circunstâncias puseram-se à frente da evolução mental e espiritual da humanidade, levando por “arrasto” os que se acomodavam, ajudando outros a enfrentar a vida com vontade e inteligência. Por vezes a indolência precisa de um abanão e nem sempre as palavras meigas furam a barreira da preguiça mental ou física e, tal como no passado, assim é hoje. Contudo, na medida em hoje há maior interacção de povos, a influência de uns nos outros é imperceptível, mas é assim que a civilização evolui.

Infelizmente há graves lacunas na cultura em geral, nas novas gerações e falta de responsabilidade na liberdade que têm para expressar opiniões, muitas vezes sem sentido, apenas para chocar os outros e obter mediatismo.
   (... continua)  
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