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Aqui também, a criatividade na Arte do Pensamento presta homenagem ao Ser, e para além de autores já consagrados, damos espaço aos jovens valores que connosco queiram colaborar em vários temas.

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Diálogo por Alojamento

de Spiritus Site

em 17 Jul 2006

  É bem conhecida a literatura do budismo Zen com relatos e histórias de mestres e discípulos; umas caricatas, outras muito graves e desconcertantes, consistindo sempre em ensinamentos profundos, que são utilizadas como ferramenta para exemplificar o espírito da iluminação. Esta história, repleta de candura traduz o simbolismo do pensamento budistas impregnado na mente de um inocente peregrino.

Conto Zen (§)

Certas tradições da doutrina Zen são rigorosas quanto à introdução de estranhos nos seus templos e mosteiros. Num templo Zen da região setentrional do Japão (§), qualquer peregrino ou monge errante podia alojar-se, desde que travasse e vencesse uma discussão sobre a doutrina do Buddha (§) com os monges internos, que neste caso da nossa história, eram dois irmãos. O mais velho era instruído, dedicado ao estudo e à meditação, e o mais novo, menos afoito à sabedoria, (considerado estúpido) que tinha só um olho.

Um monge errante acercou-se do templo e pediu alojamento, propondo, como era seu dever, um debate sobre o sublime ensinamento. O monge mais velho, cansado por um dia de longo estudo, disse a seu irmão que lhe tomasse o lugar, mas avisou-o:
- Vai tu e solicita o diálogo silencioso.
Dirigindo o visitante para junto do altar, o irmão mais novo convidou-o a sentar-se e a manter-se em silêncio.
Algum tempo depois, o visitante levantou-se e foi ao encontro do irmão mais velho dizendo:
- Estou rendido à sabedoria do teu irmão, ele é extraordinário. Venceu-me.
- Como foi o diálogo, _ perguntou o mais velho.
- Bem, - explicou o forasteiro, - eu comecei por erguer um dedo, em representação do Buddha, o iluminado; ele logo levantou dois dedos, para explicar Buddha e a sua doutrina. Eu levantei três dedos, representando Buddha, a sua doutrina e o Sangha (comunidade de monges), vivendo a vida harmoniosa. De imediato, ele mostrou o punho fechado em frente da minha cara, a indicar que todos três procedem de uma e única percepção. Ele ganhou e eu não tenho direito a permanecer.
E, dizendo isto, partiu.

Logo a seguir, o irmão mais novo entrou de rompante e perguntou ao mais velho:
- Onde está esse tipo?
- Ao que parece venceste-o na discussão, - disse o mais velho.
- Venci o quê? Quero dar-lhe uma sova!
- Diz-me lá como foi a conversa, - pediu o irmão mais velho.
- Ora. Pouco tempo depois de nos sentarmos em silêncio, olhou para mim, levantou um dedo, insultando-me ao insinuar que eu só tenho um olho. Como ele era um visitante, pensei que devia ser delicado, de modo que levantei dois dedos, a felicitá-lo por ter os dois olhos. Aí, o desavergonhado levantou três dedos, sugerindo que, entre nós os dois, só temos três olhos. Fiquei tão furioso que ia para dar-lhe um soco, mas ele rapidamente desandou!

Adaptação de Maria Ferreira da Silva
   


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