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Mosteiro Budista
As viagens, quando empreendidas com o sentido de peregrinação contribuem para a elevação de Consciência, e o seu efeito espiritual começa, a partir dos primeiros passos, até ao local, ao objectivo.

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Viagem ao Tibete

de Maria

em 14 Dez 2006

  À partida, sobretudo quando se viaja para o Oriente, leva-se sempre alguma expectativa de encontrar algo ou pessoas especiais. Estas viagens tornam-se fascinantes pelo exótico das situações, dos costumes, pela religiosidade ainda fortemente vivida tanto no Tibete, patente no silêncio dos mosteiros, como na Índia onde os Guru e os āśrams acolhem o peregrino, porém, o principal e o mais importante é o que se leva interiormente, e depois o que se vive lá.
(excertos do capítulo "Viagem ao Tibete" do livro, O Avatāra).


Mosteiro de Será“Nos Himālayas (§) do meu interior, oiço a Voz de Deus”.

A finalidade da viagem ao Tibete, e que teria de passar necessariamente pela Índia e Nepal, era permitir-me cumprir um karma e uma missão. Antecipadamente fiquei ao corrente dos motivos da viagem, e fui avisada pelos Mestres do sofrimento físico que iria enfrentar. Sabia de antemão que não iria encontrar ninguém em especial, pelo que só nos esperava trabalho interior.

7-7-89
Partida para Katmandu.
“Quando o avião aterrou fui tocada no coração por Maitreya. A emoção foi forte e senti um grande Amor pelo Nepal. Ainda um mundo mais exótico que a Índia. Hotel razoável, com limpeza, mas barulhento. É muito central”.

8-7-89
“Visita ao Templos em Katmandu e à Cidade de Pashupatināth. Nesta última, visitámos a área considerada sagrada, com vários templos e um terraço para cremações ao lado do rio onde eram deitadas as cinzas. Um braço do Ganges descendo pelos Himālayas, e um crematório à semelhança de Banaras.
Encontramos um asceta, um “guru”, no qual reconheci, com o meu coração, um ser no Caminho. Senti serenidade e amor, também tinha um rosto doce, olhos brilhantes e puros.
Com este “guru” aconteceu algo interessante. Quando o visitámos, ao conversarmos um pouco, (falava inglês) o Discípulo pediu-lhe para meditarmos com ele um quarto de hora apenas, visto termos vindo de táxi e não podermos despender mais tempo nesta visita. Como resposta o “guru” disse-nos, que para meditarmos precisávamos de pelo menos uma hora. Agradecemos ter-nos recebido e prometemos voltar com tempo para meditarmos.
Uns dias depois pensei em visitá-lo novamente. Como resposta ao meu pensamento, Mestre Jesus disse-me que não fosse. Achei estranho, pois reconheci no “guru” um ser puro, mas a verdade é que o Mestre disse-me que não tinha de meditar com ele.

De qualquer modo as circunstâncias proporcionaram-se e, já através de um autocarro local, visitámos de novo este conjunto de templos em Pashupatināth, considerado tão sagrado pelos nepalenses. É evidente que voltamos à casita do asceta e pensei deixar-me levar pelos acontecimentos, a ver o que sucedia. Quando entramos ele não estava sozinho: havia na sua companhia um monge budista e um leigo expondo seus problemas e, como dizia o “guru”, estavam falando das coisas de Deus. Sentamo-nos e fomos ouvindo a conversa, intrometendo-nos um pouco. Perguntou-lhe o Discípulo ao cabo de alguns minutos, se podíamos fazer então a prometida meditação. A resposta dele foi que, para a fazermos precisávamos de pelo menos de três horas. (Tinha aumentado o tempo de meditação, porquê?)
Nada dissemos e aguardamos, até que o Discípulo começa a fazer perguntas e resolve fazer uma de comparação entre hinduísmo e budismo, quanto às concepções de Deus. Pergunta difícil, diga-se em verdade. O “guru” pegou num livro e procurou a resposta para dar. Folheou durante uns cinco minutos o livro detrás para frente e de frente para trás. Pegando em algumas fotografias que estavam no meio do livro, via-as e revia-as. Olhava por vezes para nós e mantinha-se no mais completo mutismo, apenas sorrindo. Compreendi então que a ordem do Mestre estava sendo cumprida. O próprio “guru” estava a ser ”comandado” de cima, inconscientemente penso eu. Percebemos que eram horas de nos retirarmos: nem resposta, nem meditação...
Tinham-me os Mestres avisado que nesta viagem não íamos em busca de ninguém, apenas de nós próprios”.
21h.
“Deixamos os hotéis e instalamo-nos, separados num Mosteiro Budista Theravada, em Patan. Agora neste mosteiro procuro ambientar-me e espero que me permita recolhimento. Estou num quarto limpo. A meditação não foi má. Há contudo bom ensinamento espiritual. No mosteiro de Amarāvati em Inglaterra, o seu responsável, Ajhan Sumeddo, tem uma obra bem mais rica e completa, em comparação com estes mosteiros em Katmandu.
  (... continua) 


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