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Mosteiro Budista
As viagens, quando empreendidas com o sentido de peregrinação contribuem para a elevação de Consciência, e o seu efeito espiritual começa, a partir dos primeiros passos, até ao local, ao objectivo.

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Viagem ao Tibete

de Maria

em 19 Mai 2019

  À partida, sobretudo quando se viaja para o Oriente, leva-se sempre alguma expectativa de encontrar algo ou pessoas especiais. Estas viagens tornam-se fascinantes pelo exótico das situações, dos costumes, pela religiosidade ainda fortemente vivida tanto no Tibete, patente no silêncio dos mosteiros, como na Índia onde os Guru e os āśrams acolhem o peregrino, porém, o principal e o mais importante é o que se leva interiormente, e depois o que se vive lá. A finalidade da viagem ao Tibete, e que teria de passar necessariamente pela Índia e Nepal, era permitir-me cumprir um karma e uma missão. Antecipadamente fiquei ao corrente dos motivos da viagem, e fui avisada pelos Mestres do sofrimento físico que iria enfrentar. Sabia de antemão que não iria encontrar ninguém em especial, pelo que só nos esperava trabalho interior.

Mosteiro de Será“Nos Himālayas (§) do meu interior, oiço a Voz de Deus”.

(Excertos do capítulo "Viagem ao Tibete" do livro, O Avatāra)

7-7-89
Partida para Katmandu.
“Quando o avião aterrou fui tocada no coração por Maitreya. A emoção foi forte e senti um grande Amor pelo Nepal. Ainda um mundo mais exótico que a Índia. Hotel razoável, com limpeza, mas barulhento. É muito central”.

8-7-89
“Visita ao Templos em Katmandu e à Cidade de Pashupatināth. Nesta última, visitámos a área considerada sagrada, com vários templos e um terraço para cremações ao lado do rio onde eram deitadas as cinzas. Um braço do Ganges descendo pelos Himālayas, e um crematório à semelhança de Banaras.
Encontramos um asceta, um “guru”, no qual reconheci, com o meu coração, um ser no Caminho. Senti serenidade e amor, também tinha um rosto doce, olhos brilhantes e puros.
Com este “guru” aconteceu algo interessante. Quando o visitámos, ao conversarmos um pouco, (falava inglês) o Discípulo pediu-lhe para meditarmos com ele um quarto de hora apenas, visto termos vindo de táxi e não podermos despender mais tempo nesta visita. Como resposta o “guru” disse-nos, que para meditarmos precisávamos de pelo menos uma hora. Agradecemos ter-nos recebido e prometemos voltar com tempo para meditarmos.
Uns dias depois pensei em visitá-lo novamente. Como resposta ao meu pensamento, Mestre Jesus disse-me que não fosse. Achei estranho, pois reconheci no “guru” um ser puro, mas a verdade é que o Mestre disse-me que não tinha de meditar com ele.

De qualquer modo as circunstâncias proporcionaram-se e, já através de um autocarro local, visitámos de novo este conjunto de templos em Pashupatināth, considerado tão sagrado pelos nepalenses. É evidente que voltamos à casita do asceta e pensei deixar-me levar pelos acontecimentos, a ver o que sucedia. Quando entramos ele não estava sozinho: havia na sua companhia um monge budista e um leigo expondo seus problemas e, como dizia o “guru”, estavam falando das coisas de Deus. Sentamo-nos e fomos ouvindo a conversa, intrometendo-nos um pouco. Perguntou-lhe o Discípulo ao cabo de alguns minutos, se podíamos fazer então a prometida meditação. A resposta dele foi que, para a fazermos precisávamos de pelo menos de três horas. (Tinha aumentado o tempo de meditação, porquê?)
Nada dissemos e aguardamos, até que o Discípulo começa a fazer perguntas e resolve fazer uma de comparação entre hinduísmo e budismo, quanto às concepções de Deus. Pergunta difícil, diga-se em verdade. O “guru” pegou num livro e procurou a resposta para dar. Folheou durante uns cinco minutos o livro detrás para frente e de frente para trás. Pegando em algumas fotografias que estavam no meio do livro, via-as e revia-as. Olhava por vezes para nós e mantinha-se no mais completo mutismo, apenas sorrindo. Compreendi então que a ordem do Mestre estava sendo cumprida. O próprio “guru” estava a ser ”comandado” de cima, inconscientemente penso eu. Percebemos que eram horas de nos retirarmos: nem resposta, nem meditação...
Tinham-me os Mestres avisado que nesta viagem não íamos em busca de ninguém, apenas de nós próprios”.
21h.
“Deixamos os hotéis e instalamo-nos, separados num Mosteiro Budista Theravada, em Patan. Agora neste mosteiro procuro ambientar-me e espero que me permita recolhimento. Estou num quarto limpo. A meditação não foi má. Há contudo bom ensinamento espiritual. No mosteiro de Amarāvati em Inglaterra, o seu responsável, Ajhan Sumeddo, tem uma obra bem mais rica e completa, em comparação com estes mosteiros em Katmandu. Confessemos também que o problema da linguagem é por vezes o responsável pela ausência de maior entendimento.
Porém, há aqui uma grande discriminação em relação às mulheres, e como tal as monjas vivem num edifício à parte, limpam o mosteiro dos monges, são uma espécie de criadas.
  (... continua) 


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