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pág. 3 de 11
Viagem ao Tibete

de Maria

em 19 Mai 2019

  (...anterior) A autora no Tibete É este o trabalho: possibilidade de meditação e pouca exteriorização”.
20h,30
“Depois de um dia estafante à procura de hotel, descansamos num sítio aprazível. O hotel fica na margem de um lago rodeado de montanhas e à volta e ao longe estão os Himālayas (§). Sítio sossegado nesta altura do ano, é um lago muito visitado, Phewa.
As meditações têm sido boas. Além de sentir e entrar na Consciência dos Mestres, entro na Consciência de Deus, onde vivi outra vez a Não-Existência. De Maitreya recebo que devo preocupar-me em escrever. Creio ser este o local mais indicado para o fazer, pois sente-se quietude no ar.
Aqui em Pokhāra também as vacas e as pessoas convivem, e as galinhas e as cabras ainda fazem parte do ambiente familiar deste povo. As condições higiénicas são poucas, como é natural”.

14-7-89
14h.
“Há mais de doze horas que chove sem parar; está um dia cinzento, triste como é vulgar dizer-se e mantivemo-nos no quarto toda a manhã a meditar e a escrever”.
20h.
“Dia calmo passado no quarto em meditação. Recuperei forças. Ontem, já me sentia muito cansada.”

16-7-89
“Deus mostrou-me mais uma vez como Ele é Inteligência. A Luz da minha inteligência é condicionada pela mente das pessoas que me rodeiam, assim como acontece com todas as pessoas, e no convívio com os outros há uma interpenetração de mentes. Quando estou sozinha essa Luz faz-me viver mais em Inteligência pura. Que devo estar sempre acima dos problemas que surjam, pois as emoções são um obstáculo à lucidez mental”.

17-7-89
“Estou com o corpo adoentado com poucas forças físicas, devido a razões alimentares: tudo aqui é picante...
Só ao fim do dia consegui forças para dar um passeio a pé. Ao regressarmos viemos “saboreando” a paisagem do lago e das montanhas. Paramos na margem onde havia um pequeno templo e meditamos. Fiz saudação aos Devas e Anjos (§) das montanhas e recebi resposta: era de um Deva enorme, inteligente e com muito poder. Vi-O por cima do lago, mas era um Deva da montanha. Esta sintonia foi óptima”.

20-7-89
Saída de Pokhāra.
“Depois de quase uma semana em Pokhāra, apesar das condições materiais e físicas não serem as melhores, vamos conseguindo um bom ambiente espiritual, criado por nós através de elevadas meditações, com algumas revelações e muito Amor dos Mestres”.
A viagem para Katmandu não foi muito fatigante e durante o dia recuperei forças. Todo o percurso foi feito entre montanhas e com um rio ao lado da estrada, o que a tornou agradável.
Hoje, finalmente, vimos bem os Himālayas à saída de Pokhāra, quando as nuvens se afastaram deixando o sol reluzir. No percurso Deus manifestou-se fortemente no meu coração, falando-me da união com Ele. Nesses momentos sofro por ter um corpo tão denso e não poder estar todo o tempo na Sua Consciência, embora eu o esteja, de certo modo. A vida exteriorizada da viagem dificulta-me ter sempre essa consciência e a possibilidade de solidão é por vezes impossível”.

21-7-89
De novo Katmandu.
“Creio que o período para nos ambientarmos um ao outro já passou e vamo-nos conhecendo aos poucos, nos defeitos e qualidades de cada um. Há mais compreensão e paciência. Este período de adaptação não foi fácil, visto cada um de nós estar habituado à solidão. A vida a dois requer uma compreensão e aceitação mútua tão difíceis de se realizarem, que de noite fui elevada a planos superiores para ser instruída sobre estas qualidades”.
21h.
“Hoje na altura do quarto de lua olhando as montanhas em Katmandu senti Deus e, que mais uma vez, estou a representar um papel nesta vida”.

29-7-89
Faz hoje um mês que começamos a viajar e, finalmente ao fim deste tempo, repouso num hotel limpo e decente. Estamo-nos a recompor. Tomei pequeno - almoço o que já não sucedia havia uma semana.
Sinto muita felicidade, apesar de estar de cama com dores reumáticas da humidade apanhada nas últimas semanas. Preciso de ganhar forças para a viagem ao Tibete que se aproxima”.
  (... continua) 
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