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Viagem ao Tibete

de Maria

em 19 Mai 2019

  (...anterior)
10h da manhã.
Ao conversarmos e ao analisar os nossos passos e problemas da viagem, dizia o Discípulo ser esta época da monção a pior, enquanto eu retorquia que aceitava tudo, visto o nosso “karma” ser o de estarmos naquela altura e não noutra. Nesse momento apareceu-me o Mestre Jesus confirmando a minha ideia ao dizer-me: ”Missão cumprida!
Referia-se às viagens pelo Nepal. Vi depois o Mestre Morya e o Amor dos Mestres ficou suavemente no meu coração”.
14h.
“A viagem ao Tibete está finalmente marcada e com grandes possibilidades de a fazermos: será a 6 ou 7 de Agosto, dizem-nos na agência Tibetana que trata de arranjar o ansiado visto aguardado há tantos dias”.

7-8-89
“Dei-me conta ao acordar, que tinha estado num sítio muito elevado pois trazia o coração cheio de Amor dos Mestres. Voltei a adormecer até às 6 horas.
16h,30.
“O Nepal é o país onde até agora vivi um karma mais difícil de suportar. As minhas condições físicas para esta vida são muito condicionadas pela fragilidade e sensibilidade, que não me permitem viver de qualquer forma. Preciso e precisei sempre de muita solidão de não misturar-me muito com as pessoas, de não frequentar sítios sujos e de estar longe das multidões. Aqui tenho de aguentar o contrário, e as energias esgotam-se e as dificuldades em repô-las são muitas.
Se dum lado sofro estas condições, doutro é esta sensibilidade que me liga ao reino superior Espiritual, onde sou feliz”.
Vésperas de partir para o Tibete. Continuo com poucas forças, sinto-me doente, sempre enjoada e aos vómitos de manhã, como agora aconteceu.”

8-8-89
“As quatro horas da manhã rimos os dois à gargalhada, ao contar um sonho que tive: “em viagem para o Tibete encontrava-me muito doente do estômago, como de facto estive esta noite. Quando cheguei a Lhasa, os tibetanos olhavam para mim espantados, porque a única coisa que me curava era comer pedras muito pequeninas, quase rarefeitas. E estava deitada no chão, sem me poder mexer pelas dores, a comê-las”.
Quando acordei às cinco da manhã comecei a vomitar aliviando a má disposição dos enjoos. Possivelmente as pedras cumpriram a sua missão e saíram...
As seis horas e trinta minutos estávamos a apanhar o autocarro para Kodari e, depois, Tibete...”

Tibete
9-8-89
“A viagem correu bem até Kodari em autocarro. Depois fomos subir sete quilómetros de montanha a pé, facto inesperado para nós, pois não fomos avisados. Foi a maior e mais dolorosa aventura da minha vida: subir montanha a pique durante horas. Os guias eram os carregadores das malas. Tínhamos um prazo curto para a subida, visto a fronteira fechar às duas da tarde, pelo que as paragens para descansarmos eram muito pequenas, por vezes nem dois minutos.
Distanciei-me do grupo, pois uns eram mais jovens e outros habituados às montanhas. Apenas um inglês nos acompanhou na lentidão da subida (em relação aos outros), pois resolveu transportar ele próprio as suas carregadíssimas mochilas, onde levava arroz integral e tachos...
Por vezes eu era puxada pelo Discípulo, outras pelo carregador. Entretanto a chuva começou a cair. Em várias ocasiões pensei que não iria chegar ao cimo e o coração trabalhava tanto que sentia que ele ia rebentar. Era um grande esforço, ainda para mais não havia comido nada no dia anterior, havia vomitado às cinco da manhã e nada havia ingerido até ao momento da subida. O Discípulo deu-me rebuçados naturais para fornecer energias e lá fui aguentando. Chegamos finalmente à fronteira do Tibete (China), onde estivemos uma hora tratando da papelada.

Foi verdadeiramente uma situação dramática para mim. (Mais tarde soube em Lhasa, no contacto com outro grupo, que a subida deles ainda se tinha revestido de maior dramatismo, pois havia algumas pessoas de idade e que choraram de sofrimento pelas dores, e pelo esforço despendido).
Estavam à nossa espera, do outro lado da fronteira, carregadores tibetanos, pois faltavam ainda mais três quilómetros a subir.
  (... continua) 
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