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As personagens mais marcantes da história da humanidade reconhecem-se, pela sua criatividade interior, que impressiona e serve como farol aos que neles encontram o ideal espiritual.

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Teixeira de Pascoaes

de Pedro Teixeira da Mota

em 22 Mar 2007

  Podemos dizer que no Norte, Pascoaes, Leonardo Coimbra e outros afirmaram a Tradição Portuguesa numa Criação Crístico-panteísta, enquanto que no Sul as correntes positivistas e modernistas se desenvolveram mais. Com o tempo a independência de Pascoaes de escolas políticas, religiosas ou literárias impediram-no de ser conhecido do grande público, que aliás só agora é que começa a existir.

Teixeira de Pascoaes nasceu em 2 de Novembro de 1877 em Amarante, aos pés do Marão e das encostas húmidas do rio Tâmega, e viverá sempre uma relação profundíssima e original com a Natureza. Desde novo nutrido por figuras familiares e populares desse berço de Portugal que é o Entre-Minho e Trás-os-Montes, com a sua figura esquálida e nervosa perseguirá durante toda a vida uma missão de realizar o ideal do ressurgimento pátrio, a reconciliação do Ateísmo e do Teísmo, do Passado e do Futuro, do Homem e da Natureza, do Cristianismo e do Paganismo numa doutrinação poético-religiosa marcada pelo saudosismo, fusão de lembrança, da matéria e do Espírito.
Licenciou-se em Direito em 1901, depois duma convivência frutuosa e alegre, bem contrária à opressão que sofrera licealmente, no meio académico e tricânico, onde Fausto Guedes Teixeira, Augusto Gil, João Lúcio, foram os seus melhores amigos.
Exerceu funções judiciais durante oito anos mas depois abandonou-as para se consagrar à sua missão poético-profética. Em 1909 vai a Londres visitar a sua amada Leonor, mas regressa desiludido. E em 27 de Agosto de 1911, no frondoso choupal de Coimbra (§), Álvaro Pinto, Leonardo Coimbra, Augusto Gil e Pascoaes decidem lançar o movimento da Renascença Portuguesa, assumindo Pascoaes a direcção da Revista Águia: será nela que se apelará à reconstrução do país através duma orientação das energias intelectuais em prol do ressurgimento da alma portuguesa. É uma época heróica de polémicas, conferências, actuações, sobretudo de Pascoaes e de Leonardo.
As suas obras poéticas retratam, a partir duma vivência semi-clarividente tanto da paisagem da natureza bruta como da humana, uma estranha simbiose os mundos invisíveis das sombras, almas e essências. Uma imaginação prodigiosa, uma sensibilidade intensa, permitem-lhe intuir relações cósmicas bastante acertadas.
Com o decorrer dos anos a sua poesia cede lugar à prosa, com biografias e romances, como S. Paulo, S. Jerónimo e a Trovoada, Napoleão, o Penitente (Camilo).
Podemos dizer que no Norte, Pascoaes, Leonardo Coimbra e outros afirmaram a Tradição Portuguesa numa Criação Crístico-panteísta, enquanto que no Sul as correntes positivistas e modernistas se desenvolveram mais. Com o tempo a independência de Pascoaes de escolas políticas, religiosas ou literárias impediram-no de ser conhecido do grande público, que aliás só agora é que começa a existir. As suas obras (sobretudo o Homem Universal) estão pois ainda muito virgens e delas podem relampejar impulsos bem profundos e transformantes das almas portuguesas. Desincarnou em 1952.
   


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