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Sistemas, tem a finalidade de contribuir para a divulgação das linhas de pensamento dentro das várias Religiões e Filosofias de todo o mundo, na compreensão de que todas partilham afinal uma linguagem comum.

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O Tauísmo - 1ª Parte

de Lubélia Travassos

em 16 Abr 2007

  A Filosofia do Tauísmo, ou seja, a sabedoria do coração, deriva da palavra TAU ou TAO, que é simultaneamente a unidade profunda, indissolúvel, que liga todas as coisas, e o fluxo inapreensível desta realidade global. Também, e de acordo com várias opiniões, embora divergentes sobre a sua tradução, poderá significar “Deus”, “caminho”, “razão”, “verbo”, “Logos”, ainda que alguns tradutores tenham trazido o Tau para as línguas Europeias sem lhe ter atribuído qualquer tradução.


A Sabedoria do Coração

O Significado do Tauísmo

O Tauísmo ou Taoismo é uma das três grandes Religiões da China tal como o Budismo e o Confucionismo. No entanto, deverá considerar-se o Tauísmo mais uma Filosofia do que propriamente uma Religião.
Segundo a história antiga da China existem, em termos gerais, três importantes sistemas de Filosofia a constatar:

1º. O Budismo, que era considerado uma Religião essencialmente transcendental, a roda da existência, em que havia algo que teria de ser desenvencilhado e onde as quatro nobres verdades nos afirmam que a vida é sofrimento, e que a sua causa é o desejo, que pode ser dominado, tendo como forma de o dominar o auto-estágio para o nobre caminho das oito iniciações;

2º. O Confucionismo, que poderia denominar-se uma doutrina mundial de propensão social, e também considerar-se como uma Filosofia relacionada com a primeira parte da vida;

3º. O Tauísmo, a Filosofia que se referia ao homem como indivíduo relacionado com o mundo natural. Aliás, a história antiga Chinesa denomina o Tauísmo de Filosofia da segunda metade da vida, isto é, a altura exacta em que o homem sente, de um modo crescente, vontade de se retirar, libertar-se do mundo, das coisas exteriores, libertar-se de si mesmo, viver com a natureza, para meditar, numa altura em que as suas ambições já foram atingidas ou frustradas; quando existe uma necessidade premente de mudança inadiável, de qualquer espécie; quando questões significativas se tornam importantes e a abertura entre o homem natural e o homem espiritual começa a encerrar-se; quando começa, então, a reintegrar-se a solidariedade que existe entre o homem e o cosmos.
Enquanto o Confucionismo fora denominado como uma Filosofia da primeira metade da vida, e segundo Joseph Needham, como sendo "masculino, directo, difícil, dominador, agressivo, racional, donativo", relacionando-se mais num ajustamento com o mundo, em especial com um mundo feudal e burocrático, processou-se exactamente o contrário com os Tauístas, que romperam com tudo isso, ao enfatizarem tudo o que é "feminino, tolerante, produtivo, permissivo, retraído, místico e receptivo".
Temos como exemplo desta Filosofia de vida Li Po, que estava a sentir esta transformação quando escreveu:
«Perguntais-me porque permaneço nestas montanhas azuis.
Limito-me a sorrir, simplesmente, não tenho resposta.
Ó, a minha mente encontra-se a descansar.
As flores de pessegueiro e a corrente dos rios passam sem deixar qualquer rasto.
Como tudo isso é diferente do mundo profano».

A Origem do Tauísmo

O Tauísmo, que segundo várias definições é para uns uma Filosofia Chinesa, para alguns a Religião dos Chineses, e ainda para outros uma mistura diversificada de práticas ocultas e alquímicas, ter-se-á desenvolvido, no primeiro caso, em paralelo com o Confucionismo e o Neo-Confucionismo; no segundo caso, ter-se-ia substituído à religião antiga, vindo depois a sofrer o acesso repentino do Budismo, que entrou na China por volta do Século. III, d.C. e; no terceiro caso deverá ter remontado a Huang Ti, o Imperador Amarelo, que viveu no 3º. Milénio a.C. Seguindo esta ordem de ideias cronológicas, tornar-se-ia mais exacto se inseríssemos o Tauísmo num sistema Filosófico-esotérico e religioso, que entrou em cena na China há cerca de 5.000 anos, tendo encontrado a sua via mística no Século IV a.C., resistindo durante vinte e cinco séculos, embora esteja presentemente quase em vias de extinção.

Na verdade, poderá considerar-se o Tauísmo como tendo duas origens: Uma proveniente dos Filósofos, do período dos governos que se hostilizavam (entre 480-220 a.C.), que seguiram mais um Tau relacionado com a Natureza do que um Tau relacionado com a sociedade humana.
  (... continua) 


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