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Sistemas, tem a finalidade de contribuir para a divulgação das linhas de pensamento dentro das várias Religiões e Filosofias de todo o mundo, na compreensão de que todas partilham afinal uma linguagem comum.

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Portugal – Que missão!

de Eurico Ribeiro

em 13 Abr 2009

  (Um ensaio)
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança, em virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados, e das verdadeiras potencialidades que possuímos. Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores ou capazes de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.


Quinto Império “O Português é um ser plural e é nessa pluralidade que ele tem que se afirmar”.
Agostinho da Silva

Introdução

Estou de acordo, quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, sentimento que podemos constatar ao nível individual, bastando para isso sair um pouco da rotina e tomar consciência da realidade – da nossa realidade. Esse tempo de introspecção é necessário para observar o nosso estado de alma, para compreender o que realmente somos e valemos ainda como povo milenar, e para constatar o desvio que já temos dessa génese primordial: o fim do sentido de missão como povo activo da linha da frente a simples servidores passivos medíocres dos interesses alheios à nossa história e ao nosso propósito de ser e de estar num mundo em que demos início ao projecto de Globalização.
É importante começar por referir que este sentimento letárgico e de um certo fatalismo endémico, não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a exuberância, a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como projecto-nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à então CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação... emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luís Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa (§), com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros. É nessas alturas que aparecem os soldados da pena...

O reconhecimento da mudança de paradigma CEE-CE-EU
Não podemos ocultar o facto de que a adesão à CEE, cuja designação passou por CE e hoje é EU, tem sido uma falácia se fizermos um exercício de memória sobre as vantagens e expectativas de Portugal quando em 1986 assina o pacto comunitário. A adesão ao organismo europeu além de se ter reduzido ao paradigma económico, consubstanciado em regras políticas conjunturais, corre o risco de se traduzir na prática e por essa via, no princípio do fim das soberanias Europeias, concomitantemente a nossa (desagregada que ficou do processo de civilização lusófono que deu início), com a ratificação do recente Tratado de Lisboa. A mudança da designação acompanhou a alteração de paradigma dado que inicialmente de comunidade de países soberanos, passámos a uma união onde se perfilam já os contornos de regiões e relações económicas interregionais fronteiriças. O sistema de regiões, promovido estrategicamente pelos interesses estruturais da UE, irá surgir no plano territorial a partir do provável fraccionamento de alguns países pelas suas idiossincrasias étnico-culturais latentes. As regiões desta feita irão emergir, como último reduto, lutando na defesa da identidade comunitária, no sentido da sua autodeterminação cuja força é agora acrescida face ao enfraquecimento das soberanias nacionais, e o distanciamento de poderes transferidos para Estrasburgo.
A livre circulação de pessoas, no espaço comunitário, com a atracção das melhores inteligências nos locais mais desenvolvidos do ponto de vista económico e financeiro, irá provocar a médio prazo por um lado a miscigenação dos povos com a perda total de identidade e cultura e por outro o empobrecimento regional mais acentuado ao nível do valor humano. A polarização migratória para centros mais desenvolvidos e ricos por intermédio dessa procura e da concentração de meios e recursos, irá provocar a vacuidade nas regiões menos procuradas que são hoje reconhecidamente pobres, mas que ficarão ainda mais pobres, e na dependência total dos subsídios, que virão em troca de mais empobrecimento e dependência.
  (... continua) 


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