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Efemérides do Oriente e do Ocidente

de Pedro Teixeira da Mota

em 07 Jun 2017

  (...anterior) Como teria sido melhor se tivesse compreendido que a uniformidade mata a alma própria de cada ser, região ou povo...
Como tantos portugueses dos Descobrimentos, que evoluiram rapidamente em contacto com tanta amante, madrasta e mãe (§) experiência, Manuel da Cruz (§), depois de ser capitão na Índia, sentiu-se chamado ao estado de religioso mas, dando-se mal com o clima de Goa, veio a viver 28 anos no convento da Arrábida, onde tinham brilhado S. Pedro de Alcântara, Agostinho da Cruz e outros franciscanos, falecendo neste dia em 1730.

10. Dia de Portugal, ser espiritual, anímico e eco-geográfico. Dia dos propósitos duma colectividade e daqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando, ou que tem respondido à condição: «Vós, que à custa de vossas várias mortes / A Lei da vida eterna (a realização da Verdade) dilatais». Embora mais um dia de palavras e condecorações, do que reflexões, invocações, decisões, meditações e realizações, há que manter a esperança, tanto numa melhoria da qualidade de vida, como em que as gerações futuras se harmonizarão melhor com a grande alma Portuguesa, com a sua Natureza mais preservada e amada, com os elos mais importantes da sua Tradição Espiritual, ou mesmo com o Arcanjo de Portugal.

Vera efígie (anónima) de Camões, na cela prisional de Goa, em 1558, sempre escrevendo e às Musas dado.
Luís de Camões, um dos símbolos da Pátria, morre com ela em 1580, provavelmente numa peste, pouco tempo após Alcácer Kibir. Com 17 anos de Oriente, Camões estava pronto para cantar a gesta dos Descobrimentos e para desaparecer com o crepúsculo da pátria, tão sangrada no norte de África. Fernando Pessoa (§), o “Super Camões” como ele próprio se intitulou na revista portuense Águia, dirá na carta ao Conde Keyserling que publiquei pela 1ª vez na Grande Alma Portuguesa que esta desde Kibir tornada subterrânea se aventurará de novo um dia já não materialmente, mas supra-religiosamente. E se a Mensagem é finalizada com o aviso do nevoeiro, também os Lusíadas, templáriamente, murmuram: «Não mais, Musa, não mais, que a lira tenho destemperada e a voz enrouquecida, / E não do canto, mas de ver que venho / cantar a gente surda e endurecida». Mesmo assim, Luís de Camões, ao deixar algo desiludido da vida terrena o «instrumento da alma» ou corpo perecível, entregava-nos a sua obra, obtida pelo esforço iniciático dum ideal real, «para servir-vos braço às armas feito; / Para cantar-vos mente às musas dada». Ao conseguir realizá-lo com harmonia e beleza, libertou-se da lei da morte e, não só como «sombra gentil, da sua prisão saída, do mundo à pátria (celestial) volveu», como tornou a sua vasta e subtil obra um instrumento imorredoiro da cultura, o culto de Ur, a Luz Fogo.
Sir Edwin Arnold nasce em 1832 no Reino Unido e obterá um sucesso extraordinário com os longos poemas dedicados à vida dos mestres Jesus e Buddha (§), A Luz do Mundo, e A Luz da Ásia, catalizadores dum interesse maior pelo Oriente.
   


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