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Benefício

de Maria Ferreira da Silva

em 16 Out 2013

   Finalmente vemos tomadas medidas sérias sobre o consumo do álcool a nível nacional e internacional. Poderia dizer-se que é tarde, mas como diz o ditado: «mais vale tarde do que nunca». Tarde no sentido de que já muitos seres se arruinaram psíquica e intelectualmente com tão nefasto vício, verdadeiro flagelo da humanidade. Não exagero, apenas sou realista quanto às consequências destruidoras das capacidades mentais do ser humano que o álcool provoca, seja de que forma for ingerido: vinho branco ou tinto, cerveja ou bebidas altamente sofisticadas (misturas), que se vão inventando para que o consumo se mantenha e seja rentável. Infelizmente, quem estimula o seu consumo, assim como quem o consome, está a ditar a sua própria sentença...

Se o país tem tanta gente depressiva, a este deplorável vício se deve, pois a ele se recorre para instantaneamente se apaziguarem os sentimentos e emoções que perturbam. Sim, não se bebe porque se está depressivo. Esse estado na maior parte dos casos é já fruto do hábito do álcool e não o contrário – bebe-se por hábito social e como já referi em inúmeros artigos de alerta para este problema, beber é de “bom-tom”. E assim um bom vinho à mesa, ou fora dela, como forma de criar ambiente e certa boa disposição, vai encobrindo problemas pessoais de frustrações, causados na maior parte das vezes por uma forma incorrecta de viver, começando pela má alimentação, ambições excessivas ou mesmo mau carácter. A fuga a si próprio resolve-se bebendo. O álcool acaba por ser para muitas pessoas uma auto-medicação para o sindroma da ansiedade. E anos a fio, naquele hábito em que as pessoas pensam que não faz mal, afectam lentamente o cérebro e as capacidades mentais vão ficando seriamente danificadas ou mesmo destruídas. É de se lamentar as pessoas quererem sentir-se bem num instante de prazer, a troco da destruição física, psíquica e o mais grave espiritual para o resto da vida ou mesmo para muitas vidas...
Depois de muitos anos nesse hábito, mesmo quando se pára, são precisos alguns anos para que a recuperação psicossomática se faça.

Uma mente sã é aquela que tem claridade no pensar. Ora o consumo do álcool destrói esta capacidade criando a confusão mental. A confusão leva ao mau estar, mesmo à infelicidade, criando o inevitável sofrimento e para sair disto, o tomar-se um copo de qualquer bebida alcoólica tem um efeito imediato no funcionamento cerebral, obrigando a impulsos no cérebro fora do funcionamento normal que mais desgastam os processos naturais.
Vivemos num mundo e numa fase desgastante em que a lei do mais fácil prevalece, numa fuga ao olhar de frente os problemas, ou não aceitando aquilo que a vida nos coloca e do qual não gostamos. O álcool consumido muito ou pouco é o hábito mais nefasto para a mente, pois destrói o maior bem do ser humano que é a capacidade de “ser Consciente”! A evolução espiritual e mental da humanidade é o caminho da auto-consciência, o álcool tem uma função inversa: inconsciência de si!

Os processos internos da ansiedade que no fundo afectam qualquer ser humano, resolvem-se pelo estado consciente de observar-se a si mesmo quando tal sentimento se instala que, embora subtil, por vezes (não se sabe porquê), pode-se a pessoa aperceber dela, nomeadamente quando a mente busca algo que venha em socorro da perturbação psíquica que está a sentir (pressão mental), levando a gestos imediatos como comer, geralmente fora de horas ou excessivamente às refeições, bem como chocolates e bebidas estimulantes; como ainda procurar saída por outras vias que levam ao desgaste inútil de energias.

A ansiedade ou outro tipo de emoções perturbadores resolvem-se quando se encontra o objectivo interno espiritual pois é nessa direcção que a vida tem o seu propósito, onde a mudança de atitude, correspondendo aos anseios da Alma, encontra a tão procurada paz: aquele benefício que dá um sentido à vida…
Mas como educar agora os jovens, para que não venham a cair na mesma ilusão das gerações anteriores? Com campanhas de alerta e educativas, apontando os males que daí advêm para a saúde, especialmente no cérebro, trabalho de informação onde a medicina tem um papel preponderante.
Congratulamo-nos com as novas regras a nível nacional e europeu sobre o consumo do álcool.
     


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