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Estejamos atentos no presente

de Swāmi Prabhānanda

em 14 Abr 2013

   “Sem tempo para parar e observar”, escreveu W. H. Davies em 1911. Hoje em dia as pessoas têm uns dias tão preenchidos que se atrevem a atravessar uma estrada cheia de trânsito enquanto falam ao telemóvel. Pode dizer-se que nem têm tempo para pensar. Mas será que estão assim tão atarefados? Será que dão bom uso ao tempo que têm? Ou será que estão a perder controlo de si próprio?


Recentemente dei com esta frase: «O passado é história, / o futuro é um mistério, / mas o momento é uma oferta, / por isso se chama “presente”». Quer nós acolhamos o presente ou não como uma oferta, isso não é o importante. O que interessa é que o reconheçamos como algo diferente e distinto de outros momentos e que o tratemos como algo que não nos é permitido perder. As pessoas correm hoje em dia como folhas numa forte corrente. Embora por vezes se rebelem e tentem nadar contra a corrente para obterem controlo das suas vidas, devem, antes de tudo, examinar como passam o seu precioso tempo.
Helen Keller disse uma vez: «A pessoa mais patética do mundo é a que tem vista mas não tem visão». Os seres humanos precisam de ser visionários. Precisam de sonhar e de ter a vontade para concretizar os seus sonhos. Mas a visão é algo que pertence ao futuro, e para termos acesso ao futuro temos de cruzar a ponte do presente. E precisamos compreender o presente para desenvolver clareza visionária. Por exemplo, talvez se dê o caso de ir a um templo rezar. Mas acontece que logo que inicie a oração, a sua mente comece a disparar pensamentos sobre o que vai fazer a seguir, ou sobre algo mau que lhe aconteceu antes. Assim, em vez de atender às considerações presentes, a sua mente devaneia entre as preocupações passadas e futuras. Não admira que o filósofo Blaire Pascal nos avisasse: «Raramente pensamos no presente; ou, se o fazemos é apenas para emprestar luz para permitir regular o futuro. O presente nunca é o nosso objecto; o passado e o presente só são usados como meios; o futuro é o nosso único fim. Por isso nunca vivemos, apenas esperamos viver».

Somos os criadores do nosso próprio destino. Não só somos os produtos do passado, mas ainda deixamos que os nossos pensamentos e acções presentes determinem o nosso futuro. Em vez de perdermos tempo a sonhar com futuros cor-de-rosa e a resmungar sobre falhanços passados, melhor seria se investíssemos a nossa energia e os nossos recursos a dar melhor uso ao presente. Deveríamos usar as nossas oportunidades presentes sem ficar à espera por outras melhores no futuro, pois o futuro é incerto. Mas para fazer justiça a esta reflexão, temos de estar atentos a cada momento, presente nos nossos pensamentos, palavras e obras.
A plena atenção também nos ajuda a olhar mais profundamente para as coisas. Quando olhamos com plena atenção, somos capazes de aprender a viver profundamente, no Espírito. Os seres humanos são, na sua essência, Espírito, e o Espírito está para além do conceito do tempo. É também a realidade subjacente a tudo. Aqueles que praticam a presença do Espírito, mergulham fundo na secreta câmara da mente. A presença palpável do Espírito inspira os praticantes a mudarem a oração da mente para a oração do coração, e por fim a atingirem o mais elevado fim.
O presente esvanece-se qualquer momento, e leva-nos com ele. Se não soubermos fazer uso do nosso tempo agora, como esperamos fazer diferente, quando o futuro se nos depara como presente? É por isso que seria mais sensato viver no presente e aprender a enfrentar os seus desafios, para não lamentarmos futuramente qualquer mau uso do nosso tempo e das nossas oportunidades.
Tradução de Helena Gallis

     


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