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Contributos de aprofundamento da Paz

de Pedro Teixeira da Mota

em 25 Set 2012

   Sabemos como na Tradição Oriental a Paz foi um valor fortemente cultivado, seja por exemplo pelo Yoga e pelo Budismo, onde foi designada por Shanti, e muito meditada e orada, pois no fundo a meditação e a contemplação sempre a procuram, sempre a pressupõem....
No Ocidente a frase importante de Jesus, “deixo-vos a minha paz, dou-vos a minha paz”, acabou por se tornar um testamento pouco recebido ou um convite algo difícil de se entrar, tanto porque as pessoas acabaram por pouco aprofundar verdadeiramente os ensinamentos de Jesus (apesar dos muito seres santos e abnegados...) seja porque a vida social passou a assentar em muita violência, ainda que a pretexto do estabelecimento da paz…


Com efeito a paz, para além da não violência exterior, ou da não agressividade exterior e interior, tem ou relaciona-se com muitos outros aspectos internos e ambientais que justificam que nos detenhamos um pouco a tentar equacioná-los...Celebrar a paz hoje no séc. XXI não pode ser apenas um berro, uma festa ou uma paragem de conflitos de um dia, pois ela pede ou exige antes um sério questionamento dos absurdos da vida moderna e uma demanda dum sentido da vida mais pacífico e de um modo de vida e cosmovisão harmoniosos pois tudo, desde o nível ou plano material até ao espiritual, está em inter-relação com a paz. Assim ela depende de um equilíbrio físico, de uma vida harmoniosa, de uma aceitação de quem somos ou como estamos, ainda que possamos ter de lutar para melhorarmos ou não enfraquecermos ou decairmos, tanto mais que há muitos vírus e bactérias que tentam crescer à nossa custa e podem fazer-nos adoecer e perder uma certa paz.

Também quem não tem condições mínimas de saúde, de alimentação, essa pessoa dificilmente está em paz, pois fica inquieta ou sofre. Assim a paz passa por uma distribuição mais generalizada e equitativa dos bens de consumos necessários e o acesso aos meios de tratamento, ou seja, a um estado de maior satisfação das necessidades mínimas médias....Além da saúde física, temos depois o equilíbrio energético: se temos ou não suficiente energia, ou mesmo se algum órgão ou meridiano tem a menos, pois logo sofremos e entramos em possível rotura, comprometendo a harmonia do sistema e perturbando a plenitude ou a fundação da paz...Também emocionalmente se estamos carentes, se não nos podemos exprimir, se estamos bloqueados ou frustrados, se guardamos muitos ressentimentos e rancores, então certamente estaremos inquietos e sem paz....

Mas se pelo contrário exageramos na actividade, na imposição de ideias e no sectarismo estamos também a cair na violência e afectamos a paz dos outros. O que lemos (com livros tão fabulosos de Erasmo, Gandhi, Tolstoi, Lanza del Vasto...), como falamos, que filmes ou música gostamos, o que comemos tudo isso também fala da nossa maior ou menor não-violência e paz, pelo que vemos quão poucas pessoas estão mesmo harmonizadas para poderem com verdadeira propriedade falar ou ensinar paz ou, por exemplo, o yoga, que significa controlo harmonioso de si próprio, união com o espírito e com a Divindade e que certamente quem está em conflito, em ignorância, ou tem comportamentos violentos, pouco poderá conseguir…

Numa sociedade moderna com tantos bens de consumo também o controlo, a sobriedade são bem importantes para se conseguir mais paz, seja a de não se sentir frustrado seja a de não se deixar viciar ou depender de tais bens passageiros e por vezes até daninhos, seja a de termos a mente e hemisférios equilibrados e concentrados...Outro aspecto não menos importante da paz significa a nossa capacidade de viver em estética, em harmonia com a natureza, com o ambiente, que é um ecosistema de vibrações e inter-relações energéticas, no qual devemos navegar ou nadar com a consciência tranquila de estarmos a fazer o melhor para ajudarmos a sobreviver os seus diversificados e frágeis ecosistemas e de modo a que também nós possamos sobreviver, ou mesmo viver condignamente, chegando até a aprofundar seja a nossa participação criativa e harmonizadora na sociedade e história seja a nossa ligação a Deus.

A paz contudo, face a tantos fios de informação e de intercomunicação que nos cruzam, tem de ser constantemente reconquistada, aprofundada, respirada, irradiada. E assim sempre que vencemos algum impulso agressivo ou repulsivo, sempre que nos deliciamos e descontraímos, ou que fechamos os olhos e cultivamos a paz, ou ainda quando não reagimos nem tomamos partido perante as noticias conflituosas mas com discernimento e desprendimento sabemos observar e, se for preciso, agir com convicção e paz, estamos aprofundá-la…
Texto para o Dia da Paz, do dia 21 de Setembro 2012
     


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