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Esperança

de Maria

em 01 Abr 2013

   Diz-se que a esperança é a última a morrer. A esperança constitui sempre um horizonte, um porto de abrigo para a Alma que reconforta e acalma ansiedades. A adversidade começa no ponto onde compreendermos a impotência que temos para sair de alguma situação desagradável. Nesse caso, a atitude mais sábia é de nos entregarmos à Divina Providência em absoluta aceitação. Resta-nos consoladamente a esperança de que as circunstâncias dêem as melhores resoluções. Assim, podemos aplicar uma das máximas de Epicteto, um estóico: «Quando não podes resolver uma situação, abstém-te e suporta».

Na verdade, esta obediência pode tornar-se sublime, se a capacidade de entrega for despojada de rebeldia ou de conformação para dar lugar a uma completa aceitação pela serenidade.
Por outro lado, a esperança pode levar a uma anulação da vontade, caso seja imperativo agir em situações que impliquem esforço próprio. Como em tudo é necessário discernimento para distinguir situações adversas, mas que sendo remediáveis ou não, podem constituir desafios à nossa capacidade mental e espiritual. Convém fazer a distinção entre as coisas que dependem de nós e as que não dependem.

A ansiedade resulta de algum desejo ou medo do desconhecido. Quando se trabalha interiormente para o desapego, tanto o poder do querer como o receio vão-se alterando, transformando e sublimando, para emergir, então, a tranquila submissão a cada momento. Esta atitude permeia o caminho da auto-realização, onde, de facto, já não é tão relevante a esperança, pois esta representa algo que se aguarda de melhor para o futuro que alenta e conforta, mas quando pela auto-realização, sente-se a estabilidade no presente (apazigua a ansiedade), sem necessidade de preocupação futura. A quietude daquele que encontra não se pode comparar à inquietude daquele que procura.

Sem dúvida, a esperança é um bem para todo o ser humano que o ajuda a superar a vida em si mesmo, como um ancoradouro de energias, qual refúgio que nos acolhe e protege para que prossigamos na luta diária, já então, regenerados e restabelecidos. Porém, quando o ancoradouro está no nosso interior, pela realização espiritual, também a esperança diminui de importância, não só pela segurança interior, pronta para serenamente enfrentar qualquer eventualidade, como pelo despojamento ou o “largar” de algo que ainda possamos querer obter futuramente: não há tanta dependência da esperança. Embora, a esperança seja benéfica, pode deixar-nos num certo conformismo, no sentido de negligenciar a resolução de algo interno, que deve ser buscado e sublimado pela realização espiritual. Equanimidade é o estado que permite a serenidade perante a adversidade, sendo então, um bem a adquirir pela realização interior.

De alguma forma, a esperança faz parte da fé humana dando um certo sentido e segurança à vida no presente como apoio para o futuro. Sim, a esperança é o horizonte que sempre se busca e que dá a força para levar adiante a temeridade, a coragem de prosseguir na caminhada terrena e universal.

Não abusemos, porém, da esperança já que se requer, criar uma boa capacidade mental e espiritual para enfrentar os desafios, com estados elevados de Consciência que se adquirem com aturado e consciente trabalho interno. A esperança para a auto-realização tanto humana, quanto espiritual pode tornar-se na fé para essa concretização.

«A Divindade deu-te armas com que resistir a todos os sucessos, por horríveis que sejam. Deu-te a grandeza de alma, a força, a paciência, a constância. Serve-te delas; se o não fazes, confessa que o não sabes fazer, apesar de te haverem sido entregues». Epicteto.
     


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