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Alimentar de Prāna

de Maria

em 07 Jul 2014

   Não é totalmente verdade que alguém se possa alimentar apenas de prāna*. Vejamos:
Sustentar-se mais de prāna do que de nutrientes convencionais só será bem conseguido, se é que essa possibilidade existe (apenas de prāna), se houver equilíbrio no viver que vai então impedir que carências tomem lugar. Quando há estabilidade emocional e psíquica resultante da realização espiritual, esta preenche estruturalmente, e o cérebro não precisa tanto de outras recompensas, tal os alimentos; eles podem ser reduzidos, pois o principal alimento não provém da ingestão nutricional, nem tão pouco do prāna mas do equilíbrio mental e espiritual, já que o “alimento” essencial vem da Fonte Divina. Esta dispensa todos os alentos externos.


Na realidade, quanto mais conscientes as pessoas forem do seu próprio propósito espiritual, que implica maior integração na Divindade, Absoluto, ou Inteligência Superior, mais equilíbrio cerebral, mental e espiritual adquirem e, então naturalmente, mais prāna absorvem. A ligação consciente e permanente ao Divino despoleta e desencadeia impulsos cerebrais, onde se produzem substâncias que são necessárias à mente para o equilíbrio no pensar e no viver e, então, isso contribui para colmatar carências a todos os níveis, tais como compulsão por comida ou dependência excessiva de afectos. A integração na Divindade ou conhecimento de Deus é que nos preenche totalmente e isso afecta o cérebro, a mente e até o corpo físico. Esta é única Verdade! O único “alimento” que dá felicidade é o interno.

Portanto, a superação humana, que o mesmo é dizer Ser Consciente é que cria equilíbrio físico, mental e espiritual onde, então não sobram carências.
Se as células a que chamo divinas (livro “A Célula Divina”) são estimuladas pela auto-realização espiritual, desencadeiam ligações neurais que levam o cérebro à estabilidade mental (fica tudo no sítio), que supera toda e qualquer falha, seja de alimentos, de afectos, de sexo ou de coisas materiais. A estabilidade mental depende desta integração no Divino que alimenta e equilibra o nosso sistema corporal, mental e espiritual. O que leva ao sofrimento humano, que a maior parte das vezes é apenas psíquico é a confusão mental. A maioria das pessoas não tem pensamento claro devido a vários factores; pode ser de âmbito emocional que cause bloqueios mentais, de má digestão dos alimentos, de frustrações, mas essencialmente provém de negligência do seu próprio caminho espiritual; o que quer dizer, que o cérebro não é usado nas suas funções normais.

Desta forma, há um ritmo de movimentos nos neurónios abrangendo todas as áreas do cérebro que necessita de estabilidade no seu funcionamento, para que se produzam as substâncias necessárias, proteínas, tais dopamina, serotonina etc., para um bom equilíbrio. Quando há desequilíbrio no viver e portanto no pensar, esse ritmo fica comprometido; não se produzem as substâncias que o cérebro necessita e, então, entra em carência. Daí advém a confusão mental que leva à dependência de algo, seja algum alimento que dê de imediato algum impulso ao cérebro, seja de alguma acção menos própria, mas que sirva para sair da confusão mental em que se encontra.

Mesmo fazer jejum, se não for realizado com consciência e com determinado propósito espiritual não será totalmente bem conseguido. Embora, a falta de alimento (jejum) proporcione bem-estar mental, pois não há o processo de digestão e as energias podem renovar-se, se não houver conhecimento perde-se o maior benefício ao nível espiritual. (Sobre o jejum, consultar o livro “A Meditação e os Benefícios na Saúde”).

Quanto ao prāna e a sua absorção depende da disposição interna espiritual do indivíduo e também da pureza do ambiente. Ele encontra-se mais puro em sítios altos, tal as montanhas, onde a poluição da Terra é menor, sendo necessário também pulmões saudáveis para respirar o ar purificado, pois se os pulmões estiverem contaminados; impurezas tais os fumos ou deficiência respiratória acaba por não absorver, eficazmente, o que a natureza tão generosamente oferece.

Concluindo, para que alguém possa viver mais de prāna – todos nós vivemos e alimentamo-nos diariamente com ele – ou para que seja absorvido em maior percentagem tomando certo lugar aos alimentos é, necessário sobretudo, saber realizar a absorção na Fonte Divina, então depois todos os outros alimentos são secundários.
*Força vital que permeia o Universo.
     


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