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A Meditação

de Maria

em 27 Set 2015

   Meditar hoje, é tão importante como complemento espiritual à vida material, tanto o quanto foi no passado. Ela apresenta-se como uma alternativa à vida agitada e diversificada, causadora actualmente de grande dispersão. Mas o mais importante antes de se aventurarem na meditação é a prática da concentração, pois não se consegue meditar sem primeiro aprender a dominar a mente, um dos passos mais importantes do Yoga e de todas as filosofias que englobam a meditação como prática para a auto-realização. Para muitos é a referência religiosa e para outros a meditação apresenta-se unicamente como uma via para obter certa paz. Serve para os dois sentidos, embora a meditação que nos referimos inserida nas filosofias da Índia, tem sem dúvida a base religiosa como ponto de partida e de chegada. O caminho a percorrer entre estes dois parâmetros requer uma prática assídua, estudo e devoção sem os quais não será possível atingir a realização espiritual.

Assim, o sentido de meditar hoje esteja um pouco adulterado em relação à sua origem, prática que vem dos que buscavam a meditação por anseio espiritual, e que consagravam a sua vida (na Índia chama-se ascetismo) inteiramente à união com o Absoluto ou Divino. Actualmente há uma grande divulgação de diversos sistemas doutrinais que incluem a meditação nas suas actividades, mas que infelizmente vêm com promessas de resultados rápidos e imediatos, o que acaba por constituir um desvio ao verdadeiro ideal da meditação. A meditação é meio pelo qual se pode atingir o objectivo que é a Unidade ou a Transcendência e que requer principalmente uma atitude de vida - a qual se torna a base de um caminho espiritual a percorrer por um longo percurso - que naturalmente se torna um projecto de vida! Esta é a verdadeira felicidade e não a que se busca pelas coisas mundanas e promessas vãs.

Para os que não precisam de Deus, ou para aqueles que se desiludiram com as promessas e tabus das religiões, a prática da meditação baseada em modalidades tais o munfuldness, o vipāssana ou apenas nos āsanas e no prāṇayāma, ajuda à concentração (foco de atenção) mas não têm um objectivo superior, é apenas uma procura de paz efémera; meditar sem um objectivo superior, não se encontra dentro das filosofias orientais em que o objectivo final é a ligação ao Divino, quer lhe chamem Brahman, Īśvara, Entidade Cósmica, Samādhi ou Nirvāna.

Portanto, é aqui que a meditação tem lugar preponderante para a realização espiritual. De facto, não faz sentido a meditação sem o objectivo essencial que é Deus. Deus ou Unidade deve fazer parte da inteligência e racionalidade do Ser humano. Como se sabe yoga, significa unir – ligar a Alma - Ātman a Paramātma – a Alma Suprema. Quando se estabelece essa ligação com convicção e confiança, contribui-se então, para se ser cada vez mais consciente e inteligente.

O grande problema é a constância na prática da meditação, até que se fique imbuído da força energética e actue como apelo interno. A meditação ajuda a mente a distanciar-se dos problemas – ela precisa de ser controlada e obedece se lhe dermos ordens – portanto, quando os pensamentos vêm à mente devem ser retirados pela força da vontade.

A ciência, especificamente a neurociência divulga dados sobre as pesquisas no cérebro e como certas práticas ou hábitos, como orar e meditar podem contribuir para o bem-estar ou mesmo felicidade. Hoje a ignorância sobre estes assuntos já não tem lugar a não ser que fechemos os olhos com preguiça de começar algo de novo para mudar hábitos por vezes tão perniciosos. A meditação além da mudança nos mecanismos cerebrais muda também a Consciência tornando o Ser cada vez mais desperto.

A meditação permite ver a realidade de outros ângulos. (O que a meditação faz ao cérebro (Livro, Célula Divina). Temos de aprender a arte de viver feliz e saudável. A vida é muito preciosa, mas temporal e portanto, não se deve passar a maior parte dela em sofrimento como se a vida fosse um castigo. A felicidade depende apenas da atitude interna, não como uma opção, mas como uma orientação na base do domínio da própria mente; ela está sempre pronta a dispersar e a criar confusão.

A base da felicidade está no foco de si mesmo, e é essa a arte de viver; ser consciente, presente em todos os momentos, atento aos pensamentos e acções menos apropriadas. A meditação, tal como as posturas ou āsanas e a respiração, o prāṇayāma, podem ser aplicadas em qualquer lugar e tempo, na verdade, uma acção muito pessoal, uma actividade precisa e perene para ser usada a qualquer momento.

Os efeitos positivos da meditação baseiam-se na modificação da actividade cerebral, quando aprendemos a controlar os pensamentos e começamos então, a identificar seus próprios processos – saber como a mente reage a pensamentos positivos e negativos e por meio de força da vontade e de forma consciente poder alterá-los. A meditação é o meio de ampliar o potencial da mente.
Integrar liberdade, espiritualidade e responsabilidade é o que se requer num caminho espiritual consciente e tem como meio absolutamente seguro, a prática regular da meditação.
     


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