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Neste espaço especialmente dedicado à Meditação, sua prática e métodos, constará de um guia ao qual damos o nome de Curso, baseado no trabalho que realizámos nos últimos anos ensinando a Meditação. Está dividido em nove lições, nas quais será explicado através de esquemas e de imagens o lado prático, como também acompanhar com profundidade, a teoria filosófica que envolve a Meditação pela vivência de um percurso interior.

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Curso de Meditação 2ª Lição

de Maria Ferreira da Silva

em 01 Jun 2006

  Não é suficiente mantermo-nos saudáveis, devemos investigar, quem somos, como somos e a nossa relação com o mundo. Esta investigação interior, leva ao estudo e à leitura que ajudam a clarificar a mente, pois não basta só a pureza do corpo, é necessário dar alimento à mente como meio de auto-conhecimento e de reflexão, baseado em obras que nos esclareçam e elevem o pensamento. Já é uma forma de concentração. (No Hinduísmo a referência é o Veda).

Disciplina
Yāma


Tudo depende de como usamos a mente;
Pode ser fonte de problemas ou de felicidade.


Comecemos, nesta segunda parte, por enumerar os passos que conduzem ao conhecimento sobre os mecanismos da mente, para melhor entender e praticar a Meditação. Desenvolveremos algumas respostas às perguntas formuladas na 1ª Lição, bem como ajudaremos na prática da Concentração.
Baseamo-nos nas palavras em sânscrito porque contêm uma grande precisão no seu significado e clarificam a explicação dos métodos. Os sūtras, por exemplo, são fórmulas especulativas condensadas que revelam altos níveis de compreensão através da palavra.

Assim, de acordo com o Yoga (§), existem três coisas que podemos investigar como o significado da Meditação em si mesmo.
Tapas – É o meio pelo qual podemos conservar a forma física e a pureza interna. Palavra sânscrita, tem a sua raiz na palavra Tap, aquecer.
Pode estar ligado com jejum ou certa austeridade alimentar, mas significa também a prática do āsana e prāṇayāma (movimento harmonioso do corpo e respiração controlada), que ajudam a eliminar as impurezas do organismo. A atitude mental é muito importante na prática do prāṇayāma, pois não há movimento do corpo, ela consiste principalmente no sentir interior. Concluindo, implica purificação do corpo e da mente através da alimentação, da higiene, da respiração e dos pensamentos.

2º - O elemento que nos permite investigar é Svādhyāya, que significa Estudo, o estudo de si mesmo.

Quem somos? Onde estamos? Que fazemos no mundo?
Não é suficiente mantermo-nos saudáveis, devemos investigar, quem somos, como somos e a nossa relação com o mundo. Esta investigação interior, leva ao estudo e à leitura que ajudam a clarificar a mente, pois não basta só a pureza do corpo, é necessário dar alimento à mente como meio de auto-conhecimento e de reflexão, baseado em obras que nos esclareçam e elevem o pensamento. Já é uma forma de concentração. (No Hinduísmo a referência é o Veda).
O estudo, quando feito em certo recolhimento e atitude (ligado ao momento da aprendizagem) pode ser catalisador para uma compreensão mais profunda ou mesmo, para uma experiência espiritual importante. Uma frase, ou apenas uma palavra, pode incidir beneficamente na mente e no coração.

3º - Īśvara Praṇidhāna, significa “Amor ao Senhor”, mas também quer dizer, “qualidade de acção”, contemplação.

A base religiosa e filosófica da Índia assenta na ideia segundo a qual, o Universo tanto visível como invisível é uma manifestação de uma Realidade Divina. Matéria e Espírito são inseparáveis e juntos representam a própria estrutura do Universo. Consequentemente este princípio aplica-se aos seres humanos, Corpo-Alma-Espírito, e a prática da Meditação, sendo universal, contém intrinsecamente esse sentido de evocação do Divino.

A prática do āsana e do prāṇayāma são meios de manter a saúde e o estudo, mas não constituem a totalidade dos nossos actos, nem das nossas aspirações. Precisamos sempre de uma referência superior, algo que nos transcenda e nos inspire a alcançar: pureza interior, perfeição, paz e harmonia.

O Estudo que leva ao auto-conhecimento e a Aspiração a um objectivo superior são requisitos fundamentais que completam o caminho da Meditação.
Temos assim: Tapas, purificar o corpo; Svādhyāya, estudo; e Īśvara Praṇidhāna, Amor ao Senhor, que abarcam a totalidade da acção humana: boa forma física e mental, investigação sobre a qualidade da acção. E para quê?

Requisitos para a prática da Meditação.

Comecemos pelo Espaço.
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