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Neste espaço especialmente dedicado à Meditação, sua prática e métodos, constará de um guia ao qual damos o nome de Curso, baseado no trabalho que realizámos nos últimos anos ensinando a Meditação. Está dividido em nove lições, nas quais será explicado através de esquemas e de imagens o lado prático, como também acompanhar com profundidade, a teoria filosófica que envolve a Meditação pela vivência de um percurso interior.

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Curso de Meditação 3ª Lição

de Maria Ferreira da Silva

em 03 Jul 2006

  A Meditação acelera o desenvolvimento evolutivo do próprio cérebro, onde se operam mudanças nas células e por consequência na forma de pensar, actuar e viver, o que leva progressivamente ao alargamento de Consciência. O cérebro é o suporte da Consciência que, por sua vez, é a manifestação do Espírito, mas na realidade, embora todos os cérebros humanos sejam física e aparentemente iguais, a forma como ele é usado difere, devido à consciência de cada um. Assim, há seres cujas áreas do cérebro são mais estimuladas acelerando a evolução de consciência, onde em outros, elas permanecem passivas.

Sādhana - Prática

Sādhana – é a prática. É o meio pelo qual alcançamos aquilo que até agora foi inalcançável.
Sendo a prática da Meditação o meio para o progresso consciente do Caminho espiritual, ela conduz ao auto aperfeiçoamento pela via da transformação, desbloqueando a mente que, ensombrada por Avidyā, “ignorância”, não tem a correcta observação e percepção. É o erro da identificação de Puruṣa, princípio espiritual, com Prakṛtī, o princípio material.
Na realidade, dentro de cada um de nós há algo de muito profundo que não está sujeito a mudança; é o que se chama o Puruṣa, o Espírito ou o princípio da Consciência. Esse é o que “vê” correctamente.

Quando acontece no nosso interior uma compreensão mais profunda, damos conta de que resulta numa grande quietude e contentamento e que se repercute em todo o nosso ser, incluindo, o coração com uma influência positiva determinante.
Este acontecimento, que é na realidade uma experiência do nosso Ser, o Puruṣa, vai contribuir gradualmente para a redução de Avidyā (ignorância). São as próprias realizações espirituais, resultantes da prática da Meditação, que mudam o estado de confusão para o de claridade e, conforme progredimos, haverá mais claridade, menos confusão. A Meditação, “Yoga (§)”, está identificada com o conceito de melhoramento, portanto reconhecer e eliminar Avidyā e seus efeitos são a única escada que podemos subir.

Vidyā - significa, conhecer correctamente. O conhecimento é obviamente o oposto da ignorância, o objectivo da Meditação é diminuir a ignorância.
Avidyā - ignorância, é um estado de falso entendimento. É a acumulação de acções, que leva a um caminho errado, provocando inadequadamente uma falsa compreensão do que somos.

Em Avidyā encontramos quatro estados:
Asmitā – O Ego que motiva sempre a uma satisfação de si próprio, como o melhor, o que tem sempre razão. Asmit€, no seu aspecto superior é definido como a identificação do poder da Consciência com o poder de cognição. É o “Eu Sou” – o puro percebimento da auto-consciência. É a tomada de consciência de quem só através do veículo físico que é o corpo faz a sua identificação.
Rāga – É a aderência ao desejo. O que foi agradável ontem, queremos repeti-lo hoje, mesmo que não necessitemos.
Dveṣa – Tem efeitos contrários a Rāga – ódio. Alguma experiência desagradável, menosprezamos e não queremos que ocorra novamente.
Abhiniveśa – A fonte do medo. Apego à vida. De algum modo sentimo-nos inseguros perante a vida, temos medo por algo que a altere, medo da doença, da velhice, da morte.
São portanto quatro estados, que fazem parte de Avidyā, que separados ou combinados tornam difícil a claridade mental. Assim, Avidyā - ignorância, é uma constante fonte de descontentamento, obstrui o discernimento e a perfeita distinção. O Yoga, que inclui Conhecimento e Meditação, contribui para reduzir o efeito de Avidyā com o fim de prevalecer o verdadeiro entendimento.

Desta forma, requer-se um esforço constante e atenção para continuar numa direcção, ou no sentido do progresso do caminho espiritual e viver-se correctamente. Com a plena atenção, o ser torna-se consciente aqui e agora, contribuindo assim para matar a semente da ignorância “Avidyā”.
Quando se transcende a Avidyā – ignorância, e se permanece em Vidyā (claridade, sabedoria), o pensamento é claro, não há confusão, mas um sentimento profundo de tranquilidade, sereno. Estamos certos em relação à vida, não interessa demonstrar aos outros se temos razão, ela está em nós, certa; coração e mente estão apaziguados.
  (... continua) 
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