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Neste espaço especialmente dedicado à Meditação, sua prática e métodos, constará de um guia ao qual damos o nome de Curso, baseado no trabalho que realizámos nos últimos anos ensinando a Meditação. Está dividido em nove lições, nas quais será explicado através de esquemas e de imagens o lado prático, como também acompanhar com profundidade, a teoria filosófica que envolve a Meditação pela vivência de um percurso interior.

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Curso de Meditação - 7ª Lição

de Maria Ferreira da Silva

em 02 Nov 2006

  Certas Filosofias da Índia como o Yoga e o Sāṃkhya-Yoga estão baseadas na imortalidade da Alma e na sua tomada de consciência ao longo da evolução na Terra. Quando o Puruṣa, o Espírito, entra no ciclo da existência, Samsāra, que é a sucessão dos renascimentos, causa a prisão em Prakṛtī, a matéria, até consumir o desejo através da purificação. Esta purificação, consiste em gastar a energia de vida, (o desejo) que o Espírito, o Ser, teve da matéria.

O Espírito, O Puruṣa

O Sāṃkhya (§)-Yoga é um sistema que conceptualiza o princípio material, oposto e absolutamente diferente do princípio da Consciência – é uma filosofia dualista, assente na distinção entre o princípio material, a manifestação do mundo, e o princípio divino.
Assim, segundo o sistema Sāṃkhya, no Universo há dois princípios; Puruṣa, o Espírito, e Prakṛtī, a matéria. A Avidyā, a ignorância existe pela ligação destes dois e é a semente para Duhkha, sofrimento.
Prakṛtī – nome feminino, que quer dizer: fazer, causar, criar, produzir é o aspecto causal da actividade. Prakṛtī é a matéria activa em contraste com o passivo Puruṣa; quando juntos fomentam o sofrimento: duhkha.
A matéria, Prakṛtī, é movimento. O Espírito, Puruṣa é inactivo – mas algo em Puruṣa o fez mover em direcção a Prakṛtī. O que o fez tomar posse da matéria? O desejo! O desejo de vida na matéria. A matéria, Prakṛtī, não tendo consciência não evolui no sentido do aperfeiçoamento e do objectivo: precisa de um condutor. Puruṣa sendo imaterial não poderia gozar a vida sem o veículo que é Prakṛtī. A questão é saber qual foi a primeira causa. Se a matéria, Prakṛtī, se o Espírito o Puruṣa. E se o Puruṣa é puro e inactivo como desejou a matéria? Se o Espírito criou a matéria para a gozar ou se, existindo já a matéria, ela atraiu o Espírito?
É a actividade da mente que retém uma experiência, uma percepção. A imagem dos objectos que vemos é projectada na mente através dos sentidos. Puruṣa, o Espírito, observa através da mente. Se a mente está perturbada o objecto fica distorcido, se a mente está clara a observação é perfeita. Depende da qualidade da mente aquilo que Puruṣa observa. A mente é o instrumento de Puruṣa para ver, mas na realidade é Puruṣa que alimenta a mente para ela ver. A mente não pode ver por ela mesma, depende da energia que Puruṣa dá para ver, e Puruṣa depende da claridade da mente, uma não funciona sem a outra: é um ciclo e uma inter-dependência.
Puruṣa (o Espírito) é o que vê, e se a mente está clara, ela permite a Puruṣa ver correctamente.
Prakṛtī (a matéria) o objecto exterior, é o que é visto por Puruṣa. Quanto mais purificada a mente, melhor o Puruṣa percebe o objecto e o define.
Prakṛtī é a matéria real, sempre em mudança. Puruṣa é algo que está no centro do nosso ser e que não muda. Puruṣa é o que vê mas por vezes está privado de ver claramente por causa de Prakṛtī, que por sua vez, causa Avidyā (ignorância). Puruṣa é o vidente, o observador. Os órgãos dos sentidos, (a matéria, Prakṛtī) servem de instrumento de percepção: o ouvido, o tacto, a vista, o gosto, o olfacto.
Na realidade, Puruṣa é imutável mas como vê as coisas através da mente, se a mente causa estorvo pela falta de pureza e claridade, pode ver as coisas distorcidas. Prakṛtī, a matéria, do qual a mente faz parte está constantemente em mudança, causando confusão. Para eliminar a confusão da mente, a prática da Meditação, é eficaz e suscita uma nova qualidade de atenção e descoberta, pois ela muda a qualidade da acção e então Puruṣa pode identificar-se a si mesmo.

A plena atenção ao que estamos fazendo, permite descobrir os mecanismos da mente e aclarar ideias, sentimentos e sensações. A atenção permite absorver-nos em nós próprios, reduzir a dispersão e centrar a mente. Esta prática leva a novas considerações sobre a vida, sobre as acções, as atitudes e suas consequências.
A Meditação devolve a pureza inicial pela compreensão, ao distinguir e definir a natureza por meio de identificação desses obstáculos interiores que causam sofrimento.
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