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Neste espaço especialmente dedicado à Meditação, sua prática e métodos, constará de um guia ao qual damos o nome de Curso, baseado no trabalho que realizámos nos últimos anos ensinando a Meditação. Está dividido em nove lições, nas quais será explicado através de esquemas e de imagens o lado prático, como também acompanhar com profundidade, a teoria filosófica que envolve a Meditação pela vivência de um percurso interior.

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Curso de Meditação - 4ª Lição

de Maria Ferreira da Silva

em 02 Ago 2006

  Gradualmente, as práticas bem conseguidas levam a estados de Samādhi mais ou menos prolongados até alcançar um estado de Consciência constante, onde não há grande distinção e espaço entre os Samādhis. Permanecer nesse estado, quer dizer que foi alcançada outra dimensão ou outra consciência de viver, e significa, viver em estados superiores de Consciência, em Espírito. Para se atingir o estado de Samādhi, podem-se levar anos ou até vidas, contudo pode acontecer inesperadamente, dependendo da evolução feita em vidas anteriores.

Beatriz de Dante Gabriel RossettiAs Atitudes

Yāma e Niyāma

As atitudes consideradas no Yoga (§) são: Yāma e Niyāma.
A eliminação das impurezas da mente (citta), realiza-se mediante os chamados oito passos do Yoga, e dividem-se em grupos.
Yāma, constitui as práticas de atitudes do exterior. Niyāma, corresponde a atitudes do interior.

O 1º Passo, os Yāma destinam-se a prover uma base moral e um suporte ético, para a transmutação de carácter que se opera na vida do praticante. As práticas incluídas em yāma são de ordem moral e proibitivas, enquanto as de niyāma são disciplinares e construtivas.
Yāma significa abstinências e tem cinco atitudes distintas:
Ahiṃsā - não violência.
Satya - dizer a verdade.
Asteya - não aproveitar-se de uma situação. Não roubar.
Brahmācārya - castidade, e também qualidade de acção.
Aparigraha - não usurpar, receber exactamente o que é justo, não acumular.

2º Passo, os Niyāma, são também atitudes, mas para connosco: observâncias.
O 1º elemento, é pureza e significa, limpeza externa e interna do corpo: pureza corporal e mental.
O 2º elemento, é Saṃtoṣa; sentimento de contentamento. Por vezes temos expectativas em coisas que não chegam a realizar-se e ficamos decepcionados; em lugar do desespero ou infelicidade, devemos manter um sentimento de aceitação frente ao que não podemos mudar.
Os outros três elementos dentro do Niyāma são: Tapas, purificação - Svādhiyāya, estudo - e Īśvara Praṇidhāna, Amor ao Senhor (já falados) respectivamente: a ascese, o estudo e a entrega a Deus. E assim estão concluídos os cincos Niyāmas.
O 3º Passo, do Yoga é o Āsana
O 4º Passo, é o Prāṇayāma.

O 5º Passo, corresponde a Pratyāhāra. Significa, suspensão dos sentidos. Quer dizer, abster-se daquilo com que nos alimentamos, ou seja quando os sentidos se abstêm de se alimentar com os “objectos”, isto é Pratyāhāra. Deixar de se identificar com os objectos (no sentido de emoções e sentimentos descontrolados) é criar desapego. A Meditação contribui para diminuirmos a relação exagerada, (apego) com os “objectos” e sentimentos de posse com os outros.
Apego – significa o desejo ardente de coisas e a sua função é produzir frustração.
O 6º Passo do Yoga é Dhāraṇa.
O 7º é Dhyāna.
O 8º é Samādhi.

Quando criamos condições de dirigir a mente para uma só direcção é Dhāraṇa.
A concentração, Dhāraṇa, significa “confinamento em um território”.
A mente é confinada a uma esfera limitada, definida pelo objecto de concentração. A mente está internada numa área mental e permite apenas uma escassa liberdade de movimentos, ou seja, há menos pensamentos.
Quando voltam os pensamentos, convém lembrar do objectivo da mente, que é a Concentração e voltar ao ponto de partida; nova Concentração, e assim sucessivamente, até ficar cada vez mais tempo sem distracção.
O que se requer é reduzir estas interrupções e finalmente eliminá-las por completo. Tão logo se inicie o controle da mente, entra em acção “Nirodha”, palavra que significa, “supressão”, restrição dos pensamentos, que é o resultado da Concentração e este estado Dhāraṇa é o ponto de escala para atingir Dhyāna.

O eventual aparecimento de distracções na mente (pensamentos) constitui a diferença entre Dhāraṇa e Dhyāna. Os pensamentos intrusos são as chamadas distracções, que se deve procurar diminuir progressivamente.
Quando estamos interessados em uma coisa especial, começamos a investigar e estabelece-se então uma acção entre nós mesmos e o objecto de indagação. Esta comunicação contínua entre a mente e o “Objectivo”, chama-se Dhyāna, Meditação.
Dhyāna é o começo do contacto com o Samādhi.
  (... continua) 
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