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Neste espaço especialmente dedicado à Meditação, sua prática e métodos, constará de um guia ao qual damos o nome de Curso, baseado no trabalho que realizámos nos últimos anos ensinando a Meditação. Está dividido em nove lições, nas quais será explicado através de esquemas e de imagens o lado prático, como também acompanhar com profundidade, a teoria filosófica que envolve a Meditação pela vivência de um percurso interior.

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Curso de Meditação - 9ª Lição

de Maria Ferreira da Silva

em 02 Jul 2007

  Neste final de nove Lições, fico com a esperança de ter contribuído de alguma forma para a sua prática de Meditação, que lhe permita atingir um ponto de tranquilidade e vislumbrar o objectivo último desta prática: a união com a Mente Divina. Contudo, só pela prática, perseverança e aspiração conseguirá. Ninguém lhe pode dar a Realização!

Interior e Exterior

Pratyak Cetanā - Voltado para o Interior
Parāṅga Cetanā - Voltado para o Exterior

Quer dizer, respectivamente: a Consciência voltada para o interior e voltada para o exterior.
Na maior parte dos seres a consciência está virada para o exterior, os afazeres do mundo que lhe ocupam a maior parte do dia. Isto é causado por Vikṣepa, a projecção para o exterior, pela mente inferior (estado primário e inferior de consciência). A mente dispersa-se no exterior.
Viśeṣa – significa particular, diferente. A mente inferior vê todos os objectos como coisas particulares, nomes e formas. Cada objecto parece ter uma existência separada e independente. O objecto está isolado, é visto como separado do Todo, seu arquétipo e da Divina Consciência.

Aviśeṣa – significa universal ou não específico – corresponde à actividade da mente superior, cuja função é lidar com arquétipos e princípios subjacentes ao mundo dos nomes e das formas. O Todo.

Pratyāya - é o conteúdo da mente. O que é que ela contém?
Em Meditação, por exemplo, a mente contém o “Objecto” da Meditação.
Quando a mente está absorvida em si própria, onde os sentidos não se relacionam com o exterior, significa desprendimento dos objectos dos sentidos.

O objectivo da Meditação é centrar a consciência, pois somente nestas condições ela pode funcionar e unir-se aos princípios mais elevados: a Verdade e a Rectidão.
Quanto ao resultado da Meditação, ele consiste no gradual desaparecimento dos obstáculos: fraquezas de carácter, falta de amor, falta de objectivo na vida, que causam impurezas e dissonâncias nos veículos, físico, mental e espiritual.

Também existe fraqueza perante o karma, por vezes pesado, e não há ânimo para a sua remoção. Geralmente um problema de saúde mental é sinal de conflito interior. Por vezes estes conflitos internos são transportados de outras vidas como karma (herança negativa do passado) ou seja, é necessário nesta vida removê-los definitivamente pelo estado consciente. Podem apresentar-se sob variadas formas: desde a violência exercida sobre outros, a usurpações, ambições, energia de poder usada despoticamente, ou taras sexuais, etc.

Estas lembranças do subconsciente causam nervosismo e geram desespero e, quando atingem certo grau de intensidade, perturbam a respiração e desorganizam o fluxo das correntes prânicas. Nestes casos, é necessário reverter a tendência da mente, alterar a tendência de viver de forma medíocre, como a negligência, a instabilidade e insegurança, para uma atitude positiva e elevada, caso contrário serão fortes obstáculos ao caminho da prática de Dhāraṇa, Dhyāna e Samādhi.

Gradualmente a Meditação propicia o equilíbrio e a realização espiritual, estabelecendo a harmonia interior e exterior, curando os males.

A Meditação é um meio de cura de doenças.

Neste final de nove Lições, fico com a esperança de ter contribuído de alguma forma para a sua prática de Meditação, que lhe permita atingir um ponto de tranquilidade e vislumbrar o objectivo último desta prática: a união com a Mente Divina. Contudo, só pela prática, perseverança e aspiração conseguirá. Ninguém lhe pode dar a Realização!

Concluindo, o que tentei transmitir é que cada um deve despertar consciente mente a sua força espiritual, e irradiar a sua própria Luz.

O segredo está no trabalho interior, que desenvolve a própria Luz e permite entrar-se em comunhão com planos espirituais elevados através do coração e da inteligência. Esses planos espirituais, nos quais permanecem seres da Luz, estão atentos àqueles que são capazes de emitir a sua própria luz. Isto nada tem de misterioso, sê-lo-á apenas para os ignorantes, pois aqueles que lá chegam, percebem que é uma condição natural do ser humano a comunicação com outras dimensões, para as quais o nosso cérebro vem capacitado.
  (... continua) 
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