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Neste espaço especialmente dedicado à Meditação, sua prática e métodos, constará de um guia ao qual damos o nome de Curso, baseado no trabalho que realizámos nos últimos anos ensinando a Meditação. Está dividido em nove lições, nas quais será explicado através de esquemas e de imagens o lado prático, como também acompanhar com profundidade, a teoria filosófica que envolve a Meditação pela vivência de um percurso interior.

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Via da Vigilância Interior

de Edward Salim Michael

em 06 Mai 2010

  Todos os homens e mulheres têm, sem saberem, uma enorme reserva de força e energia, muita da qual fica sem uso. Se estas forças não forem dirigidas conscientemente, nem utilizadas construtivamente em qualquer tipo de trabalho físico, intelectual ou artístico, então tal como o leite azeda quando não é consumido, estas forças tornam-se negativas, ou mesmo, destrutivas – como pode ser visto em muitos adultos e crianças.


A prática da concentração caminhando no exterior

Por razões especiais, incompreensíveis ao homem vulgar, a vida procria em excesso de abundância – mas as leis cósmicas obrigam a que, nada no universo fique estático, sem uso ou seja desperdiçado. Quando estas forças não produzem – dependendo do tipo de pessoa e do temperamento – ora se viram para dentro, actuando contra a própria pessoa e eventualmente destruindo-a sem que o saiba, sob a forma de preocupações, e ansiedades, depressões, ora se viram para fora, ora se transformam em sensualidade, propagando tensões, e brigas à sua volta – e até, em escala maior, engendrando guerras! Estas energias extras no ser humano destinam-se à demanda espiritual e aos seus esforços, bem como adornar o mundo com a Beleza de grandes criações artísticas. Quando estes fins não são cumpridos, então, como sempre acontece, a gravidade puxa estas forças na única direcção para que podem ir – para o fundo.

Muitos estados de depressão, emoções negativas e desejos sensuais são, em geral, sinais de energias não usadas. Sempre que surgem, um aspirante vigilante deveria reconhecer imediatamente estes sintomas, tentando converter estas forças numa solução positiva e criativa, antes de poderem estagnar e o minar, inundando-o ocultamente com pensamentos e sentimentos destrutivos.

Quanto mais alto subimos numa montanha, mais rarefeita e pura é a atmosfera; e quanto mais perto do cume estivermos, mais vasta e imponente é a perspectiva. De forma semelhante, existem diversos níveis de consciência no Universo, desde os mais elevados aos mais baixos. Nas misteriosas esferas superiores, reinam os Devas (deuses sublimes) reflectindo em redor seu divino resplendor sob a forma de luz espiritual, sentimentos gloriosos e dons de inspiração artística; ao passo que as regiões inferiores são habitadas por Asūras (deuses demoníacos), que espalham negras influências por todo o lado. E o ser humano carrega bem dentro de si estes dois extremos. Se não lutar conscientemente para se elevar aos níveis superiores, inevitavelmente, os aspectos inferiores da sua natureza, o dominarão, usando-o sem que se aperceba, acabando por consumir a sua vitalidade.

Um aspirante sábio e atento fica de guarda e protege cuidadosamente as suas forças de poderem ser furtivamente desviadas, e desbaratadas em emoções negativas, imaginações fúteis e actividades desnecessárias. Ele sabe que necessita de cada gota da sua energia para práticas espirituais, e que é essencial economizá-las. Contudo, se, em determinadas ocasiões, se encontrar perturbado, agitado ou deprimido, e, por qualquer razão, não for capaz de readquirir a força que o pode libertar desse estado, então, antes que este reúna demasiado momentum descendente ampliando o seu domínio, é preferível deixar esta prática espiritual e decidir-se por uma outra, como por exemplo, caminhar; uma forma de exercício espiritual que, de qualquer maneira, deverá utilizar sempre, principalmente, se estiver no exterior.

Esta técnica de andar, não só utiliza a sua energia de forma produtiva em dias em que não consiga dominar o seu estado interior, como também lhe abre novas vias para realizações espirituais mais profundas de auto-conhecimento. As dificuldades que tiver com este exercício ajudá-lo-ão a compreender melhor, não só a necessidade imperiosa de se manter num estado de recolhimento interior intenso e activo, como também de meditar serenamente dentro das paredes de um mosteiro ou do seu quarto. Se isto falhar, todas as realizações espirituais, por muito elevadas que sejam, não poderão ser implementadas na vida activa, e não conseguirá prever como enfrentará ou reagirá aos ventos imprevisíveis e impiedosos do mundo exterior, sempre que o destino, inexplicavelmente, o lançar no meio deles.
  (... continua) 
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